BTG/ Nexus: Lula aparece com 39% de intenções de voto no 1° turno, Flávio com 33% e Cury atinge 11%

Por Redação Fotos: Ricardo Stuckert / PR / Mauricio Leiro / Bahia Notícias Uma pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (31) mostrou que no cenário estimulado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 33% e Augusto Cury (Avante) registrou 11%. Em comparação com avaliação anterior, … Leia Mais


Candidaturas LGBT+ têm recorde em 2026 e se espalham por mais partidos

Crescimento foi maior no Norte, Nordeste e Centro-Oeste Cristina Índio do Brasil – repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Versão em áudio O número de candidaturas LGBT+ registrou um recorde para as eleições gerais de 2026. Até o agora, há 514 nomes confirmados, o que representa um crescimento de 57% na … Leia Mais


Flávio Bolsonaro recebe “não” do Republicanos para chapa presidencial

Flávio Bolsonaro segue em busca de uma candidatura à vice-presidência Por  Yuri Abreu O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro – Foto: Sergio Lima/AFP O Republicanos recusou o convite do PL para integrar a chapa de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. Além da aliança formal, a legenda declinou ainda da indicação à vice. A … Leia Mais



Brasil tem quase 2 milhões de eleitores com deficiência, aponta TSE

Tribunal registra um crescimento de 42,5% em relação a última eleição Solimar Luz – Repórter da Rádio Nacional Brasília © 26 11:45:06 Versão em áudio As eleições gerais deste ano contarão com o maior número de eleitoras e eleitores com deficiência aptos a votar. Dados do Tribunal Superior Eleitoral revelam que 1.963.551 pessoas têm algum tipo de … Leia Mais


MUITO PRAZER: EU SOU PT! Expressão usada na campanha do PT na Bahia, em 1982.


Por Jonas Paulo

Participando de algumas das extraordinárias Plenárias do Programa de Governo Participativo (PGP), na entusiasmada e já vitoriosa pré-campanha do nosso governador Jerônimo Rodrigues, quando ouço dizer que tudo começou em 2006 — ano em que demos o tiro de misericórdia no carlismo e elegemos Jaques Wagner para o Governo da Bahia —, penso: não foi o começo. Foi, sim, o início da era dos governos do PT e a consolidação da hegemonia política das forças democráticas lideradas pelo nosso partido.

Vivemos tempos duros e difíceis nos anos 1980, ao lado dos desbravadores Edival Passos, Jorge Almeida, José Novais, Gabrielli, Geraldo Simões, Acácio Araújo, Geracina Aguiar, Ivanide Santa Bárbara, Luiz Alberto, Benito Brasileiro, Zé Maria e Jonas Paulo.

Botamos a cabeça de fora elegendo nosso primeiro deputado estadual, Alcides Modesto, em 1986, e conquistando a primeira prefeitura petista, com Osvaldo Morais, em Jaguaquara, em 1988.

Encantamos a Bahia em 1989 com a campanha Lula Lá, da Frente Brasil Popular (PT, PSB e PCdoB), sendo o estado decisivo para levar Lula ao segundo turno. Ali vivemos a primeira grande experiência de ampliação política na Bahia, incorporando PMDB, PSDB, PDT e PCB ao Movimento Lula Presidente, do qual tive a honra de ser coordenador estadual.

A partir daí, nos anos 1990, Itabuna e Vitória da Conquista, com experiências premiadas como o Orçamento Participativo, o Programa Médico da Família, a quebra do monopólio dos transportes e políticas de geração de renda, tornaram-se referências nacionais de governos populares e motivo de orgulho para o PT baiano.

Mas o PT só se consolidou como alternativa real de poder e liderança da oposição na Bahia em 1996, com Nelson Pelegrino disputando a Prefeitura de Salvador, e em 1998, com Zezéu Ribeiro disputando o Governo do Estado. Foi quando rivalizamos, palmo a palmo, com o carlismo, aplicando o primeiro grande susto à velha oligarquia e iniciando sua derrocada.
Nos anos 2000, consumou-se a nossa hegemonia.

Nesta semana realizamos um fantástico PGP no Território Velho Chico, o maior reduto de prefeituras do PT no estado, com fortíssima presença e tradição de luta da agricultura familiar, dos assentados, quilombolas, pescadores e comunidades de fundo e fecho de pasto. Por isso, o PGP foi militante, vermelho, vibrante e tão mobilizado que o espaço do evento ficou pequeno para tanta gente.

Foi um encontro histórico de trajetórias vitoriosas de um mesmo projeto transformador.

De um lado, nossos municípios com a história do PT: Ibotirama (1981), Oliveira dos Brejinhos (1983), Paratinga (1984), Morpará (1984), Carinhanha (1986) e Malhada (1986), que governamos por diversos mandatos. Somaram-se Barra, Igaporã e a parceira Bom Jesus da Lapa.

Todos juntos, ombro a ombro e coração a coração, no mesmo espaço, ao lado de lideranças estaduais petistas consagradas nacionalmente, como Jaques Wagner e Rui Costa, do aliado leal Otto Alencar e do novo líder carismático que assume, cada vez mais, a condução firme e inteligente do nosso projeto na Bahia: o professor e governador Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição, que vem transformando a Bahia, construindo o futuro do estado e colocando nossa terra no centro das decisões nacionais, ao lado do grande líder político nacional e internacional, o presidente Lula.

Os tempos são outros, e o PT já não é o mesmo de outrora. É verdade. Mas nossos sonhos libertários continuam guiando a nossa caminhada. Sabemos da responsabilidade histórica da Bahia em seguir sendo a retaguarda estratégica das vitórias presidenciais do nosso campo democrático, pelo significado da reeleição de Lula para a democracia, para a soberania do Brasil, para a integração latino-americana e para a construção de um mundo multipolar. Afinal, somos o “B” dos BRICS.

PT, saudações!

Jonas Paulo
Ex-presidente do PT Bahia
Filiado ao PT de Ibotirama desde 1981.


Projeto da deputada Ludmilla Fiscina propõe mais acessibilidade e inclusão nos órgãos públicos da Bahia


O Projeto de Lei nº 26.301/2026, de autoria da deputada estadual Ludmilla Fiscina (PSD), promove a inclusão em espaços públicos por meio da ampliação da acessibilidade para pessoas com necessidades complexas de comunicação.
O texto prevê a implantação do Sistema de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) de baixa tecnologia em programas, serviços e espaços públicos estaduais. A proposta busca ampliar a acessibilidade comunicacional para pessoas com necessidades complexas de comunicação.
O projeto segue em tramitação na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e avalia a utilização de recursos simples e de baixo custo, como pranchas com símbolos, cartões com imagens, figuras, letras e objetos concretos, permitindo que pessoas com dificuldades na fala ou na escrita possam se comunicar de forma mais autônoma e eficaz em órgãos públicos.
A Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) reúne ferramentas e estratégias que complementam ou substituem a fala funcional de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras ou degenerativas e outras condições que dificultam a comunicação oral ou escrita. A proposta também incentiva a capacitação de profissionais e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à acessibilidade e à inclusão.
Para Fiscina, a democratização da comunicação é uma forma de promover cidadania e assegurar que todas as pessoas possam exercer seus direitos: “Enviamos para a Assembleia um projeto que busca uma sociedade mais inclusiva e igualitária. Estamos trabalhando por uma Bahia mais acessível, onde todos possam se expressar e acessar informações”, afirmou a deputada.
O projeto segue em tramitação na ALBA e será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça antes de ser votado pelos parlamentares. Caso aprovado, o reconhecimento passará a valer a partir da publicação da nova lei.
Foto: Aluísio Neto


Novo limite do MEI deve subir para até R$ 140 mil


Limite atual é de R$ 81 mil

Projeto de lei do governo federal sobre alterações no MEI está em fase de conclusão
Projeto de lei do governo federal sobre alterações no MEI está em fase de conclusão – Foto: Receita Federal

O governo federal está na fase de conclusão dos entendimentos técnicos para o envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional com o objetivo de reajustar o limite de faturamento anual permitido para o enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI).

A proposta articulada pela equipe econômica estabelece a elevação do teto atual, fixado em R$ 81 mil, para uma faixa de transição compreendida entre R$ 130 mil e R$ 140 mil anuais.

De acordo com a estratégia liderada pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a implementação da nova regra fiscal ocorrerá de forma escalonada ao longo dos anos de 2027 e 2028, uma estratégia adotada para suavizar o impacto na arrecadação pública e garantir a segurança jurídica do processo de transição das microempresas.

Além da correção no volume de receitas, o texto do Executivo altera a estrutura operacional permitida para a categoria, autorizando o microempreendedor a contratar até dois funcionários sob o regime formalizado de trabalho, dobrando o limite atual que restringe a folha a apenas um colaborador.

Negociações

O avanço do projeto de lei, contudo, enfrenta uma arena de negociações complexas no parlamento. O Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda tentam conter a pressão exercida por blocos da Câmara dos Deputados, que buscam aproveitar a tramitação da matéria para estender o reajuste inflacionário à totalidade das faixas de enquadramento do Simples Nacional, uma extensão que a equipe econômica classifica como insustentável para o erário e com risco de impacto fiscal.

O regime do MEI, instituído no ordenamento jurídico nacional em 2008, funciona como a principal política pública de desburocratização e formalização de trabalhadores autônomos e prestadores de serviços no Brasil.

Defasagem

O enquadramento garante ao cidadão a emissão de notas fiscais e o acesso a benefícios previdenciários essenciais, mediante o pagamento unificado de uma guia mensal reduzida de tributos. A defasagem histórica do teto de faturamento vinha sendo apontada por entidades do setor produtivo como um obstáculo ao crescimento orgânico dos pequenos negócios.

A urgência na votação da matéria, prevista pela relatoria do PLP 108/2021 para o início de julho, intensificou-se nas tratativas legislativas como parte dos debates de contrapartida setorial após as deliberações em torno das discussões de jornada de trabalho na Câmara.


13 pré-candidatos à Presidência


Esta sexta-feira, 26, marca o prazo de 100 dias para o primeiro turno das eleições

Por 
Palácio do Planalto
Palácio do Planalto – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil

A exatos 100 dias da realização do primeiro turno das eleições à Presidência da República, 13 nomes, até agora, já lançaram suas pré-candidaturas ou são potenciais postulantes ao Planalto no pleito do dia 4 de outubro.

No entanto, essa extensa lista pode diminuir, uma vez que a oficialização dessas candidaturas depende das convenções partidárias — que acontecem a partir da segunda quinzena de julho —, assim como do registro na Justiça Eleitoral, no mês seguinte.

Ideologias

Esses 13 nomes fazem parte de legendas que seguem diferentes ideologias e estão divididas da seguinte forma:

Extrema-esquerda

  • PCO

Esquerda

  • PT
  • PSTU
  • UP
  • PCB

Centro

  • PSD
  • Avante

Centro-direita

  • DC
  • Mobiliza

Direita

  • PL
  • Missão
  • Novo
  • PRTB

Candidatos

Dessa lista de 13 nomes, alguns deles se destacam, com maiores possibilidades de chamar a atenção do eleitor nas urnas e garantir votos importantes.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República – Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula (PT)

Luiz Inácio Lula da Silva é o atual presidente do Brasil e exerce seu terceiro mandato desde 1º de janeiro de 2023. Nascido em Pernambuco, ele é um ex-metalúrgico, ex-sindicalista e um dos principais fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele ganhou projeção nacional na década de 1970 ao liderar as greves dos metalúrgicos no ABC paulista.

Lula já havia governado o país anteriormente por dois mandatos consecutivos, entre os anos de 2003 e 2011. As gestões foram marcadas pelo crescimento econômico, estabilidade inflacionária e foco social, com a expansão de programas como o Bolsa Família.

Em 2018, ele ficou preso por 580 dias decorrentes das investigações da Operação Lava Jato, tendo sua soltura decretada em 2019 e, posteriormente, todas as suas condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Senador Flávio Bolsoanro (PL-RJ)
Senador Flávio Bolsoanro (PL-RJ) – Foto: Jefferson Rudy | Agência Senado

Flávio Bolsonaro (PL)

Flávio Bolsonaro é advogado e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Atualmente, exerce o cargo de senador pelo estado do Rio de Janeiro. Ele foi escolhido pelo PL como pré-candidato da sigla à Presidência da República contra Lula.

Na Casa Alta, tem mandato focado na oposição ao governo do PT, na defesa de pautas conservadoras, liberdade econômica e segurança pública.

A sua campanha, no entanto, tem sido marcada por um racha público no núcleo da própria família. Na quarta-feira, 24, A ex-primeira-dama publicou vídeos alegando ter sido “humilhada” e desrespeitada por Flávio.

O motivo foi uma divergência política acerca de uma aliança articulada pelo PL com Ciro Gomes no Ceará, que causou a retirada de uma aliada de Michelle da disputa por vaga ao Senado. Em resposta, Flávio usou as redes sociais para pedir desculpas públicas a Michelle, tentando minimizar a polêmica como um “arranhão” familiar.

O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado
O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado – Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Ronaldo Caiado

Ronaldo Caiado é médico, ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD. Nascido em Anápolis (GO), ele possui trajetória política ligada à defesa do agronegócio e à representação de setores conservadores e de direita.

Ele iniciou sua projeção nacional ao disputar a Presidência, em 1989. Posteriormente, cumpriu cinco mandatos como deputado federal e atuou como senador.

Apesar da boa avaliação como gestor goiano, o pessedista ainda não decolou nas pesquisas — o último levantamento da AtlasIntel, do mês de abril, apontou que ele estava na quarta colocação, com 3,3% das intenções de voto, atrás de Renan Santos (Missão) — o cenário continha Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência – Foto: Gil Leonardi | Imprensa MG

Romeu Zema

Empresário e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema é empresário e pré-candidato à Presidência pelo Novo. Nascido em Araxá (MG) em outubro de 1964, ele estreou na política, em 2018, elegendo-se em uma campanha de viés “outsider”.

Posiciona-se no campo da centro-direita, defendendo o liberalismo econômico, o combate aos gastos públicos e fazendo críticas ao sistema político tradicional e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Nas pesquisas, apesar de melhor desempenho em relação a Caiado, ainda não conseguiu superar a barreira dos dois dígitos. Conforme a última AtlasIntel, ele apareceu com 3,1% das intenções de voto, atrás de Ronaldo Caiado, Renan Santos, Flávio Bolsonaro e Lula.

Renan Santos, pré-candidato a presidente pelo Missão
Renan Santos, pré-candidato a presidente pelo Missão – Foto: Reprodução

Renan Santos

Na linha dos “outsiders”, o desta eleição deve ter como principal representante o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos. Ele vai concorrer pelo Missão. Será a primeira vez que ele vai disputar cargos eletivos.

Ele apresenta-se como uma alternativa à direita tradicional e ao bolsonarismo. Em declarações recentes, afirmou que a candidatura de Flávio Bolsonaro é “inviável” contra Lula. O objetivo é se consolidar como o principal nome da “terceira via” no espectro conservador.

Em pesquisa mais recente da AtlasIntel, de abril, ele apareceu na terceira colocação, com 5,3% das intenções de voto, atrás de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

Polarização

Apesar de haver nomes que atraem uma parte do eleitorado, a tendência é a de que o pleito tenha novamente uma divisão entre Lula e a família Bolsonaro, assim como foi em 2022, quando o petista derrotou o então presidente Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com os levantamentos realizados pela AtlasIntel neste ano de 2026 (até abril), os dois aparecem com ampla vantagem sobre os demais adversários. Veja projeções:

Janeiro/2026

  • Lula: 48,8%
  • Flávio: 35%

Fevereiro/2026

  • Lula: 45%
  • Flávio: 37,9%

Março/2026

  • Lula: 45,9%
  • Flávio: 40,1%

Abril/2026

  • Lula: 46,6%
  • Flávio: 39,7%

Alcolumbre mantém PEC 6×1 travada em semana esvaziada no Senado


São João, jogo do Brasil e CCJ sem reuniões reduzem ritmo na Casa

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil
Brasília
Brasília – DF – 18/06/2026 – Presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre,  durante coletiva a imprensa. Foto: Lula Marques/Agência Brasil.
© Lula Marques/Agência Brasil.
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A tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 no Brasil deve seguir travada no Senado em uma semana esvaziada pelas festas de São João, pelo jogo do Brasil contra a Escócia e pelos trabalhos semipresenciais na Casa.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mantém a PEC 221 de 2019 em sua mesa, sem despachá-la para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Como a comissão não marcou reuniões para esta semana, a expectativa é que a PEC siga parada, completando um mês, no próximo sábado (27), desde a aprovação na Câmara dos Deputados.

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), não marca reuniões em semanas semipresenciais, quando os parlamentares podem votar remotamente, devido ao baixo quórum.

A assessoria da CCJ informou à Agência Brasil que não houve sinalização de Alcolumbre para liberar a PEC. Já a assessoria do presidente do Senado não respondeu à reportagem.

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Com o feriado de São João no Nordeste, na quarta-feira (24), e também dia do jogo do Brasil contra a Escócia pela Copa do Mundo, a expectativa é de uma semana esvaziada no Parlamento.

Na semana passada, o senador Paulo Paim (PT-RS) cobrou, no plenário, a votação da PEC. “Não temos mais por que demorar”, afirmou.

“O que afinal está faltando para que o Senado vote a matéria, já que debatemos esse tema há anos?”, questionou Paim.

A PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais foi aprovada na Câmara por ampla maioria. Apenas 22 dos 513 deputados votaram contra. Mesmo assim, o tema não avança no Senado, onde enfrenta resistência da oposição, que apresentou PEC alternativa para manter a escala 6×1 e permitir contratos por hora.

A proposta da oposição foi despachada à CCJ por Alcolumbre no mesmo dia em que foi apresentada, no dia seguinte à aprovação da PEC do fim da 6×1 na Câmara.

O senador Otto Alencar informou que vai priorizar a PEC do fim da escala 6×1, por ter iniciado a tramitação antes da proposta da oposição.

Na semana seguinte à aprovação na Câmara, Alcolumbre criticou a pressão para despachar a matéria, sugerindo que ela poderia ser melhorada no Senado e passar por comissões antes do plenário.

“Tenho certeza de que, como outros senadores, seria razoável que o Senado pudesse melhorar um texto dessa importância e debater o tema com calma”, defendeu Alcolumbre.