Flávio Bolsonaro cruza fronteira argentina e segue para o Equador

Informação foi confirmada pela Direção de Migrações do país Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Brasília © Joédson Alves/Agência Brasil Versão em áudio O senador Flávio Bolsonaro (PL), sua esposa Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e suas duas filhas, Carolina Figueira Bolsonaro e Luiza Figueira Bolsonaro, entraram na Argentina na noite dessa terça-feira (27). A … Leia Mais


Senado aprova fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho

Decisão é vista como maior vitória de trabalhadores desde Constituinte Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil Brasília © Lula Marques/Agência Brasil. Versão em áudio Em uma decisão histórica, o plenário do Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (14), em votação em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, que põe … Leia Mais


Caminhada em Salvador se torna maior ato de campanha de Lula em 2026

Presença do presidente reuniu cerca de 200 mil apoiadores no trajeto Ondina-Barra Por Leo Almeida Caminhada em Salvador superou número de apoiadores em Fortaleza – Foto: Raphael Müller | Ag. A TARDE  O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu mais de 200 mil apoiadores durante ato de campanha realizado em Salvador nesta terça-feira, … Leia Mais


BTG/ Nexus: Lula aparece com 39% de intenções de voto no 1° turno, Flávio com 33% e Cury atinge 11%

Por Redação Fotos: Ricardo Stuckert / PR / Mauricio Leiro / Bahia Notícias Uma pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (31) mostrou que no cenário estimulado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 33% e Augusto Cury (Avante) registrou 11%. Em comparação com avaliação anterior, … Leia Mais


Candidaturas LGBT+ têm recorde em 2026 e se espalham por mais partidos


Crescimento foi maior no Norte, Nordeste e Centro-Oeste

Cristina Índio do Brasil – repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro
25/07/2026 - Brasília - Bandeira LGBTQIA+ são colocadas em postes de luz para 27ª Parada LGBTQIAPN+ de Brasília, na Esplanada dos Ministérios. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Versão em áudio

O número de candidaturas LGBT+ registrou um recorde para as eleições gerais de 2026. Até o agora, há 514 nomes confirmados, o que representa um crescimento de 57% na comparação com 2022.

Os dados fazem parte de um levantamento divulgado nesta terça-feira (18) pelo Instituto Plena Cidadania, organização que desenvolve projetos relacionados à democracia, cidadania e direitos humanos.

A expansão ocorre em sentido contrário ao universo geral da eleição. Em 2022, o total de candidaturas era de 29.262 e, em 2026, caiu para 20.524. Com isso, proporcionalmente, a participação LGBT+ no universo eleitoral mais que dobrou, saindo de 1,12% para 2,5%.

Enquanto, em 2022, havia uma candidatura LGBT+ para cada cerca de 90 candidaturas, em 2026, a proporção é de uma para cada 40.

As candidaturas à Câmara dos Deputados foram 116 na última eleição e, neste ano, são 214, o que significa alta de 84%. Na disputa pelas assembleias estaduais e distrital, o crescimento foi de 36%, passando de 205 para 279.

Gui Mohallem, da diretoria executiva do Instituto Plena Cidadania, descreveu que a presença de candidaturas LGBT+ também está mais espalhada pelo sistema partidário. Pelos cálculos do levantamento, em 2022, esses postulantes estavam em 23 das 32 legendas. Neste ano, estão em 27 dos 30 partidos em disputa.

“O que a gente está vendo é que o maior aumento de candidaturas LGBT+ é justamente no Congresso Nacional. A eleição para deputado federal é extremamente importante para os partidos, porque ela determina o quanto de dinheiro ele vai ter. O financiamento do partido é determinado pela quantidade votos a deputados federais que ele consegue”, disse em entrevista à Agência Brasil.

“Os partidos estão vendo, o que já sabemos há muito tempo, que LGBT entrega mais por real investido. A nossa leitura dessa explosão é que finalmente os partidos estão entendendo que LGBT é uma força eleitoral”.

O levantamento chama atenção para o nível de investimento dos partidos nessas campanhas, uma vez que a competitividade delas depende dos recursos.

Conforme o estudo, mais da metade das lideranças LGBT+ eleitas em 2024 vinculadas a partidos de centro e de direita não receberam financiamento partidário. Entre as pessoas LGBT+ eleitas por partidos de esquerda, esse percentual foi de um quinto.

 

Rio de Janeiro (RJ), 07/07/2026 – Audiência Pública na Alerj discute o Programa Rio Sem LGBTIfobia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Audiência Pública na Alerj discute o Programa Rio Sem LGBTIfobia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Regiões

O aumento de candidaturas LGBT+ foi maior fora do eixo Sul-Sudeste: na Região Norte, subiu 141%; seguida da Centro-Oeste, com 88%; e da Nordeste, com 82%.

O Sudeste ainda concentra o maior número absoluto de candidaturas, apesar de ter recuado de 37,6% para 31,3% do total.

Em número de candidaturas, a Região Norte cresceu de 22 para 53 candidaturas; a Centro-Oeste, de 41 para 77; a Nordeste, de 73 para 133; e a Sudeste permanece na frente, com 161.

“A gente está fazendo muito mais ações e decidiu, há três anos, focar fora do Sudeste, onde já estava mais organizado”, acrescentou Gui, destacando que, na eleição de 2022, os candidatos LGBT+ conseguiram 3,5 milhões de votos no país.

Outra diferença em 2026 é o espalhamento das candidaturas entre as legendas. Antes, eram mais concentradas no PT e PSOL, que ainda estão na frente, mas já há mais candidatos em outros partidos.

“A nossa presença na sociedade é inevitável. Está sendo interessante porque o aumento vai até os partidos de extrema direita”, contou, completando que os partidos é que fazem a declaração LGBT.

Pautas

O diretor executivo destacou ainda que as atuações de quem alcança uma cadeira nas casas legislativas não defendem apenas bandeiras LGBT+, mas se dedicam a questões sociais.

“LGBT é um dos grupos a quem são negados a cidadania plena. A gente também é deficiente, mulher, favelado, negro. LGBT está em todos os lugares, então, quando a gente chega no poder, tem uma bagagem muito maior e pronta para responder às demandas da população”, afirmou.

Metodologia

Os dados do levantamento são baseados em inscrições registradas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e na plataforma do VoteLGBT, “considerando as candidaturas autodeclaradas e com autorização de divulgação”.

“Por se tratar de dados autodeclaratórios, novos cadastros poderão ser incluídos no site VoteLGBT, e as informações poderão ser atualizadas e complementadas periodicamente. Dados atualizados estarão disponíveis ao longo da campanha no dashboard do projeto”, informou o Instituto Plena Cidadania.

A iniciativa VoteLGBT foi criada em 2014 “para conectar eleitoras e eleitores brasileiros a lideranças LGBT+ comprometidas com os direitos humanos, a democracia e a representatividade política”.

Edição: Vinicius Lisboa


Flávio Bolsonaro recebe “não” do Republicanos para chapa presidencial


Flávio Bolsonaro segue em busca de uma candidatura à vice-presidência

Por 
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro – Foto: Sergio Lima/AFP

O Republicanos recusou o convite do PL para integrar a chapa de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. Além da aliança formal, a legenda declinou ainda da indicação à vice.

A posição do Republicanos veio após consulta interna realizada junto a todos os diretórios estaduais. O levantamento mostrou que 17 deles optaram pela independência institucional na disputa presidencial. Nove unidades manifestaram preferência pelo candidato do PL.

O presidente do partido, Marcos Pereira (SP), já havia sinalizado apoio a Flávio no último sábado, 1º, quando afirmou que ele era seu candidato à presidência “em São Paulo”.

Porém, depois da decisão do partido, o dirigente afirmou que foi um voto “vencido”. “Não posso sobrepor ao deliberado pela ampla maioria”, declarou ele ao Poder 360, ainda que mantenha o apoio a Flávio.

Como fica a vice?

Com a decisão do Republicanos, Flávio segue em busca de uma candidata a vice-presidente até a próxima quarta-feira, 5, com o fim das convenções partidárias. O senador dá preferência a uma mulher para ocupar a vaga, a fim de se aproximar do eleitorado feminino.

Entre os nomes cotados estava a ex-presidente da Caixa, Daniella Marques (Republicanos). Com a postura adotada pelo partido, uma composição de chapa com ela ficou dificultada.

Além dela, o outro nome cotado ao posto é o da presidente do Podemos, Renata Abreu (SP).

Neutralidade

O Republicanos é um dos partidos em que o presidente do PT, Edinho Silva, entrou com tratativas para que adotassem neutralidade na eleição presidencial.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) são 2 nomes que trabalham nessa direção pela proximidade com Lula e pela influência do petista na região Nordeste.


Jerônimo celebra convenção histórica com 30 mil pessoas em Salvador: “A Bahia se encontrou aqui”


O governador Jerônimo Rodrigues celebrou a participação popular na Convenção do Time de Lula, que reuniu mais de 30 mil pessoas neste sábado (1º), no Parque de Exposições, em Salvador. O evento marcou o ponto de partida da campanha de Jerônimo Rodrigues à reeleição e da chapa liderada pelo presidente Lula.

Ao destacar a mobilização de pessoas de todas as regiões do estado, o governador afirmou que o encontro cumpriu seu principal objetivo: apresentar os candidatos da aliança e dar início a uma nova etapa da caminhada ao lado do povo baiano.

“Estou muito feliz. A convenção cumpriu exatamente o seu objetivo. Apresentamos nossa chapa completa de deputados estaduais e federais, senadores, o nosso candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e saímos daqui com um programa de governo pronto para ser registrado. Um programa de governo real, ouvindo as pessoas. É um programa que o povo da Bahia escreveu”, afirmou. As candidaturas de Jaques Wagner e Rui Costa, ao Senado, e a de Geraldo Júnior, à reeleição de vice-governador, também foram confirmadas no evento.

Para Jerônimo, a presença de caravanas vindas de todas as regiões do estado transformou o ato em um grande encontro da Bahia. “Hoje, a Bahia se encontrou no Parque de Exposições. A Bahia da política, a Bahia do bem, a Bahia de Lula, a Bahia de Jerônimo. Quero agradecer a quem veio de Salvador e também a quem percorreu centenas de quilômetros para estar aqui. Não vieram assistir. Vieram participar, dar sua palavra e dizer que querem continuar com a Bahia crescendo, desenvolvendo e avançando”, disse.


Brasil tem quase 2 milhões de eleitores com deficiência, aponta TSE


Tribunal registra um crescimento de 42,5% em relação a última eleição

Solimar Luz – Repórter da Rádio Nacional
Brasília
Eleições 2º turno, a deficiente visual, Danielle Parrela Mendes , votando (Valter Campanato/Agência Brasil)
© 26 11:45:06
Versão em áudio

As eleições gerais deste ano contarão com o maior número de eleitoras e eleitores com deficiência aptos a votar.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral revelam que 1.963.551 pessoas têm algum tipo de deficiência, um crescimento de 42,5% em relação a 2022, quando esse número era de 1.377.787 pessoas.

Os tipos de deficiência incluem pessoas com dificuldade de locomoção, deficiência visual, deficiência auditiva, deficiência física, intelectual ou outras condições que demandem adaptações no local de votação.

Entre os eleitores com deficiência aptos a votar nas Eleições 2026, 45,46% do total se enquadram na categoria “outros”.

Aproximadamente 617 mil pessoas declararam ter deficiência de locomoção; 319 mil têm deficiência visual e mais de 182 mil têm deficiência auditiva.

Mais de 64 mil pessoas com deficiência informaram ter dificuldade para o exercício do voto.

Para acompanhar esse aumento, a Justiça Eleitoral ampliou a estrutura destinada a garantir o exercício do voto com autonomia e segurança.

O número de seções eleitorais principais com acessibilidade passou de 156.296 em 2022 para 223.587 este ano, um crescimento de 43%.

Quem necessita de um local de votação adaptado pode solicitar a transferência para uma seção eleitoral acessível, instalada em locais com rampas, elevadores e trajetos livres de obstáculos físicos, por exemplo.

Para isso, é necessário atualizar o cadastro junto à Justiça Eleitoral, informando a condição de deficiência ou mobilidade reduzida.

O pedido pode ser feito pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral ou presencialmente no cartório eleitoral.

O prazo para solicitar a transferência para uma seção acessível termina no dia 20 de agosto.

Edição: Sâmia Mendes e Edgard Matsuki


MUITO PRAZER: EU SOU PT! Expressão usada na campanha do PT na Bahia, em 1982.


Por Jonas Paulo

Participando de algumas das extraordinárias Plenárias do Programa de Governo Participativo (PGP), na entusiasmada e já vitoriosa pré-campanha do nosso governador Jerônimo Rodrigues, quando ouço dizer que tudo começou em 2006 — ano em que demos o tiro de misericórdia no carlismo e elegemos Jaques Wagner para o Governo da Bahia —, penso: não foi o começo. Foi, sim, o início da era dos governos do PT e a consolidação da hegemonia política das forças democráticas lideradas pelo nosso partido.

Vivemos tempos duros e difíceis nos anos 1980, ao lado dos desbravadores Edival Passos, Jorge Almeida, José Novais, Gabrielli, Geraldo Simões, Acácio Araújo, Geracina Aguiar, Ivanide Santa Bárbara, Luiz Alberto, Benito Brasileiro, Zé Maria e Jonas Paulo.

Botamos a cabeça de fora elegendo nosso primeiro deputado estadual, Alcides Modesto, em 1986, e conquistando a primeira prefeitura petista, com Osvaldo Morais, em Jaguaquara, em 1988.

Encantamos a Bahia em 1989 com a campanha Lula Lá, da Frente Brasil Popular (PT, PSB e PCdoB), sendo o estado decisivo para levar Lula ao segundo turno. Ali vivemos a primeira grande experiência de ampliação política na Bahia, incorporando PMDB, PSDB, PDT e PCB ao Movimento Lula Presidente, do qual tive a honra de ser coordenador estadual.

A partir daí, nos anos 1990, Itabuna e Vitória da Conquista, com experiências premiadas como o Orçamento Participativo, o Programa Médico da Família, a quebra do monopólio dos transportes e políticas de geração de renda, tornaram-se referências nacionais de governos populares e motivo de orgulho para o PT baiano.

Mas o PT só se consolidou como alternativa real de poder e liderança da oposição na Bahia em 1996, com Nelson Pelegrino disputando a Prefeitura de Salvador, e em 1998, com Zezéu Ribeiro disputando o Governo do Estado. Foi quando rivalizamos, palmo a palmo, com o carlismo, aplicando o primeiro grande susto à velha oligarquia e iniciando sua derrocada.
Nos anos 2000, consumou-se a nossa hegemonia.

Nesta semana realizamos um fantástico PGP no Território Velho Chico, o maior reduto de prefeituras do PT no estado, com fortíssima presença e tradição de luta da agricultura familiar, dos assentados, quilombolas, pescadores e comunidades de fundo e fecho de pasto. Por isso, o PGP foi militante, vermelho, vibrante e tão mobilizado que o espaço do evento ficou pequeno para tanta gente.

Foi um encontro histórico de trajetórias vitoriosas de um mesmo projeto transformador.

De um lado, nossos municípios com a história do PT: Ibotirama (1981), Oliveira dos Brejinhos (1983), Paratinga (1984), Morpará (1984), Carinhanha (1986) e Malhada (1986), que governamos por diversos mandatos. Somaram-se Barra, Igaporã e a parceira Bom Jesus da Lapa.

Todos juntos, ombro a ombro e coração a coração, no mesmo espaço, ao lado de lideranças estaduais petistas consagradas nacionalmente, como Jaques Wagner e Rui Costa, do aliado leal Otto Alencar e do novo líder carismático que assume, cada vez mais, a condução firme e inteligente do nosso projeto na Bahia: o professor e governador Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição, que vem transformando a Bahia, construindo o futuro do estado e colocando nossa terra no centro das decisões nacionais, ao lado do grande líder político nacional e internacional, o presidente Lula.

Os tempos são outros, e o PT já não é o mesmo de outrora. É verdade. Mas nossos sonhos libertários continuam guiando a nossa caminhada. Sabemos da responsabilidade histórica da Bahia em seguir sendo a retaguarda estratégica das vitórias presidenciais do nosso campo democrático, pelo significado da reeleição de Lula para a democracia, para a soberania do Brasil, para a integração latino-americana e para a construção de um mundo multipolar. Afinal, somos o “B” dos BRICS.

PT, saudações!

Jonas Paulo
Ex-presidente do PT Bahia
Filiado ao PT de Ibotirama desde 1981.