Por que a reeleição para deputado pode ficar mais difícil na Bahia

Trocas de partidos deixam cenário mais competitivo Por Ane Catarine   Plenário da Câmara dos Deputados – Foto: Câmara dos Deputados/Bruno Spada As eleições podem ser “desafiadoras” para deputados federais baianos que buscam a reeleição em outubro, segundo avaliou o cientista político Cláudio André de Souza durante entrevista ao portal A TARDE.Com o fim da janela partidária, na última sexta-feira, … Leia Mais


Onze governadores renunciam para disputar eleições de outubro

Primeiro turno das eleições será em 4 de outubro Agência Brasil Brasília © Marcelo Camargo/Agência Brasil Versão em áudio O prazo para agentes públicos que vão participar das eleições deixarem seus cargos terminou neste sábado (4). A regra é chamada de desincompatibilização e vale para governadores, prefeitos e ministros de Estado que pretendem se candidatar no … Leia Mais


Deputada estadual Ludmilla Fiscina articula revitalização do Centro de Cultura de Alagoinhas em reunião com senador Otto Alencar

A deputada estadual Ludmilla Fiscina participou, na manhã desta segunda-feira (23), de uma reunião com o senador Otto Alencar para tratar de demandas importantes para Alagoinhas, com destaque para a revitalização do Centro de Cultura do município. O encontro contou com a presença do ex-prefeito Joaquim Neto, do pré-candidato a deputado federal Daniel Alencar, além … Leia Mais


Carlos Bolsonaro aponta culpado por pai estar “abatido” na cadeia

Pré-candidato a senador por SC fez postagem após visitar Jair Bolsonaro neste sábado, 31, na prisão Por Yuri Abreu Filho “02” de Bolsonaro, Carlos Bolsonaro (PL) – Foto: Luciola Villela | CMRJ O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), usou as redes sociais, neste sábado, 31, para relatar o estado de saúde do pai, o ex-presidente Jair … Leia Mais


Bolsonaro recebe alta hospitalar e volta a cumprir pena na PF

Ex-presidente deixou o hospital DF Star no fim da tarde desta quinta Paula Laboissière* – Repórter da Agência Brasil Brasília © Marcelo Camargo/Agência Brasil Versão em áudio O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta e deixou o Hospital DF Star no fim da tarde desta quinta-feira (1º).  Um comboio formado por batedores da Polícia Militar do … Leia Mais


Lula sanciona Orçamento com veto a reajuste do Fundo Partidário


Governo também barrou liberação de restos a pagar de 2019 a 2023

Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil
Brasília
Brasília (DF), 18/12/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá entrevista coletiva durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto.  Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou com 26 vetos o Orçamento de 2026, aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na quarta-feira (31).

O Orçamento total da União para 2026 é de cerca de R$ 6,5 trilhões. O texto destaca ainda que 28% dos orçamentos fiscal e da seguridade social (OFSS) serão destinado exclusivamente para o pagamento de juros da dívida pública, o que equivale a R$ 1,82 trilhão.

O limite global de despesas para os Três Poderes foi fixado em aproximadamente R$ 2,4 trilhões.

Para 2026, o Orçamento sancionado prevê um superávit primário de R$ R$ 34,26 bilhões, podendo chegar a um superávit de até R$ 68,52 bilhões. Pela legislação do arcabouço fiscal, a meta será cumprida mesmo com resultado zero.

A meta fiscal para 2026, fixada na LDO, permite um déficit primário de até R$ 6,75 bilhões.

Não serão consideradas na meta de déficit primário as despesas de investimento destinadas ao Programa de Aceleração do Crescimento – Novo PAC, limitadas a R$ 5 bilhões.

O texto garante que a revisão anual do valor do salário mínimo definido na lei orçamentária seja compatível com a inflação apurada (variação do Índice de Preços ao Consumidor – INPC) e com a regra de valorização. No caso de 2026, um salário mínimo equivale R$ 1.621, a partir de 1º de janeiro.

A LDO explicita ainda que está vedado o reajuste, em 2026, dos benefícios de auxílio-alimentação ou refeição e assistência pré-escolar em percentual superior à variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desde a última revisão de cada benefício pelos Três Poderes, pelo Ministério Público da União e pela Defensoria Pública da União.

Emendas parlamentares

O texto prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares para deputados e senadores destinarem a obras, programas e projetos em seus estados e municípios. Desse total, cerca de R$ 37,8 bilhões serão destinados a emendas impositivas, de pagamento obrigatório. As emendas individuais, dos deputados e senadores, somam R$ 26,6 bilhões; as de bancada, destinadas às bancadas estaduais, ficaram com R$ 11,2 bilhões.

Vetos

Na quarta-feira, também foi publicado em edição extra do DOU o texto em que o presidente explica juridicamente por que vetou cada um dos 26 trechos do projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional.

Na mensagem presidencial, um dos vetos descritos é do trecho que aumenta o valor do Fundo Partidário, usado pelas legendas para financiar campanhas e custear atividades. No despacho, o presidente justifica que a medida reduziria o montante destinado ao pagamento das demais despesas da Justiça Eleitoral e ultrapassaria o limite previsto em lei para as despesas primárias do governo.

Outro trecho vetado pelo governo permitiria o pagamento de emendas mesmo a projetos sem licença ambiental prévia ou sem projeto de engenharia. O Executivo explica que esses procedimentos são requisitos para o início da execução de projetos e que identificação dos impedimentos de ordem técnica ou legal possibilitaria o remanejamento de recursos para outros projetos viáveis.

O presidente também vetou um trecho que permitia ressuscitar emendas não pagas de 2019 a 2023, os chamados “restos a pagar”. O governo entende que os recursos não liberados entre 2019 e 2023 estariam “em desacordo com o prazo de validade dos restos a pagar não liquidados, estabelecido pelo Decreto nº 93.872, de 23 de dezembro de 1986″.

Sobre as despesas que não poderiam ser contingenciadas, o despacho lista aquelas decorrentes da fiscalização nas agências reguladoras, os custos com defesa agropecuária, programas para inclusão de mulheres na transição energética e despesas com o apoio à educação de pessoas com altas habilidades. Na mensagem, o mandatário defende que essas despesas que não possam ser contingenciadas por “reduzir a flexibilidade e a liberdade dos órgãos na gestão de suas próprias despesas orçamentárias.”


Relatório da PEC da Segurança Pública será apresentado próxima semana


Presidente da Câmara quer mais debate com líderes partidários

Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil
São Luís
Brasília - O ministro da Educação, Mendonça Filho, durante audiência pública da Comissão de Educação, Cultura e Esporte no Senado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A comissão especial da Câmara dos Deputados adiou a apresentação do parecer do relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25, a PEC da Segurança Pública, Mendonça Filho (União-PE), marcada para esta quarta-feira (3). Com o adiamento, a expectativa é que o relatório do projeto, que promove mudanças na estrutura da segurança no país, seja apresentado na terça-feira (9).

Segundo o relator, o adiamento ocorreu a pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) para a realização de mais conversas com os líderes partidários.

“O presidente Hugo Motta preferiu dar mais tempo para que a gente possa avançar para essas conversas e tendo em vista essas conversas que tenho tido desde ontem e hoje, a minha apresentação do texto ficou remarcada para terça-feira”, disse o deputado.

O relator disse que realizou uma rodada de conversas com lideranças para debater a temática da proposta e “para que o texto reflita um pouco mais o sentimento da Casa”.

Entre as lideranças que conversaram com Mendonça Filho, estão os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da federação PT-PCdoB-PV; Pedro Campos (PSB-PE) e Rubens Pereira Junior (PT-MA), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados.

“Evidentemente que essas interações servirão para que eu possa recolher melhor o sentimento entre os líderes e parlamentares importantes dentro da Casa. Tenho conversado sobre a temática geral, não sobre o texto em geral, mas é importante para que a gente tenha um pouco mais de prazo para apresentar a coisa mais azeitada entre os líderes”, reiterou.

Resistência

A PEC 18 de 2025 vem sofrendo resistências no Parlamento e por parte de governadores, em especial, contra o dispositivo que atribui à União a elaboração do plano nacional de segurança pública que deverá ser observado pelos estados e o Distrito Federal.

Ao mesmo tempo, a PEC é considerada tímida por especialistas, que defendem reformas mais profundas na área de segurança pública do Brasil, apesar de reconhecerem que a proposta do Executivo é o primeiro passo para mudar o quadro atual.

A proposta estabelece que a União seja a responsável por elaborar a política nacional de segurança pública, “cujas diretrizes serão de observância obrigatória por parte dos entes federados, ouvido o Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, integrado por representantes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios”.


Isenção do IR injeta R$ 28 bilhões na economia, diz Lula


Em pronunciamento, afirmou que desigualdade caiu ao menor patamar

Agência Brasil
Brasília
Brasília - 30/11/2025 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante pronunciamento à Nação sobre a isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil. Palácio do Planalto – Brasília (DF)

Foto: Ricardo Stuckert / PR
© Ricardo Stuckert / PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na noite deste domingo (30), que a desigualdade do Brasil é a menor da história. Em cadeia de rádio e televisão, ele falou à população sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o aumento da taxação para altas rendas. Ambas medidas valerão a partir de janeiro.

A sanção ocorreu na última quarta-feira (26), em Brasília. O pronunciamento na noite de hoje dá mais publicidade ao cumprimento de um dos principais objetivos definidos na campanha de 2022.

Em sua fala, de aproximadamente seis minutos, ele também citou a criação dos programas Pé-de-MeiaLuz do Povo e Gás do Povo, dentre outras medidas tomadas pelo seu governo.

“Graças a essas e outras políticas, a desigualdade no Brasil é hoje a menor da história. Mesmo assim, o Brasil continua a ser um dos países mais desiguais do mundo. O 1% mais rico acumula 63% da riqueza do país, enquanto a metade mais pobre da população detém apenas 2% da riqueza”, disse.

“A mudança no Imposto de Renda é um passo decisivo para mudar essa realidade, mas é apenas o primeiro. Queremos que a população brasileira tenha direito à riqueza que produz, com o suor do seu trabalho. Seguiremos firmes combatendo os privilégios de poucos, para defender os direitos e as oportunidades de muitos”, completou.

Economia

Lula mostrou cálculos para que os beneficiados pela medida tenham uma noção mais real de quanto poderão economizar ao não pagar mais Imposto de Renda. “Com zero de imposto de renda, uma pessoa com salário de 4800 pode fazer uma economia de 4 mil em um ano. É quase um décimo quarto salário”.

Lula lembrou que a compensação para os cofres do Estado virá sobre a taxação dos super-ricos, de pessoas que ganham “vinte, cem vezes mais do que 99% do povo brasileiro”. Serão 140 mil super-ricos incluídos na cobrança de 10% de imposto sobre a renda.

Segundo ele, o dinheiro extra nas mãos dos beneficiados deve injetar R$ 28 bilhões na economia.

Tabela do IR

A nova lei não faz, entretanto, uma correção da tabela do IR. A novidade é apenas a aplicação da isenção e descontos para essas novas faixas de renda. Então, quem ganha mais de R$ 7.350 continuará pagando 27,5% de Imposto de Renda.

Uma eventual correção de toda a tabela custaria mais de R$ 100 bilhões por ano, segundo cálculos do governo.

Desde 2023, o governo tem garantido a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos, mas isso só beneficia a faixa inferior da tabela. No total, a tabela tem cinco alíquotas: de zero, 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%.

Mais ricos

Para compensar a perda de arrecadação, o texto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil por mês), cerca de 140 mil contribuintes. Para quem já paga 10% ou mais, não muda nada.

Hoje, contribuintes pessoas físicas de alta renda recolhem, em média, uma alíquota efetiva de 2,5% de IR sobre seus rendimentos totais, incluindo distribuição de lucros e dividendos. Enquanto isso, trabalhadores em geral pagam, em média, 9% a 11% de IR sobre seus ganhos.

Alguns tipos de rendimentos não entram nessa conta, como ganhos de capital, heranças, doações, rendimentos recebidos acumuladamente, além de aplicações isentas, poupança, aposentadorias por moléstia grave e indenizações. A lei também define limites para evitar que a soma dos impostos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais fixados para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.


Hugo Motta adia votação de PL Antifacção para terça-feira (18)


Governo divulgou nota em que critica novo relatório sobre projeto

Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil
Brasília
Brasília - 04/11/2025 - Sessão da Câmara dos Deputados.  Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
© Lula Marques/Agência Brasil
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Em meio a um cenário de divergências, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu adiar para a próxima terça-feira (18), como pauta única, a discussão e votação do substitutivo ao projeto de Lei Antifacção (PL 5582/2025)

Ele atendeu a uma solicitação do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), relator do texto que recebeu, na Câmara, o nome de Marco Legal de Combate ao Crime Organizado. Segundo ele, o adiamento teria como finalidade realizar “ajustes finais” e “correções redacionais”.

Derrite garantiu que o projeto de autoria do governo federal traz “boas iniciativas” que “estão sendo aproveitadas” no substitutivo. Ele disse que aderiu a outras sugestões que tem recebido de parlamentares.

“O último parecer já está no sistema com vários ajustes que foram realizados”, explicou.

O deputado argumentou que o texto substitutivo “nunca foi uma linha de chegada, e sim um ponto de partida (…) Agradeço aqui todas as bancadas e todas as demandas apresentadas de todos os partidos políticos e vários aspectos ideológicos”.

Trabalho técnico

Hugo Motta afirmou que Derrite tem feito um “trabalho eminentemente técnico”.

“Ninguém tem interesse de conduzir a pauta da segurança pública, de maneira açodada. Nós não queremos correr com essa pauta”, afirmou o presidente da Câmara.

Motta ponderou que Derrite manteve os “muitos pontos positivos que vieram do governo”, e que está agregando uma série de outras mudanças para o “novo marco legal de enfrentamento ao crime organizado”.

Críticas do governo

A decisão de Motta pelo adiamento ocorre depois de crítica do governo federal ao terceiro parecer de Guilherme Derrite. O Ministério da Justiça publicou nota afirmando que o último relatório apresentado teria o potencial de instaurar “um verdadeiro caos jurídico”.

O governo ainda apontou que o “tumulto normativo” poderia beneficiar criminosos investigados em procedimentos já instaurados. Segundo a nota do governo, no parecer protocolado na Câmara, na terça-feira (11), há “pontos que representam retrocessos jurídicos e institucionais inaceitáveis”.

O governo avalia que há uma insistência em “debilitar financeiramente a Polícia Federal” e as demais forças de segurança da União.

Na nota, o Ministério da Justiça pondera que acompanha “com preocupação” a sequência de relatórios apresentados à Câmara dos Deputados pelo relator, que é secretário licenciado de segurança pública do governo de São Paulo. O governo pediu que a decisão não fosse “açodada”, mesma palavra que Hugo Motta usaria depois para justificar o adiamento.

Por outro lado, mais cedo, quatro governadores de oposição ao Executivo federal pediram mais um mês para discussões do projeto.


Castro minimiza ação exaltada por Lula contra PCC e diz que segurança 


Por Caio Spechoto | Folhapress

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

 O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), minimizou nesta terça-feira (12) a operação Carbono Oculto, que tem sido apontada pelo governo Lula (PT) como exemplo de atuação na segurança pública em contraponto à ação policial que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão.
A declaração de Castro foi feita em ato no Senado, no qual o governador disse que a segurança pública é a principal pauta do Brasil.
A Operação Carbono Oculto mirou ligações do PCC (Primeiro Comando da Capital) com o mercado financeiro e o setor de combustíveis e envolveu o Gaeco, do Ministério Público de São Paulo, e a Receita Federal, vinculada ao governo federal, e a Polícia Militar de São Paulo.
A segurança pública entrou no centro de embate político desde a ação policial no Rio de Janeiro, a mais letal da história do país. A operação, que uniu governadores de direita, foi classificada de “desastrosa” e “matança” por Lula.

O grupo político do petista tem apontado a Carbono Oculto como contraponto, por ter focado em lavagem de dinheiro e causado dano ao crime organizado sem troca de tiros ou afetar pessoas pobres. De acordo com Castro, a operação defendida pelo governo federal atacou apenas uma das cadeias econômicas exploradas pelo crime.
“Que bom que pelo menos uma dessas cadeias agora tem sido investigada com a Carbono Oculto, que parece que a solução do Brasil, não parece ser mais uma das cadeias utilizadas por eles. Assim como é a internet, assim como é o gás, assim como é o transporte alternativo, e diversas outras que têm de ser igualmente combatidas. O garimpo ilegal, o desmatamento ilegal, todas têm o braço dessas organizações narcoterroristas”, disse o governador do Rio de Janeiro.
“Há quase dois anos eu venho falando que a segurança pública é a principal pauta do Brasil, até um pouco antes de as pesquisas de opinião começarem a falar isso”, declarou.
Castro também fez um contraponto a outra ideia defendida presente esquerda, a de que o crime organizado é alimentado por falta de oportunidades em comunidades pobres. Segundo o governador, o problema é aliciamento, não falta de oportunidade.
“É uma enormidade de dinheiro gasto, todas as comunidades têm escola, todas têm projeto esportivo, todas têm projetos culturais”, disse ele.

As falas foram proferidas no plenário do Senado, onde a oposição a Lula promove um ato de apoio a Castro, às polícias do Rio de Janeiro e aos quatro policiais mortos na operação.
Organizaram o ato o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), com o líder do PP na Câmara, deputado Doutor Luizinho (RJ).
O evento teve presença de diversos políticos de direita e do centrão que buscam os votos do bolsonarismo com a saída de cena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), declarado inelegível, preso em casa e condenado no processo da trama golpista.
Participaram o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e vice-presidente da legenda, ACM Neto; senadores como Efraim Filho (União-PB), Jorge Seif (PL-SC) e Sergio Moro (União-PR); deputados como Altineu Cortes (PL-RJ) e Marcel van Hattem (Novo-RS); além da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e do deputado e secretário de Segurança Pública licenciado de São Paulo, Guilherme Derrite (PP).
O ato teve diversos discursos críticos ao governo Lula. Um deles foi o de Derrite. Ele é cotado para se candidatar ao Senado em 2026 e foi escolhido para ser o relator do projeto antifacção em discussão na Câmara.
Ele disse que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), designou-o como relator do projeto para conciliar uma proposta antiterrorismo e o projeto antifacção do governo.
“Foi difícil achar o que tinha de bom no projeto do governo federal porque eles propuseram redução de pena para indivíduo pertencente a organização criminosa”, declarou Derrite.
O governo passou a criticar as idias do deputado para o projeto sob o argumento de que o texto reduzia as atribuições da Polícia Federal. Derrite disse que se trata de uma falácia e que a crítica dos governistas é essa porque eles não conseguiriam discutir o projeto com ele.
O relator também mencionou uma fala em que Lula colocou traficantes como vítimas de usuários –o petista se retratou da declaração.
“Lamentavelmente, o presidente da República classificou os traficantes como vítimas. Foi ele que falou, não fui eu. E eu até estou tendo que me controlar politicamente aqui porque senão isso pode até atrapalhar o andamento do projeto, que pode ser pautado hoje”, declarou Derrite.