Ypê vira tema de disputa política após ação da Anvisa; entenda

Marca apoio a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022 Por Ane Catarine   Produtos da marca Ypê – Foto: Reprodução/ Redes Sociais A marca de produtos de limpeza Ypê virou alvo de disputa política nas redes sociais após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar, na última quinta-feira, 7, a suspensão de parte da produção da companhia. … Leia Mais


Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões após parceria com Banco Master

Segundo as investigações, senador e ex-ministro de Bolsonaro se tornou sócio de Daniel Vorcaro Por  Ane Catarine Senador Ciro Nogueira no plenário do Senado Federal – Foto: Carlos Moura/Agência Senado Alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira, 7, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) comprou uma cobertura triplex avaliada … Leia Mais


Lula recebe credenciais de sete novos embaixadores

Cerimônias reservadas ocorreram no Palácio do Planalto Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil Brasília © Ricardo Stuckert/PR Versão em áudio O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta quarta-feira (6), as credenciais de sete novos embaixadores no Brasil. As cerimônias reservadas foram realizadas pela manhã no Palácio do Planalto. Com isso, estão habilitados a … Leia Mais


R$ 53 mil: Cláudio Cajado lidera gastos com viagens internacionais entre baianos

Deputado federal cumpriu agendas em Nova York e Istambul Por  Ane Catarine Deputado federal Cláudio Cajado (PP) – Foto: Lula Marques | Agência Brasil O deputado federal Cláudio Cajado (PP) foi o parlamentar baiano que mais gastou com viagens internacionais neste ano. Ao todo, a Câmara desembolsou R$ 53.009,34 com agendas realizadas pelo congressista no exterior. Os dados fazem parte … Leia Mais


Governo lança campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1


Redução da jornada pode beneficiar 37 milhões de trabalhadores

Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil
São Luís
Rio de Janeiro, 01/05/2026 – Ato do 1º de maio no Rio de Janeiro na praia de Copacabana pede fim da escala 6x1, regulamentação dos trabalhadores de aplicativo, combate ao feminicídio e defesa da soberania. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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O governo federal lançou neste domingo (3) uma campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1 sem redução de salário. O objetivo da proposta é “garantir mais tempo para a vida além do trabalho, tempo com a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso”. 

Pelo menos 37 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados com a redução. 

“Para fins de comparação, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil/mês beneficiou cerca de 10 milhões de pessoas. A garantia do descanso ainda tem potencial impacto positivo sobre a economia, estando alinhada com uma visão moderna de desenvolvimento, que combina produtividade, bem-estar e inclusão social “, esclareceu a Secretaria de Comunicação Social (Secom).

A proposta do governo estabelece um novo limite de jornada em 40 horas semanais e mantém as oito horas diárias de trabalho (inclusive para trabalhadores em escalas especiais). Com isso, os trabalhadores terão assegurados dois dias de repouso semanal de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos.

O modelo de cinco dias de trabalho para dois dias de descanso poderá ser definido em negociação coletiva, respeitando as peculiaridades de cada atividade.

Campanha

Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, a campanha pelo fim da escala 6×1 será veiculada em canais de mídia digital, televisão, rádio, jornais, cinema e na imprensa internacional.

“A proposta é conscientizar empregados e empregadores que reduzir a escala é defender o convívio do trabalhador com sua família, é defender a família brasileira, é valorizar o trabalho, mas, também, a vida além do trabalho” apontou a Secom.

O governo defende que a mudança dialoga com transformações recentes na economia, como o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade. “Jornadas mais equilibradas tendem a reduzir afastamentos, melhorar o desempenho e diminuir a rotatividade”, diz a Secom.

No dia 14 de abril, o governo federal encaminhou ao Congresso um projeto de lei alterando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A proposta, que tramita com urgência constitucional, reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial.

Na prática, o texto coloca fim à escala 6×1.A iniciativa tramita em conjunto com outras propostas no Congresso Nacional, que criou uma comissão especial para analisar uma proposta de Emenda à Constituição sobre o tema.

O colegiado foi instalado na quarta-feira (29). A comissão vai analisar a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que trata do mesmo tema. O colegiado tem como presidente o deputado Alencar Santana (PT-SP). A relatoria caberá ao deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

Comissão

Composta por 38 membros titulares e de igual número de suplentes, a comissão terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer. A partir de amanhã, tem início o prazo para a apresentação das emendas, que é de 10 sessões.

Santana afirmou que o tempo para a análise da proposta é apertado e que o colegiado deverá realizar, inicialmente duas reuniões semanais, às terças e quartas-feiras para debater a matéria.

O colegiado analisará duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.

A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Se aprovados na comissão especial irão depois para votação no plenário.


Zezé Di Camargo critica política atual e revela se será candidato


O artista expressou sua opinião política sincera

Zezé Di Camargo e Flávio Bolsonaro juntos
Zezé Di Camargo e Flávio Bolsonaro juntos – 

“Acho que o Brasil tem que mudar a maneira de encontrar seus candidatos, mudar a maneira de eleger as pessoas. É um País muito grande, tem muitas diferenças nos estados”, disse ele em entrevista à coluna de Fábia Oliveira, no Metrópoles.

“Você não pode admitir que um estado como São Paulo tenha a mesma importância do que outro. A gente vive num sistema presidencialista, mas quem manda é o parlamento… Então, na verdade, a gente vive num sistema parlamentarista disfarçado (…) e aí que há os conchavos”, explicou.

O cantor sertanejo ainda comparou o Brasil com os Estados Unidos, alegando que o sistema de votação deveria ser o mesmo. “Acho que tem que mudar muita coisa na estrutura, de repente fazer como nos Estados Unidos, escolhendo por delegados”, disparou.

“Você não pode pensar que um senador que precisou de 250 mil votos para ser eleito tenha mais poder do que um que precisou de 6 milhões de votos”, completou.

Durante a entrevista, o famoso também falou sobre a possibilidade de se candidatar a um cargo político nas eleições de 2026. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele informou que não se vê atuando na área política e prefere se manter na música.

“De jeito nenhum. Eu gosto de entender de política. Acho que entendo. As opiniões às vezes divergem, mas eu mesmo ser político não, acho que não tenho competência pra isso”, disse.


“O Brasil cansou de ser tratado como invisível”, diz Lula ao apresentar país como potência da transição energética na maior feira industrial do mundo


Ao inaugurar o pavilhão brasileiro da Feira Industrial de Hanôver, nesta segunda-feira (20), presidente defende protagonismo brasileiro em energia limpa, inovação industrial e cooperação tecnológica com a Alemanha

Lula destacou a força da matriz energética brasileira e afirmou que o país reúne condições únicas para liderar a oferta de combustíveis renováveis.| Foto: Ricardo Stuckert / PR

 

Na abertura do pavilhão brasileiro da Feira Industrial de Hanôver (Hannover Messe 2026), na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (20/4) que o Brasil quer assumir protagonismo global na transição energética e se consolidar como parceiro estratégico da Europa em inovação, indústria limpa e desenvolvimento sustentável. Diante de autoridades brasileiras e alemãs, Lula destacou que o país “cansou de ser pequeno” e está preparado para competir “em qualquer feira do mundo”, com capacidade de aprender, compartilhar tecnologia e oferecer soluções energéticas limpas.
“O Brasil é um país que quer se transformar numa economia rica. Nós cansamos de ser tratados como um país pobre e um país pequeno”, afirmou o presidente, ao defender uma nova posição brasileira no cenário econômico internacional. “Nós temos uma boa base intelectual, nós temos uma boa base tecnológica, nós temos empresas extraordinárias como a Petrobras, nós temos empresas como a Embraer, que é a terceira maior produtora de avião do mundo. E nós temos a capacidade de compartilhar com a Alemanha coisas em toda a América do Sul. E por que não dizer, a gente começar a olhar para o continente africano”, prosseguiu.

O discurso marcou a participação brasileira na maior feira de inovação e tecnologia industrial do planeta e reforçou a estratégia do Governo do Brasil de posicionar o país como liderança global na agenda da economia verde. Lula destacou a força da matriz energética brasileira e afirmou que o país reúne condições únicas para liderar a oferta de combustíveis renováveis.
O Brasil é um país que quer se transformar numa economia rica. Nós cansamos de ser tratados como um país pobre e um país pequeno. E nós temos a capacidade de compartilhar com a Alemanha coisas em toda a América do Sul”.
 Luiz Inácio Lula da Silva
PRESIDENTE DA REPÚBLICA
“O Brasil fala que será uma potência mundial na transição energética e que será uma potência mundial na oferta de combustível renovável ao mundo. Nós não estamos falando pouca coisa”, declarou.
Segundo o presidente, cerca de 90% da matriz elétrica brasileira é renovável, o que coloca o país em vantagem competitiva diante de outras economias industrializadas. Lula ressaltou ainda o avanço do Brasil na produção de biocombustíveis, com mistura de 30% de etanol na gasolina e 15% de biodiesel no diesel.
COMBUSTÍVEIS LIMPOS E COMPETITIVIDADE – Ao defender a competitividade brasileira na produção de energia limpa, Lula propôs uma comparação internacional das emissões de combustíveis usados em veículos pesados, especialmente caminhões, argumentando que o combustível brasileiro já apresenta emissões menores que combustíveis fósseis utilizados em outros mercados.
A proposta foi apresentada como exemplo do potencial brasileiro para liderar soluções sustentáveis no transporte de carga e ampliar a competitividade industrial com menor impacto ambiental.
“Vamos fazer uma comparação entre os combustíveis brasileiros e os combustíveis alemães ou qualquer outro combustível de outro país, para que a gente possa ver qual é o combustível que emite menos CO₂”, disse.

Após a abertura do pavilhão brasileiro, Lula visitou estandes de empresas brasileiras como WEG, BE8, Vale, Volkswagen Brasil, Embraer e Bayer Brasil. Dois caminhões movidos a biocombustível foram apresentados, incluindo um modelo da Mercedes-Benz abastecido com biodiesel verde.
A Feira de Hannover é o maior evento industrial do mundo. Reúne o que há de mais avançado no campo da indústria e da tecnologia de ponta. Neste ano o Brasil tem, aqui, uma participação especial: somos o país parceiro oficial da Feira de 2026.
É com enorme satisfação que… pic.twitter.com/hQ4K0l7FLN

— Lula (@LulaOficial) April 20, 2026
APRENDER E COMPARTILHAR – Lula afirmou que a presença brasileira em Hanôver não tem apenas o objetivo de apresentar produtos, mas de aprofundar cooperação tecnológica com a Alemanha e construir novas oportunidades industriais conjuntas.
“Viemos aqui para aprender aquilo que a indústria mundial tem de novidade para o mundo. Segundo, aprender com a capacidade tecnológica e produtiva do povo alemão. Terceiro, mostrar aquilo que nós somos capazes de fazer e aquilo que a gente pode compartilhar e pode construir junto”, declarou.
Ao destacar empresas brasileiras como a Petrobras e a Embraer, Lula afirmou que o país já possui base tecnológica, capacidade produtiva e capital humano para disputar mercados globais em pé de igualdade com países industrializados.
PARCERIA ESTRATÉGICA COM A ALEMANHA – O presidente também defendeu o aprofundamento da parceria entre Brasil e Alemanha, apontando que a cooperação bilateral pode impulsionar investimentos, inovação e novas cadeias produtivas sustentáveis.
“Nós, brasileiros, temos muito o que oferecer de oportunidade de investimento, também de oportunidade de compartilhamento de atividades empresariais, de atividade entre as nossas universidades, a troca de experiências científicas e tecnológicas para que a gente possa progredir e crescer junto”, afirmou.

 

UM NOVO LUGAR PARA O BRASIL – Ao encerrar o discurso, Lula afirmou que o Brasil busca um novo papel no cenário internacional, com protagonismo econômico e compromisso com a sustentabilidade. Para o presidente, a participação brasileira na feira simboliza a disposição do país de crescer como economia industrial avançada e liderança climática global.
“Depois da participação do Brasil nesta feira, a relação Alemanha e Brasil nunca mais será a mesma”, disse.

MAIOR DO MUNDO – O Brasil volta a ser parceiro oficial da Feira Industrial de Hanôver depois de 46 anos. A mostra na cidade alemã é a maior feira industrial do mundo, tradicional local de exibição de avanços tecnológicos e de soluções de automatização, digitalização e eletrificação industrial, com foco recente em sustentabilidade, energia limpa e inteligência artificial. A participação empresarial brasileira na Feira, coordenada pela ApexBrasil, envolve mais de 300 empresas, incluindo 60 startups e 140 expositores em seis pavilhões.
MAIOR ECONOMIA DA EUROPA – A Alemanha é a maior economia da Europa e terceira maior do mundo, com população superior a 84 milhões de pessoas e PIB nominal superior a US$ 5 trilhões em 2025. O país é o quarto maior parceiro comercial do Brasil, com fluxo comercial bilateral de US$ 20,9 bilhões no ano passado. A Alemanha constitui, ainda, a sétima origem de investimentos diretos no Brasil, com estoque acumulado de US$ 44 bilhões.

Veja imagens da agenda

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


Eleições 2026: AGU orienta agentes públicos sobre condutas proibidas


Documento está disponível na página da instituição

Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil
Brasília
 TSE - Tribunal Superior Eleitoral Urna eletrônica
© Antonio Augusto/Ascom/TSE
Versão em áudio

Agentes públicos não devem divulgar ou contribuir para a disseminação de notícias falsas, sob risco de serem punidos por abuso de poder político e econômico. Não podem usar bens ou serviços públicos para favorecer a qualquer candidatura. O que, no caso dos que ocupam cargos eletivos, inclui transformar eventos oficiais em atos de campanha, dos quais, aliás, só podem participar fora do horário de trabalho.

As recomendações, como a obrigação de, no exercício da função pública, observar aos cinco princípios da administração pública – legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência -, constam da cartilha produzida pela Advocacia-Geral da União (AGU) para orientar agentes públicos e gestores sobre as práticas permitidas e proibidas durante o período eleitoral.

“É permanentemente vedada a disseminação, o endosso ou o compartilhamento de informações sabidamente falsas, descontextualizadas ou não verificadas [fake news], bem como de conteúdos que promovam discurso de ódio, discriminação, incitação à violência, ataques pessoais, desqualificação moral ou afronta à dignidade de pessoas ou grupos”, alerta a publicação ao tratar do uso indevido das redes sociais e da disseminação de desinformação.

“Em período eleitoral, a observância desses deveres deve ser redobrada, em razão do elevado potencial de impacto das manifestações públicas das autoridades sobre o debate democrático e sobre a confiança da sociedade nas instituições”, recomenda a AGU na cartilha.

Mesmo que não configurem infração eleitoral, algumas condutas podem ser tipificadas como infração ética por implicarem um conflito entre o exercício da função pública e a promoção pessoal ou político-partidária da autoridade.

Daí a proibição ao uso da visibilidade, prestígio institucional ou prerrogativas de cargo público para autopromoção com finalidade político-eleitoral, ou para induzir os eleitores a confundirem realizações administrativas decorrentes da atuação institucional do Estado como mérito pessoal de determinado agente público.

Segundo a AGU, a Cartilha Eleitoral: Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais nas Eleições 2026 é “um instrumento de orientação prática, voltado a apoiar agentes públicos e gestores na tomada de decisões seguras no cotidiano administrativo no contexto eleitoral”.

O documento é também uma contribuição para a prevenção de irregularidades e a conformidade das ações estatais, diz a AGU.

Em sua 11ª edição, a cartilha detalha conceitos como abuso de poder e improbidade administrativa e as regras sobre propaganda, uso de bens públicos e gestão de recursos.

A cartilha contém um calendário orientativo sobre as principais datas do ano eleitoral e capítulos dedicados ao combate à desinformação no contexto eleitoral; o uso ético das redes sociais e a propaganda eleitoral na internet,  permitida só a partir de 16 de agosto.

“Por tudo isso, espera-se que a cartilha contribua para uma atuação pública segura, responsável e comprometida com o interesse público durante este ano de 2026, fortalecendo as instituições e contribuindo com a lisura do processo eleitoral”, esclarece a AGU na apresentação da cartilha.

Edição: Fernando Fraga


Preso há cinco meses, Binho Galinha se filia a novo partido para disputar reeleição


Parlamentar é suspeito de liderar organização criminosa; defesa nega acusações

Por: Maysa Polcri

Binho Galinha, deputado estadual

Binho Galinha, deputado estadual Crédito: Agência Alba

O deputado estadual Binho Galinha, preso desde outubro do ano passado, se filiou ao Avante para disputar a reeleição neste ano. As informações foram confirmadas pelo CORREIO. Antes, o parlamentar era filiado ao PRD, que o suspendeu após a prisão.

Kleber Cristian Escolano de Almeida, o Binho Galinha, é acusado de comandar uma milícia com atuação especialmente em Feira de Santana, na Bahia. O parlamentar se entregou dois dias após ser alvo da operação Estado Anômico e foi trazido para Salvador, no ano passado. A defesa nega que ele tenha cometido crimes e diz que o deputado colabora com as investigações.

Como mostrou reportagem do CORREIO, Binho Galinha não pode perder o mandado mesmo faltando às sessões da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) enquanto estiver preso. Enquanto não houver julgamento e a prisão ser preventiva, as faltas na Casa não são computadas.

Segundo o juiz federal Dirley da Cunha Júnior, pós-doutor em Direito Constitucional, em caso de condenação em regime fechado (quando a pena começa a ser cumprida na prisão), a perda do mandato é automática, segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque o parlamentar não teria como frequentar as sessões.

“Por mais que o deputado passe um, dois anos, sem frequentar às sessões, ele não perde o mandato porque não há condenação em trânsito e julgado, por enquanto”, detalha. O cenário muda em caso de condenação em regime aberto ou semiaberto. “Nesse caso, mesmo cumprindo medidas cautelares, o deputado pode participar das sessões”, acrescenta Dirley da Cunha Júnior. Os deputados estaduais podem decidir sobre a perda do mandato.