Senado aprova MP da renovação automática da CNH para bons condutores

Texto segue para sanção do presidente Lula Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil São Luís © Carlos Moura/Agência Senado Versão em áudio O Senado aprovou nesta terça-feira (12) a Medida Provisória (MP) 1327/25, que prevê, entre outros pontos, a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para inscritos no Registro Nacional Positivo de … Leia Mais


Lula diz que criará Ministério da Segurança após Senado aprovar PEC

Texto foi aprovado na Câmara e agurda votação no Senado Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Brasília © Marcelo Camargo/Agência Brasil Versão em áudio O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (12) que o governo criará o Ministério da Segurança Pública assim que o Senado Federal aprovar a Proposta de Emenda … Leia Mais



Ypê vira tema de disputa política após ação da Anvisa; entenda

Marca apoio a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022 Por Ane Catarine   Produtos da marca Ypê – Foto: Reprodução/ Redes Sociais A marca de produtos de limpeza Ypê virou alvo de disputa política nas redes sociais após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar, na última quinta-feira, 7, a suspensão de parte da produção da companhia. … Leia Mais


Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões após parceria com Banco Master

Segundo as investigações, senador e ex-ministro de Bolsonaro se tornou sócio de Daniel Vorcaro Por  Ane Catarine Senador Ciro Nogueira no plenário do Senado Federal – Foto: Carlos Moura/Agência Senado Alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira, 7, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) comprou uma cobertura triplex avaliada … Leia Mais


Lula recebe credenciais de sete novos embaixadores


Cerimônias reservadas ocorreram no Palácio do Planalto

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
Brasília
06.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante apresentação de cartas credenciais do Embaixador da República do Suriname, Ike Desmond Antonius, no Palácio do Planalto. Brasília - DF.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
© Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta quarta-feira (6), as credenciais de sete novos embaixadores no Brasil. As cerimônias reservadas foram realizadas pela manhã no Palácio do Planalto.

Com isso, estão habilitados a despachar no país os representantes das seguintes nações:

  • Yasushi Noguchi, do Japão;
  • Víctor Manuel Cairo Palomo, de Cuba;
  • Ike Desmond Antonius, do Suriname;
  • Patrick John U. Hilado, das Filipinas;
  • Jean-Victor Harvel Jean-Baptiste, do Haiti;
  • Song Se Il, da Coreia do Sul; e
  • Alexandre Herculano Manjate, de Moçambique.

Tradicionalmente, os governos fazem consultas ao país no exterior sobre a indicação de um novo embaixador para atuar em seu território. Na diplomacia, a consulta é chamada de agrément, que pode ser concedido ou não.

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O embaixador, então, assume o posto após a entrega de documentos enviados pelo presidente de seu país ao governo do país onde atuará.

A apresentação das cartas credenciais ao presidente da República é uma formalidade que aumenta as prerrogativas de atuação do diplomata no Brasil. Caso a credencial não seja recebida pelo presidente, o embaixador não pode representar seu país em audiências ou solenidades oficiais, por exemplo.

06.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante apresentação de cartas credenciais do Embaixador da República Popular Democrática da Coréia, Song Se Il, no Palácio do Planalto. Brasília - DF.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula durante apresentação de cartas credenciais do Embaixador da República Popular Democrática da Coréia, Song Se Il Foto: Ricardo Stuckert/PR
novos embaixadores

R$ 53 mil: Cláudio Cajado lidera gastos com viagens internacionais entre baianos


Deputado federal cumpriu agendas em Nova York e Istambul

Por 

Deputado federal Cláudio Cajado (PP)
Deputado federal Cláudio Cajado (PP) – Foto: Lula Marques | Agência Brasil

O deputado federal Cláudio Cajado (PP) foi o parlamentar baiano que mais gastou com viagens internacionais neste ano. Ao todo, a Câmara desembolsou R$ 53.009,34 com agendas realizadas pelo congressista no exterior.

Os dados fazem parte de um levantamento do portal A TARDE, com base em informações do Portal da Transparência da Câmara Federal.

Ao todo, Cláudio Cajado realizou duas viagens com recursos públicos do mandato. A primeira ocorreu entre 10 e 14 de fevereiro, em Nova York, nos Estados Unidos, onde participou da Audiência Parlamentar Anual da União Interparlamentar das Nações Unidas. O custo total foi de R$ 18.117,59.

Nesse caso, a passagem, em classe econômica, custou R$ 10.013,41, além de R$ 8.104,18 em diárias.

Flávio Bolsonaro lidera gastos de R$ 2,8 mi do Senado com Correios

A segunda viagem foi realizada entre 10 e 20 de abril, quando participou de uma reunião do Comitê Executivo da União Interdisciplinar (UIP), em Istambul. O gasto total foi de R$ 34.891,75.

A passagem, em classe executiva, custou R$ 18.580,60, além de cinco diárias que somaram R$ 16.311,15.

O levantamento considera dados entre 1º de janeiro e 4 de maio. Dos 39 deputados federais baianos, seis não aparecem no sistema da Câmara.

São eles:

  • Alex Santana (Republicanos)
  • Deputado Dal (União Brasil)
  • Diego Coronel (Republicanos)
  • Otto Alencar Filho (PSD)
  • Waldenor Pereira (PT)

Vale ressaltar que Alex Santana não está no exercício do mandato, pois se licenciou para assumir funções na gestão municipal de Salvador.

Já Otto Alencar Filho renunciou definitivamente ao cargo para assumir uma função no Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA).

Além dos que não constam no sistema, 26 deputados baianos ainda não realizaram viagens internacionais.

Confira o ranking de gastos com viagens entre deputados baianos:

  • Cláudio Cajado (PP): R$ 53.009,34
  • Valmir Assunção (PT): R$ 26.845,36
  • Rogéria Santos (Republicanos): R$ 25.305,80
  • Márcio Marinho (Republicanos): R$ 11.513,20
  • Jorge Solla (PT): R$ 11.427,60
  • Zé Neto (PT): R$ 11.363,40
  • Paulo Azi (União Brasil): R$ 8.104,18

Valor das passagens não informado

Em quatro casos, o sistema registra apenas gastos com diárias:

  • Jorge Solla e Zé Neto participaram da comitiva que acompanhou o presidente Lula (PT) em viagem oficial à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro;
  • Márcio Marinho participou do United Freedom Forum, em Roma, entre 2 e 8 de fevereiro;
  • Paulo Azi participou da Audiência Parlamentar Anual da União Interparlamentar das Nações Unidas, em Nova York, entre 10 e 14 de fevereiro.

Para onde foram os outros deputados?

Entre 27 de abril e 2 de maio, Valmir Assunção participou de evento no Centro Martin Luther King (CMLK), em Cuba, com gasto de R$ 15.497,10 em diárias e R$ 11.348,26 em passagens.

Já Rogéria Santos participou do evento Girls Human Rights Festival, em Londres, entre 2 e 10 de fevereiro. Foram R$ 11.663,00 em diárias e R$ 13.642,80 em passagens.

Gasto milionário

Em quatro meses, a Câmara já pagou viagens oficiais de 53 deputados federais para 16 países, ao custo total de R$ 1,3 milhão, incluindo passagens aéreas e diárias.

Os destinos foram:

  • Alemanha;
  • Áustria;
  • Bélgica;
  • Chile;
  • China;
  • Coreia do Sul;
  • Costa Rica;
  • El Salvador;
  • Espanha;
  • Estados Unidos;
  • França;
  • Holanda;
  • Índia;
  • Inglaterra;
  • Itália;
  • e Turquia.

Governo lança campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1


Redução da jornada pode beneficiar 37 milhões de trabalhadores

Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil
São Luís
Rio de Janeiro, 01/05/2026 – Ato do 1º de maio no Rio de Janeiro na praia de Copacabana pede fim da escala 6x1, regulamentação dos trabalhadores de aplicativo, combate ao feminicídio e defesa da soberania. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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O governo federal lançou neste domingo (3) uma campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1 sem redução de salário. O objetivo da proposta é “garantir mais tempo para a vida além do trabalho, tempo com a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso”. 

Pelo menos 37 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados com a redução. 

“Para fins de comparação, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil/mês beneficiou cerca de 10 milhões de pessoas. A garantia do descanso ainda tem potencial impacto positivo sobre a economia, estando alinhada com uma visão moderna de desenvolvimento, que combina produtividade, bem-estar e inclusão social “, esclareceu a Secretaria de Comunicação Social (Secom).

A proposta do governo estabelece um novo limite de jornada em 40 horas semanais e mantém as oito horas diárias de trabalho (inclusive para trabalhadores em escalas especiais). Com isso, os trabalhadores terão assegurados dois dias de repouso semanal de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos.

O modelo de cinco dias de trabalho para dois dias de descanso poderá ser definido em negociação coletiva, respeitando as peculiaridades de cada atividade.

Campanha

Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, a campanha pelo fim da escala 6×1 será veiculada em canais de mídia digital, televisão, rádio, jornais, cinema e na imprensa internacional.

“A proposta é conscientizar empregados e empregadores que reduzir a escala é defender o convívio do trabalhador com sua família, é defender a família brasileira, é valorizar o trabalho, mas, também, a vida além do trabalho” apontou a Secom.

O governo defende que a mudança dialoga com transformações recentes na economia, como o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade. “Jornadas mais equilibradas tendem a reduzir afastamentos, melhorar o desempenho e diminuir a rotatividade”, diz a Secom.

No dia 14 de abril, o governo federal encaminhou ao Congresso um projeto de lei alterando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A proposta, que tramita com urgência constitucional, reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial.

Na prática, o texto coloca fim à escala 6×1.A iniciativa tramita em conjunto com outras propostas no Congresso Nacional, que criou uma comissão especial para analisar uma proposta de Emenda à Constituição sobre o tema.

O colegiado foi instalado na quarta-feira (29). A comissão vai analisar a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que trata do mesmo tema. O colegiado tem como presidente o deputado Alencar Santana (PT-SP). A relatoria caberá ao deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

Comissão

Composta por 38 membros titulares e de igual número de suplentes, a comissão terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer. A partir de amanhã, tem início o prazo para a apresentação das emendas, que é de 10 sessões.

Santana afirmou que o tempo para a análise da proposta é apertado e que o colegiado deverá realizar, inicialmente duas reuniões semanais, às terças e quartas-feiras para debater a matéria.

O colegiado analisará duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.

A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Se aprovados na comissão especial irão depois para votação no plenário.


Zezé Di Camargo critica política atual e revela se será candidato


O artista expressou sua opinião política sincera

Zezé Di Camargo e Flávio Bolsonaro juntos
Zezé Di Camargo e Flávio Bolsonaro juntos – 

“Acho que o Brasil tem que mudar a maneira de encontrar seus candidatos, mudar a maneira de eleger as pessoas. É um País muito grande, tem muitas diferenças nos estados”, disse ele em entrevista à coluna de Fábia Oliveira, no Metrópoles.

“Você não pode admitir que um estado como São Paulo tenha a mesma importância do que outro. A gente vive num sistema presidencialista, mas quem manda é o parlamento… Então, na verdade, a gente vive num sistema parlamentarista disfarçado (…) e aí que há os conchavos”, explicou.

O cantor sertanejo ainda comparou o Brasil com os Estados Unidos, alegando que o sistema de votação deveria ser o mesmo. “Acho que tem que mudar muita coisa na estrutura, de repente fazer como nos Estados Unidos, escolhendo por delegados”, disparou.

“Você não pode pensar que um senador que precisou de 250 mil votos para ser eleito tenha mais poder do que um que precisou de 6 milhões de votos”, completou.

Durante a entrevista, o famoso também falou sobre a possibilidade de se candidatar a um cargo político nas eleições de 2026. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele informou que não se vê atuando na área política e prefere se manter na música.

“De jeito nenhum. Eu gosto de entender de política. Acho que entendo. As opiniões às vezes divergem, mas eu mesmo ser político não, acho que não tenho competência pra isso”, disse.


“O Brasil cansou de ser tratado como invisível”, diz Lula ao apresentar país como potência da transição energética na maior feira industrial do mundo


Ao inaugurar o pavilhão brasileiro da Feira Industrial de Hanôver, nesta segunda-feira (20), presidente defende protagonismo brasileiro em energia limpa, inovação industrial e cooperação tecnológica com a Alemanha

Lula destacou a força da matriz energética brasileira e afirmou que o país reúne condições únicas para liderar a oferta de combustíveis renováveis.| Foto: Ricardo Stuckert / PR

 

Na abertura do pavilhão brasileiro da Feira Industrial de Hanôver (Hannover Messe 2026), na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (20/4) que o Brasil quer assumir protagonismo global na transição energética e se consolidar como parceiro estratégico da Europa em inovação, indústria limpa e desenvolvimento sustentável. Diante de autoridades brasileiras e alemãs, Lula destacou que o país “cansou de ser pequeno” e está preparado para competir “em qualquer feira do mundo”, com capacidade de aprender, compartilhar tecnologia e oferecer soluções energéticas limpas.
“O Brasil é um país que quer se transformar numa economia rica. Nós cansamos de ser tratados como um país pobre e um país pequeno”, afirmou o presidente, ao defender uma nova posição brasileira no cenário econômico internacional. “Nós temos uma boa base intelectual, nós temos uma boa base tecnológica, nós temos empresas extraordinárias como a Petrobras, nós temos empresas como a Embraer, que é a terceira maior produtora de avião do mundo. E nós temos a capacidade de compartilhar com a Alemanha coisas em toda a América do Sul. E por que não dizer, a gente começar a olhar para o continente africano”, prosseguiu.

O discurso marcou a participação brasileira na maior feira de inovação e tecnologia industrial do planeta e reforçou a estratégia do Governo do Brasil de posicionar o país como liderança global na agenda da economia verde. Lula destacou a força da matriz energética brasileira e afirmou que o país reúne condições únicas para liderar a oferta de combustíveis renováveis.
O Brasil é um país que quer se transformar numa economia rica. Nós cansamos de ser tratados como um país pobre e um país pequeno. E nós temos a capacidade de compartilhar com a Alemanha coisas em toda a América do Sul”.
 Luiz Inácio Lula da Silva
PRESIDENTE DA REPÚBLICA
“O Brasil fala que será uma potência mundial na transição energética e que será uma potência mundial na oferta de combustível renovável ao mundo. Nós não estamos falando pouca coisa”, declarou.
Segundo o presidente, cerca de 90% da matriz elétrica brasileira é renovável, o que coloca o país em vantagem competitiva diante de outras economias industrializadas. Lula ressaltou ainda o avanço do Brasil na produção de biocombustíveis, com mistura de 30% de etanol na gasolina e 15% de biodiesel no diesel.
COMBUSTÍVEIS LIMPOS E COMPETITIVIDADE – Ao defender a competitividade brasileira na produção de energia limpa, Lula propôs uma comparação internacional das emissões de combustíveis usados em veículos pesados, especialmente caminhões, argumentando que o combustível brasileiro já apresenta emissões menores que combustíveis fósseis utilizados em outros mercados.
A proposta foi apresentada como exemplo do potencial brasileiro para liderar soluções sustentáveis no transporte de carga e ampliar a competitividade industrial com menor impacto ambiental.
“Vamos fazer uma comparação entre os combustíveis brasileiros e os combustíveis alemães ou qualquer outro combustível de outro país, para que a gente possa ver qual é o combustível que emite menos CO₂”, disse.

Após a abertura do pavilhão brasileiro, Lula visitou estandes de empresas brasileiras como WEG, BE8, Vale, Volkswagen Brasil, Embraer e Bayer Brasil. Dois caminhões movidos a biocombustível foram apresentados, incluindo um modelo da Mercedes-Benz abastecido com biodiesel verde.
A Feira de Hannover é o maior evento industrial do mundo. Reúne o que há de mais avançado no campo da indústria e da tecnologia de ponta. Neste ano o Brasil tem, aqui, uma participação especial: somos o país parceiro oficial da Feira de 2026.
É com enorme satisfação que… pic.twitter.com/hQ4K0l7FLN

— Lula (@LulaOficial) April 20, 2026
APRENDER E COMPARTILHAR – Lula afirmou que a presença brasileira em Hanôver não tem apenas o objetivo de apresentar produtos, mas de aprofundar cooperação tecnológica com a Alemanha e construir novas oportunidades industriais conjuntas.
“Viemos aqui para aprender aquilo que a indústria mundial tem de novidade para o mundo. Segundo, aprender com a capacidade tecnológica e produtiva do povo alemão. Terceiro, mostrar aquilo que nós somos capazes de fazer e aquilo que a gente pode compartilhar e pode construir junto”, declarou.
Ao destacar empresas brasileiras como a Petrobras e a Embraer, Lula afirmou que o país já possui base tecnológica, capacidade produtiva e capital humano para disputar mercados globais em pé de igualdade com países industrializados.
PARCERIA ESTRATÉGICA COM A ALEMANHA – O presidente também defendeu o aprofundamento da parceria entre Brasil e Alemanha, apontando que a cooperação bilateral pode impulsionar investimentos, inovação e novas cadeias produtivas sustentáveis.
“Nós, brasileiros, temos muito o que oferecer de oportunidade de investimento, também de oportunidade de compartilhamento de atividades empresariais, de atividade entre as nossas universidades, a troca de experiências científicas e tecnológicas para que a gente possa progredir e crescer junto”, afirmou.

 

UM NOVO LUGAR PARA O BRASIL – Ao encerrar o discurso, Lula afirmou que o Brasil busca um novo papel no cenário internacional, com protagonismo econômico e compromisso com a sustentabilidade. Para o presidente, a participação brasileira na feira simboliza a disposição do país de crescer como economia industrial avançada e liderança climática global.
“Depois da participação do Brasil nesta feira, a relação Alemanha e Brasil nunca mais será a mesma”, disse.

MAIOR DO MUNDO – O Brasil volta a ser parceiro oficial da Feira Industrial de Hanôver depois de 46 anos. A mostra na cidade alemã é a maior feira industrial do mundo, tradicional local de exibição de avanços tecnológicos e de soluções de automatização, digitalização e eletrificação industrial, com foco recente em sustentabilidade, energia limpa e inteligência artificial. A participação empresarial brasileira na Feira, coordenada pela ApexBrasil, envolve mais de 300 empresas, incluindo 60 startups e 140 expositores em seis pavilhões.
MAIOR ECONOMIA DA EUROPA – A Alemanha é a maior economia da Europa e terceira maior do mundo, com população superior a 84 milhões de pessoas e PIB nominal superior a US$ 5 trilhões em 2025. O país é o quarto maior parceiro comercial do Brasil, com fluxo comercial bilateral de US$ 20,9 bilhões no ano passado. A Alemanha constitui, ainda, a sétima origem de investimentos diretos no Brasil, com estoque acumulado de US$ 44 bilhões.

Veja imagens da agenda

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República