Jerônimo se reúne com ministro da Educação para discutir investimentos na Bahia

Agenda na capital federal teve como pauta ações e investimentos para fortalecer a educação pública Por Luan Julião Encontro buscou ampliar a cooperação entre os governos da Bahia e Federal em iniciativas voltadas à educação pública – Foto: Eduardo Aiache/GOVBA O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, esteve em Brasília nesta quarta-feira, 4, para tratar de … Leia Mais


Decreto que regulamenta fim da escala 6×1 deve ser publicado na segunda-feira (9)

Ministro Luiz Marinho prevê publicação do documento na segunda-feira (9), após reunião com Lula Por Luan Julião Ministério do Trabalho trata regulamentação da nova jornada como prioridade – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil O governo federal trabalha na regulamentação das novas jornadas de trabalho após o fim da escala 6×1. A expectativa do ministro do Trabalho … Leia Mais


Assédio eleitoral supera 7 mil denúncias, aponta ministério

Luiz Marinho pede retratação nas redes e alerta para punição Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Brasília © Lula Marques/ Agência Brasil. Versão em áudio O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) já recebeu mais de 7 mil denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Diante do aumento dos relatos, o ministro Luiz … Leia Mais



Flávio Bolsonaro cruza fronteira argentina e segue para o Equador

Informação foi confirmada pela Direção de Migrações do país Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Brasília © Joédson Alves/Agência Brasil Versão em áudio O senador Flávio Bolsonaro (PL), sua esposa Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e suas duas filhas, Carolina Figueira Bolsonaro e Luiza Figueira Bolsonaro, entraram na Argentina na noite dessa terça-feira (27). A … Leia Mais


Senado aprova fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho


Decisão é vista como maior vitória de trabalhadores desde Constituinte

Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil
Brasília
Brasília – DF – 14/10/2026 - Sessão do Senado que votou o fim da escala 6X1. Lula Marques/Agência Brasil.
© Lula Marques/Agência Brasil.
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Em uma decisão histórica, o plenário do Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (14), em votação em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, que põe fim à escala 6×1 de trabalho, aquela em que o empregado trabalha seis dias por um de folga na semana.

Foram 75 votos a favor da PEC e apenas um contrário, em ambos os turnos.

O quórum exigido para uma emenda constitucional era de pelo menos 49 votos favoráveis. O número de parlamentares com presença registrada em plenário chegou a  77 dos 81 senadores, segundo o painel de votação.

O texto prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5×2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.

A mudança representa um marco na luta por direitos trabalhistas desde a Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais, e concede um dia a mais de descanso para que trabalhadores com carteira assinada possam descansar, ampliar o convívio com a família e ter mais tempo de lazer e estudos.

Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas deverão adotar a escala 5×2 e reduzir a jornada máxima para o máximo de 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.

“Eu tenho certeza que, desde a Constituinte de 1988, esta é a maior conquista dos trabalhadores brasileiros”, afirmou o senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da matéria na Casa legislativa.

Ele manteve o mesmo texto aprovado pelos deputados há cinco meses, de forma que a proposta não precisará retornar à Câmara e poderá seguir diretamente para a promulgação.

A votação em primeiro e segundo turnos na mesma noite foi possível após a aprovação, em votação simbólica, de um requerimento de calendário especial, feito por líderes partidários, que dispensou a exigência de novas sessões deliberativas para análise da proposta.

Aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, a PEC chegou em agosto ao Senado, onde passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi levada à discussão em plenário na semana passada, após compromisso firmado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Brasília – DF – 14/10/2026 - Sessão do Senado que votou o fim da escala 6X1. Lula Marques/Agência Brasil.
Brasília-DF – 14/10/2026 – Sessão do Senado que votou o fim da escala 6X1. Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

Debate em plenário

A sessão deliberativa começou pouco depois das 14h e se estendeu até por volta das 22h, quando o resultado da votação foi revelado. Praticamente todos os senadores que subiram à tribuna se declararam favoráveis à proposta, mesmo com críticas pontuais.

“Estamos escrevendo este capítulo ao lado de cada trabalhador que acorda antes do sol nascer, de cada mãe e cada pai que querem acompanhar o crescimento de seus filhos, de quem deseja estudar, cuidar da saúde, encontrar os amigos, estar com a família ou descansar”, afirmou a senadora Tereza Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado.

“A jornada de 44 horas semanais vigora desde a Constituição de 1988 e não reflete mais a realidade do mundo do trabalho, profundamente transformado pela tecnologia, pela automação, por novas normas e formas de organização produtiva”, comentou o senador Eduardo Braga (MDB-AM).

Citando dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a senadora Leany Lemos (PSD-DF) destacou que 36,2 milhões de vínculos de trabalho com carteira assinada possuem jornada contratada superior a 40 horas semanais no Brasil, o que equivale a praticamente 80% dos vínculos celetistas analisados.

“Ou seja, somente 20% dos trabalhadores formalizados no país não trabalham na jornada 6×1. Esses dados permitem dimensionar o alcance da redução da jornada e identificar os setores mais afetados”, pontuou.

Em seu pronunciamento em plenário, o senador Paulo Paim (PT-RS) disse que não tinha como conter a emoção.

“Quando eu olho para trás, para 30, 40, 50 anos, eu me sinto aqui, agora, um menino negro e pobre que esperou 50 anos para este momento acontecer. Quem operou, trabalhou, em fundições, em fábricas, em marcenarias, em fábricas de barro e de vasos, como eu e tantos trabalhadores, sabe que este momento é especial”, afirmou.

Mesmo favorável à PEC, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) alertou sobre os riscos de a medida aumentar o custo do trabalho e causar impactos a micro e pequenas empresas, que contratam boa parte da força de trabalho que atua na escala 6×1.

“Não podemos permitir que essa conquista se torne, a médio e longo prazos, em prejuízo para quem queremos proteger”, observou. Apesar de, ao longo do debate, ter sido contrário à proposta, o Partido Liberal (PL) liberou a bancada para a votação.

Empresário, o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) informou já ter eliminado a escala 6×1 em suas empresas, o que ampliou a oferta de mão-de-obra e aumento da produtividade.

“A única maneira que nós encontramos de resolver a falta de mão-de-obra, que há muitos anos assola esse país, não é de agora, foi flexibilizar o fim dessa jornada, que nas nossas empresas acontece há mais de 5 anos”, disse o parlamentar.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra a proposta. 

Durante discurso na tribuna do Senado, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, criticou a ausência dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN) na sessão destinada à votação da proposta. 

“Eu olho para o painel do Senado e ainda não vejo a presença do senador Flávio Bolsonaro, nem do coordenador de campanha dele, o senador Rogério Marinho. Eles haviam dito primeiro que eram contra [o projeto]. Diziam eles que era eleitoreiro, mas mudaram de posição”, afirmou.

Flávio cumpriu agenda de campanha no Rio Grande do Sul ao longo do dia, mas registrou a presença em plenário para votar a matéria de forma remota. No painel de votação, Flávio Bolsonaro registrou voto favorável à PEC. Marinho não registrou presença na votação, constando como ausente.

Milhões de beneficiados

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), elaborada com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), apontou que 80% dos vínculos com jornadas superiores a 40 horas semanais tinham salários contratuais de até dois salários mínimos (atualmente em R$ 3.242). O percentual chegava a 90% quando considerado o limite de três salários mínimos (R$ 4.863).

Os vínculos com contratos de até 40 horas semanais registravam remuneração mensal média de R$ 6.211,16. Já os trabalhadores contratados para jornadas de 44 horas recebiam, em média, cerca de 42,3% desse valor, ou seja, cerca de R$ 2.627,32.

A escolaridade também aparece associada à duração da jornada. Mais de 83% dos vínculos de trabalhadores com ensino médio completo ou escolaridade inferior tinham jornadas superiores a 40 horas semanais. Entre aqueles com ensino superior completo, a proporção era de 53%.

Uma outra pesquisa apontou que o fim da escala 6×1 e a redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais deve beneficiar 26,8 milhões de trabalhadores. O número reúne 22 milhões de trabalhadores formais, o equivalente a 54% dos empregados com carteira assinada, e aproximadamente 4,8 milhões de trabalhadores informais que atualmente cumprem jornadas superiores a 40 horas por semana.

Os dados são de um levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, referente a 2025. Segundo o estudo, mais da metade dos trabalhadores formais brasileiros ainda trabalham acima da jornada de 40 horas semanais.

Edição:  Sabrina Craide


Caminhada em Salvador se torna maior ato de campanha de Lula em 2026


Presença do presidente reuniu cerca de 200 mil apoiadores no trajeto Ondina-Barra

Caminhada em Salvador superou número de apoiadores em Fortaleza
Caminhada em Salvador superou número de apoiadores em Fortaleza – Foto: Raphael Müller | Ag. A TARDE
 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu mais de 200 mil apoiadores durante ato de campanha realizado em Salvador nesta terça-feira, 31, conforme informações divulgadas pelo PT. A passeata realizada no circuito Ondina-Barra se tornou o maior evento eleitoral do petista até o momento neste ano, registrando o dobro de público sobre o ato realizado em Fortaleza (CE).

O presidente foi acompanhado pela chapa majoritária do PT na Bahia, composta pelo governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner e o postulante ao Senado pela Bahia, Rui Costa. A presença de Lula em Salvador é considerada um “trunfo” petista na disputa eleitoral baiana para consolidar a reeleição de Jerônimo Rodrigues.

O ato desta terça também marca a despedida dos eventos eleitorais de Lula no Nordeste até o fim do primeiro turno das eleições. Ainda nesta semana, o presidente fará uma caminhada na Avenida Paulista, acompanhando o candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

Antes de participar da caminhada na capital baiana, Lula particiou de uma agenda em Fortaleza. A concentração do público ocorreu na Praça da Bandeira, no centro da capital cearense e reuniu cerca de 100 mil pessoas.

Ao lado dele, estarão presentes o governador e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT); o ex-chefe do Executivo estadual e ex-ministro da Educação, Camilo Santana (PT); senador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição; e a também candidata ao Senado, Luizianne Lins (REDE).

Mudança para Salvador

A decisão para a passeata em Salvador foi tomada no domingo, 27, após o evento com Lula, inicialmente, estar previsto para a cidade de Feira de Santana (centro-norte da Bahia), a segunda maior do estado.

Oficialmente, caciques do PT baiano, a exemplo do ex-ministro Rui Costa, pontuaram que a decisão foi tomada pela coordenação nacional da campanha de Lula.

“A coordenação nacional resolveu, nesta última semana, ampliar a repercussão nacional dos atos do presidente”, afirmou ele em entrevista à Rádio Sociedade, nesta segunda-feira, 28.

“Os atos devem ser nas capitais. Essa foi uma decisão da campanha nacional. Ele estará amanhã pela manhã em Fortaleza, fazendo um grande ato. Esteve em Recife também na sexta-feira passada”, completou Rui Costa.


BTG/ Nexus: Lula aparece com 39% de intenções de voto no 1° turno, Flávio com 33% e Cury atinge 11%


Por Redação

Fotos: Ricardo Stuckert / PR / Mauricio Leiro / Bahia Notícias

Uma pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (31) mostrou que no cenário estimulado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 33% e Augusto Cury (Avante) registrou 11%.

Em comparação com avaliação anterior, Lula acabou recuando de 41% para 39%, Flávio Bolsonaro caiu de 36% para 33%, enquanto Augusto Cury cresceu de 8% para 11%. Os demais candidatos seguem em patamares de um dígito, com Ronaldo Caiado (PSD) registrando 5%, Renan Santos (Missão) 3% e Romeu Zema (Novo) 1%.

Em outro cenário, com a inserção do nome de Pablo Marçal (PRTB), o estudo, mostra:

  • Lula: 37%
  • Flávio Bolsonaro: 31%
  • Escritor Augusto Cury: 11%
  • Ronaldo Caiado: 6%
  • Pablo Marçal: 3%
  • Renan Santos: 3%
  • Zema: 2%
  • Samara: 1%
  • Veterinário Wilson Grassi: 1%
  • Rui Costa Pimenta: 0%
  • Clariana Barão: 0%
  • Hertz Dias: 0%
  • Edmilson Costa: 0%
  • Nenhum/Branco/Nulo: 3%
  • NS/NR: 2%

SEGUNDO TURNO
No cenário estimulado, em um possível segundo turno, Lula aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% de Flávio Bolsonaro. O petista empata tecnicamente com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD): 45% x 44%. A pesquisa também trouxe outros dados no 2º turno. Confira:

A pesquisa foi feita entre os dias 28 a 30 de agosto, com as entrevistas de 2.005 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-08900/2026.


Candidaturas LGBT+ têm recorde em 2026 e se espalham por mais partidos


Crescimento foi maior no Norte, Nordeste e Centro-Oeste

Cristina Índio do Brasil – repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro
25/07/2026 - Brasília - Bandeira LGBTQIA+ são colocadas em postes de luz para 27ª Parada LGBTQIAPN+ de Brasília, na Esplanada dos Ministérios. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O número de candidaturas LGBT+ registrou um recorde para as eleições gerais de 2026. Até o agora, há 514 nomes confirmados, o que representa um crescimento de 57% na comparação com 2022.

Os dados fazem parte de um levantamento divulgado nesta terça-feira (18) pelo Instituto Plena Cidadania, organização que desenvolve projetos relacionados à democracia, cidadania e direitos humanos.

A expansão ocorre em sentido contrário ao universo geral da eleição. Em 2022, o total de candidaturas era de 29.262 e, em 2026, caiu para 20.524. Com isso, proporcionalmente, a participação LGBT+ no universo eleitoral mais que dobrou, saindo de 1,12% para 2,5%.

Enquanto, em 2022, havia uma candidatura LGBT+ para cada cerca de 90 candidaturas, em 2026, a proporção é de uma para cada 40.

As candidaturas à Câmara dos Deputados foram 116 na última eleição e, neste ano, são 214, o que significa alta de 84%. Na disputa pelas assembleias estaduais e distrital, o crescimento foi de 36%, passando de 205 para 279.

Gui Mohallem, da diretoria executiva do Instituto Plena Cidadania, descreveu que a presença de candidaturas LGBT+ também está mais espalhada pelo sistema partidário. Pelos cálculos do levantamento, em 2022, esses postulantes estavam em 23 das 32 legendas. Neste ano, estão em 27 dos 30 partidos em disputa.

“O que a gente está vendo é que o maior aumento de candidaturas LGBT+ é justamente no Congresso Nacional. A eleição para deputado federal é extremamente importante para os partidos, porque ela determina o quanto de dinheiro ele vai ter. O financiamento do partido é determinado pela quantidade votos a deputados federais que ele consegue”, disse em entrevista à Agência Brasil.

“Os partidos estão vendo, o que já sabemos há muito tempo, que LGBT entrega mais por real investido. A nossa leitura dessa explosão é que finalmente os partidos estão entendendo que LGBT é uma força eleitoral”.

O levantamento chama atenção para o nível de investimento dos partidos nessas campanhas, uma vez que a competitividade delas depende dos recursos.

Conforme o estudo, mais da metade das lideranças LGBT+ eleitas em 2024 vinculadas a partidos de centro e de direita não receberam financiamento partidário. Entre as pessoas LGBT+ eleitas por partidos de esquerda, esse percentual foi de um quinto.

 

Rio de Janeiro (RJ), 07/07/2026 – Audiência Pública na Alerj discute o Programa Rio Sem LGBTIfobia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Audiência Pública na Alerj discute o Programa Rio Sem LGBTIfobia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Regiões

O aumento de candidaturas LGBT+ foi maior fora do eixo Sul-Sudeste: na Região Norte, subiu 141%; seguida da Centro-Oeste, com 88%; e da Nordeste, com 82%.

O Sudeste ainda concentra o maior número absoluto de candidaturas, apesar de ter recuado de 37,6% para 31,3% do total.

Em número de candidaturas, a Região Norte cresceu de 22 para 53 candidaturas; a Centro-Oeste, de 41 para 77; a Nordeste, de 73 para 133; e a Sudeste permanece na frente, com 161.

“A gente está fazendo muito mais ações e decidiu, há três anos, focar fora do Sudeste, onde já estava mais organizado”, acrescentou Gui, destacando que, na eleição de 2022, os candidatos LGBT+ conseguiram 3,5 milhões de votos no país.

Outra diferença em 2026 é o espalhamento das candidaturas entre as legendas. Antes, eram mais concentradas no PT e PSOL, que ainda estão na frente, mas já há mais candidatos em outros partidos.

“A nossa presença na sociedade é inevitável. Está sendo interessante porque o aumento vai até os partidos de extrema direita”, contou, completando que os partidos é que fazem a declaração LGBT.

Pautas

O diretor executivo destacou ainda que as atuações de quem alcança uma cadeira nas casas legislativas não defendem apenas bandeiras LGBT+, mas se dedicam a questões sociais.

“LGBT é um dos grupos a quem são negados a cidadania plena. A gente também é deficiente, mulher, favelado, negro. LGBT está em todos os lugares, então, quando a gente chega no poder, tem uma bagagem muito maior e pronta para responder às demandas da população”, afirmou.

Metodologia

Os dados do levantamento são baseados em inscrições registradas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e na plataforma do VoteLGBT, “considerando as candidaturas autodeclaradas e com autorização de divulgação”.

“Por se tratar de dados autodeclaratórios, novos cadastros poderão ser incluídos no site VoteLGBT, e as informações poderão ser atualizadas e complementadas periodicamente. Dados atualizados estarão disponíveis ao longo da campanha no dashboard do projeto”, informou o Instituto Plena Cidadania.

A iniciativa VoteLGBT foi criada em 2014 “para conectar eleitoras e eleitores brasileiros a lideranças LGBT+ comprometidas com os direitos humanos, a democracia e a representatividade política”.

Edição: Vinicius Lisboa


Flávio Bolsonaro recebe “não” do Republicanos para chapa presidencial


Flávio Bolsonaro segue em busca de uma candidatura à vice-presidência

Por 
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro – Foto: Sergio Lima/AFP

O Republicanos recusou o convite do PL para integrar a chapa de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. Além da aliança formal, a legenda declinou ainda da indicação à vice.

A posição do Republicanos veio após consulta interna realizada junto a todos os diretórios estaduais. O levantamento mostrou que 17 deles optaram pela independência institucional na disputa presidencial. Nove unidades manifestaram preferência pelo candidato do PL.

O presidente do partido, Marcos Pereira (SP), já havia sinalizado apoio a Flávio no último sábado, 1º, quando afirmou que ele era seu candidato à presidência “em São Paulo”.

Porém, depois da decisão do partido, o dirigente afirmou que foi um voto “vencido”. “Não posso sobrepor ao deliberado pela ampla maioria”, declarou ele ao Poder 360, ainda que mantenha o apoio a Flávio.

Como fica a vice?

Com a decisão do Republicanos, Flávio segue em busca de uma candidata a vice-presidente até a próxima quarta-feira, 5, com o fim das convenções partidárias. O senador dá preferência a uma mulher para ocupar a vaga, a fim de se aproximar do eleitorado feminino.

Entre os nomes cotados estava a ex-presidente da Caixa, Daniella Marques (Republicanos). Com a postura adotada pelo partido, uma composição de chapa com ela ficou dificultada.

Além dela, o outro nome cotado ao posto é o da presidente do Podemos, Renata Abreu (SP).

Neutralidade

O Republicanos é um dos partidos em que o presidente do PT, Edinho Silva, entrou com tratativas para que adotassem neutralidade na eleição presidencial.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) são 2 nomes que trabalham nessa direção pela proximidade com Lula e pela influência do petista na região Nordeste.