Flávio confirma encontro com Vorcaro após banqueiro ter sido preso

Segundo senador, reunião foi para encerrar participação em filme Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil Brasília © Lula Marques/Agência Brasil Versão em áudio O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, admitiu nesta terça-feira (19) que se reuniu com o banqueiro Daniel Vorcaro depois que o dono do Banco Master foi preso pela primeira … Leia Mais


Alckmin é recebido com vaias e aplausos em Marcha de Prefeitos

Vice-presidente representou Lula, que cumpre outra agenda Por Anderson Ramos Alckmin discurso na Marcha dos Prefeitos. – Foto: Reprodução / Youtube Em meio a vaias e aplausos, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) foi recebido pelos prefeitos que participaram da 17ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios nesta terça-feira, 19. Antes de Alckmin iniciar o seu discurso, a plateia … Leia Mais


Senado aprova MP da renovação automática da CNH para bons condutores

Texto segue para sanção do presidente Lula Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil São Luís © Carlos Moura/Agência Senado Versão em áudio O Senado aprovou nesta terça-feira (12) a Medida Provisória (MP) 1327/25, que prevê, entre outros pontos, a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para inscritos no Registro Nacional Positivo de … Leia Mais


Lula diz que criará Ministério da Segurança após Senado aprovar PEC

Texto foi aprovado na Câmara e agurda votação no Senado Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Brasília © Marcelo Camargo/Agência Brasil Versão em áudio O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (12) que o governo criará o Ministério da Segurança Pública assim que o Senado Federal aprovar a Proposta de Emenda … Leia Mais



Ypê vira tema de disputa política após ação da Anvisa; entenda


Marca apoio a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022

 

Produtos da marca Ypê
Produtos da marca Ypê – Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A marca de produtos de limpeza Ypê virou alvo de disputa política nas redes sociais após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar, na última quinta-feira, 7, a suspensão de parte da produção da companhia.

A medida foi adotada após a identificação de uma bactéria em itens fabricados pela Química Amparo, dona da marca, em uma unidade no interior de São Paulo.

Foram afetados produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetantes.

Direita x esquerda

O caso ganhou repercussão política porque apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) passaram a associar a decisão da Anvisa a uma suposta retaliação contra os proprietários da empresa, que apoiaram o ex-presidente nas eleições de 2022 – venciadas pelo presidente Lula (PT).

Naquele ano, os sócios da companhia doaram cerca de R$ 1,5 milhão para a campanha de Bolsonaro. A Química Amparo é controlada pelos irmãos Waldir Beira Júnior, Jorge Beira e Ricardo Beira.

Mesmo sem apresentação de provas de perseguição política, aliados de Bolsonaro usaram as redes sociais para defender a marca e incentivar o consumo dos produtos.

O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), por exemplo, publicou um vídeo lavando louça e minimizando o alerta da Anvisa.

“Vamos acabar com essa sacanagem que estão fazendo com essa empresa 100% brasileira. Vamos nos supermercados, vamos comprar produtos Ypê. Quem tem produtos Ypê, posta no Instagram, marca a Ypê”, disse.

Outro político que comentou o caso foi o senador Cleitinho (Republicanos-MG). Nas redes sociais, ele criticou a atuação da Anvisa e ironizou a fiscalização do órgão.

Veja:

Ypê recorreu da decisão

A suspensão determinada pela Anvisa está temporariamente suspensa após a empresa apresentar recurso administrativo ao órgão.

Mesmo assim, a Ypê informou que manterá paralisadas as linhas de produção citadas na resolução até a conclusão da análise técnica.

Em comunicado, a empresa afirmou que apresentou o recurso para reforçar os compromissos assumidos no Plano de Ação e Conformidade, além de prestar esclarecimentos técnicos sobre o caso.


Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões após parceria com Banco Master


Segundo as investigações, senador e ex-ministro de Bolsonaro se tornou sócio de Daniel Vorcaro

Por 

Senador Ciro Nogueira no plenário do Senado Federal
Senador Ciro Nogueira no plenário do Senado Federal – Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira, 7, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) comprou uma cobertura triplex avaliada em R$ 22 milhões em um dos prédios mais luxuosos de São Paulo três meses após se tornar sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A compra do imóvel ocorreu ainda 26 dias antes de o parlamentar apresentar a chamada “emenda Master”, considerada pela PF um dos principais elos entre Ciro e o banco investigado por supostas fraudes no sistema financeiro. As informações são do Metrópoles.

O imóvel, com 514 metros quadrados, está em fase final de construção e fica na Rua Oscar Freire, na zona oeste da capital paulista.

A cobertura foi adquirida em julho de 2024 diretamente da incorporadora RFM, responsável pelo empreendimento.

Pouco depois, em 13 de agosto daquele ano, Ciro apresentou uma emenda à PEC nº 65/2023 propondo ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante, medida que beneficiaria o Banco Master.

De acordo com a Polícia Federal, a proposta teria sido elaborada pela assessoria do banco e apresentada “de forma integral” pelo senador no Senado.

Operação

Ciro foi alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de atuar “em favor do banqueiro Daniel Vorcaro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”.

Segundo a PF, o senador recebia uma mesada entre R$ 300 mil e R$ 500 mil do banqueiro.

O que diz o senador

Na última sexta-feira, 8, o senador Ciro Nogueira, que foi ministro da Casa Civil no Governo Bolsonaro, comentou a operação da PF. Pré-candidato à reeleição, ele associou a investigação ao bom desempenho nas pesquisas eleitorais e disse sofrer perseguição política.

“Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos. Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição”, escreveu o senador no Instagram.


Lula recebe credenciais de sete novos embaixadores


Cerimônias reservadas ocorreram no Palácio do Planalto

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
Brasília
06.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante apresentação de cartas credenciais do Embaixador da República do Suriname, Ike Desmond Antonius, no Palácio do Planalto. Brasília - DF.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
© Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta quarta-feira (6), as credenciais de sete novos embaixadores no Brasil. As cerimônias reservadas foram realizadas pela manhã no Palácio do Planalto.

Com isso, estão habilitados a despachar no país os representantes das seguintes nações:

  • Yasushi Noguchi, do Japão;
  • Víctor Manuel Cairo Palomo, de Cuba;
  • Ike Desmond Antonius, do Suriname;
  • Patrick John U. Hilado, das Filipinas;
  • Jean-Victor Harvel Jean-Baptiste, do Haiti;
  • Song Se Il, da Coreia do Sul; e
  • Alexandre Herculano Manjate, de Moçambique.

Tradicionalmente, os governos fazem consultas ao país no exterior sobre a indicação de um novo embaixador para atuar em seu território. Na diplomacia, a consulta é chamada de agrément, que pode ser concedido ou não.

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O embaixador, então, assume o posto após a entrega de documentos enviados pelo presidente de seu país ao governo do país onde atuará.

A apresentação das cartas credenciais ao presidente da República é uma formalidade que aumenta as prerrogativas de atuação do diplomata no Brasil. Caso a credencial não seja recebida pelo presidente, o embaixador não pode representar seu país em audiências ou solenidades oficiais, por exemplo.

06.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante apresentação de cartas credenciais do Embaixador da República Popular Democrática da Coréia, Song Se Il, no Palácio do Planalto. Brasília - DF.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula durante apresentação de cartas credenciais do Embaixador da República Popular Democrática da Coréia, Song Se Il Foto: Ricardo Stuckert/PR
novos embaixadores

R$ 53 mil: Cláudio Cajado lidera gastos com viagens internacionais entre baianos


Deputado federal cumpriu agendas em Nova York e Istambul

Por 

Deputado federal Cláudio Cajado (PP)
Deputado federal Cláudio Cajado (PP) – Foto: Lula Marques | Agência Brasil

O deputado federal Cláudio Cajado (PP) foi o parlamentar baiano que mais gastou com viagens internacionais neste ano. Ao todo, a Câmara desembolsou R$ 53.009,34 com agendas realizadas pelo congressista no exterior.

Os dados fazem parte de um levantamento do portal A TARDE, com base em informações do Portal da Transparência da Câmara Federal.

Ao todo, Cláudio Cajado realizou duas viagens com recursos públicos do mandato. A primeira ocorreu entre 10 e 14 de fevereiro, em Nova York, nos Estados Unidos, onde participou da Audiência Parlamentar Anual da União Interparlamentar das Nações Unidas. O custo total foi de R$ 18.117,59.

Nesse caso, a passagem, em classe econômica, custou R$ 10.013,41, além de R$ 8.104,18 em diárias.

Flávio Bolsonaro lidera gastos de R$ 2,8 mi do Senado com Correios

A segunda viagem foi realizada entre 10 e 20 de abril, quando participou de uma reunião do Comitê Executivo da União Interdisciplinar (UIP), em Istambul. O gasto total foi de R$ 34.891,75.

A passagem, em classe executiva, custou R$ 18.580,60, além de cinco diárias que somaram R$ 16.311,15.

O levantamento considera dados entre 1º de janeiro e 4 de maio. Dos 39 deputados federais baianos, seis não aparecem no sistema da Câmara.

São eles:

  • Alex Santana (Republicanos)
  • Deputado Dal (União Brasil)
  • Diego Coronel (Republicanos)
  • Otto Alencar Filho (PSD)
  • Waldenor Pereira (PT)

Vale ressaltar que Alex Santana não está no exercício do mandato, pois se licenciou para assumir funções na gestão municipal de Salvador.

Já Otto Alencar Filho renunciou definitivamente ao cargo para assumir uma função no Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA).

Além dos que não constam no sistema, 26 deputados baianos ainda não realizaram viagens internacionais.

Confira o ranking de gastos com viagens entre deputados baianos:

  • Cláudio Cajado (PP): R$ 53.009,34
  • Valmir Assunção (PT): R$ 26.845,36
  • Rogéria Santos (Republicanos): R$ 25.305,80
  • Márcio Marinho (Republicanos): R$ 11.513,20
  • Jorge Solla (PT): R$ 11.427,60
  • Zé Neto (PT): R$ 11.363,40
  • Paulo Azi (União Brasil): R$ 8.104,18

Valor das passagens não informado

Em quatro casos, o sistema registra apenas gastos com diárias:

  • Jorge Solla e Zé Neto participaram da comitiva que acompanhou o presidente Lula (PT) em viagem oficial à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro;
  • Márcio Marinho participou do United Freedom Forum, em Roma, entre 2 e 8 de fevereiro;
  • Paulo Azi participou da Audiência Parlamentar Anual da União Interparlamentar das Nações Unidas, em Nova York, entre 10 e 14 de fevereiro.

Para onde foram os outros deputados?

Entre 27 de abril e 2 de maio, Valmir Assunção participou de evento no Centro Martin Luther King (CMLK), em Cuba, com gasto de R$ 15.497,10 em diárias e R$ 11.348,26 em passagens.

Já Rogéria Santos participou do evento Girls Human Rights Festival, em Londres, entre 2 e 10 de fevereiro. Foram R$ 11.663,00 em diárias e R$ 13.642,80 em passagens.

Gasto milionário

Em quatro meses, a Câmara já pagou viagens oficiais de 53 deputados federais para 16 países, ao custo total de R$ 1,3 milhão, incluindo passagens aéreas e diárias.

Os destinos foram:

  • Alemanha;
  • Áustria;
  • Bélgica;
  • Chile;
  • China;
  • Coreia do Sul;
  • Costa Rica;
  • El Salvador;
  • Espanha;
  • Estados Unidos;
  • França;
  • Holanda;
  • Índia;
  • Inglaterra;
  • Itália;
  • e Turquia.

Governo lança campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1


Redução da jornada pode beneficiar 37 milhões de trabalhadores

Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil
São Luís
Rio de Janeiro, 01/05/2026 – Ato do 1º de maio no Rio de Janeiro na praia de Copacabana pede fim da escala 6x1, regulamentação dos trabalhadores de aplicativo, combate ao feminicídio e defesa da soberania. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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O governo federal lançou neste domingo (3) uma campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1 sem redução de salário. O objetivo da proposta é “garantir mais tempo para a vida além do trabalho, tempo com a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso”. 

Pelo menos 37 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados com a redução. 

“Para fins de comparação, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil/mês beneficiou cerca de 10 milhões de pessoas. A garantia do descanso ainda tem potencial impacto positivo sobre a economia, estando alinhada com uma visão moderna de desenvolvimento, que combina produtividade, bem-estar e inclusão social “, esclareceu a Secretaria de Comunicação Social (Secom).

A proposta do governo estabelece um novo limite de jornada em 40 horas semanais e mantém as oito horas diárias de trabalho (inclusive para trabalhadores em escalas especiais). Com isso, os trabalhadores terão assegurados dois dias de repouso semanal de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos.

O modelo de cinco dias de trabalho para dois dias de descanso poderá ser definido em negociação coletiva, respeitando as peculiaridades de cada atividade.

Campanha

Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, a campanha pelo fim da escala 6×1 será veiculada em canais de mídia digital, televisão, rádio, jornais, cinema e na imprensa internacional.

“A proposta é conscientizar empregados e empregadores que reduzir a escala é defender o convívio do trabalhador com sua família, é defender a família brasileira, é valorizar o trabalho, mas, também, a vida além do trabalho” apontou a Secom.

O governo defende que a mudança dialoga com transformações recentes na economia, como o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade. “Jornadas mais equilibradas tendem a reduzir afastamentos, melhorar o desempenho e diminuir a rotatividade”, diz a Secom.

No dia 14 de abril, o governo federal encaminhou ao Congresso um projeto de lei alterando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A proposta, que tramita com urgência constitucional, reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial.

Na prática, o texto coloca fim à escala 6×1.A iniciativa tramita em conjunto com outras propostas no Congresso Nacional, que criou uma comissão especial para analisar uma proposta de Emenda à Constituição sobre o tema.

O colegiado foi instalado na quarta-feira (29). A comissão vai analisar a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que trata do mesmo tema. O colegiado tem como presidente o deputado Alencar Santana (PT-SP). A relatoria caberá ao deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

Comissão

Composta por 38 membros titulares e de igual número de suplentes, a comissão terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer. A partir de amanhã, tem início o prazo para a apresentação das emendas, que é de 10 sessões.

Santana afirmou que o tempo para a análise da proposta é apertado e que o colegiado deverá realizar, inicialmente duas reuniões semanais, às terças e quartas-feiras para debater a matéria.

O colegiado analisará duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.

A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Se aprovados na comissão especial irão depois para votação no plenário.