Maioria das organizações auditadas na primeira fase da análise da CGU apresentou falhas no uso da verba e na ausência de estrutura adequada Manoela AlcântaraGaltiery Rodrigues Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou irregularidades em Organizações Não Governamentais (ONGs) beneficiadas por emendas Pix. A maioria, de um grupo de 10 organizações avaliadas nessa primeira fase de … Leia Mais
Quatro pessoas suspeitas de fraudar operações de crédito concedidas pela Caixa Econômica Federal à mais de uma centena de empresas foram presas, na manhã desta quarta-feira (6), pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Smart Fake.
Além das prisões temporárias, os agentes federais cumpriram ainda 12 mandados judiciais de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais relacionados aos investigados nas cidades de Teresina e Pedro II, no Piauí; e em Timon, no Maranhão.
As ordens judiciais foram autorizadas pela 3ª Vara da Justiça Federal, que determinou também o sequestro de bens dos suspeitos. Eles integram um grupo criminoso investigado de desviar mais de R$ 20 milhões dos cofres públicos.
Segundo PF, a apuração do suposto esquema teve início com a denúncia feita por um empresário da capital do Piauí, Teresina. De acordo com a corporação, o denunciante revelou que os investigados pediram a Caixa um crédito fraudulento para sua empresa.
Ainda de acordo com o empresário, todos os trâmites burocráticos para que o banco público concedesse o dinheiro foi intermediado por uma pessoa posteriormente identificada pelos investigadores e que, para a obtenção do crédito à empresa do denunciante, apresentou documentos falsos, fraudando inclusive o faturamento da empresa.
A partir da identificação do intermediário, os policiais federais descobriram outros contratos irregulares, firmados desde 2022. Já foram identificados 179 contratos suspeitos feitos com 115 CNPJs (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica). Algumas empresas se destacaram pelo volume de empréstimos inadimplentes, acima de R$ 800 mil cada uma.
Além da falta de pagamento de empréstimos concedidos pela Caixa, os investigadores também detectaram movimentações suspeitas e outras inconsistências e irregularidades, como o fato dos CNPJs de várias das empresas estarem baixados ou inaptos na Receita Federal.
Os envolvidos podem responder pelos crimes de estelionato qualificado, organização criminosa, falsificação de documentos, além de outros que venham a ser identificados no decorrer da investigação.
As seis dezenas do concurso 2.793 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.
O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. O prêmio está acumulado em R$ 127 milhões.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.
O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumprem, nesta terça-feira (5), 12 mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre manipulação de apostas envolvendo jogos de futebol. Um dos alvos da operação Spot-fixing é o jogador do Flamengo Bruno Henrique.
Investigação da PF, feita a partir de uma comunicação feita pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), apura se o jogador levou um cartão amarelo, que depois evoluiu para cartão vermelho, durante uma partida pelo Campeonato Brasileiro no ano passado, para favorecer apostadores, entre eles seus parentes.
Os apostadores também estão sendo investigados pela PF. De acordo com relatórios da International Betting Integrity Association (IBIA) e Sportradar, que fazem análise de risco, haveria suspeitas de manipulação do mercado de cartões na partida.
Segundo a PF, os dados obtidos junto às casas de apostas apontaram que as apostas teriam sido efetuadas por parentes do jogador e por outro grupo ainda sob apuração.
Os mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça do Distrito Federal, estão sendo cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro (RJ) e de Belo Horizonte, Vespasiano, Lagoa Santa e Ribeirão das Neves, em Minas Gerais.
A assessoria de imprensa do jogador Bruno Henrique informou que, por enquanto, não emitirá nenhum pronunciamento. O Clube de Regatas Flamengo divulgou que o clube ainda está tomando ciência dos fatos.
Segundo a PF e o MPRJ, trata-se, em tese, de “crime contra a incerteza do resultado esportivo”, que encontra a conduta tipificada na Lei Geral do Esporte, com pena de dois a seis anos de reclusão.
O Brasil ficará à frente da secretaria-geral da Interpol, a maior organização policial do mundo. Valdecy Urquiza, delegado da Polícia Federal (PF), foi eleito pela maioria dos 196 membros da Assembleia-Geral da Interpol para comandar a organização, em Glasgow, na Escócia. Urquiza é o primeiro representante de um país em desenvolvimento a ocupar esse posto nos 100 anos de existência da Interpol.
A eleição tinha sido realizada no âmbito do Comitê Executivo da Interpol, em Lyon, em junho de 2024 e foi ratificada nesta terça-feira (5), informou a PF. Atualmente, Urquiza é diretor de Cooperação Internacional da Polícia Federal e foi vice-presidente da Interpol para as Américas – de 2021-2024.
A secretaria-geral é o principal cargo executivo da organização e o mandato é de cinco anos. Urquiza assumirá o posto ao fim do mandato do atual secretário-geral, Jürgen Stock, da Alemanha, no dia 7 próximo. Ele será responsável por liderar a organização em seus esforços globais de combate ao crime transnacional e fortalecimento da cooperação policial internacional.
Prioridade
“A ratificação do delegado Urquiza reflete a alta prioridade atribuída pelo governo brasileiro ao combate ao crime organizado transnacional, que tem na cooperação internacional uma dimensão essencial. Representa, também, o reconhecimento, pela comunidade internacional, do profissionalismo e da competência da Polícia Federal brasileira no enfrentamento aos crimes, bem como de sua relevante contribuição ao trabalho da Interpol”, disse a PF, em comunicado.
Com 43 anos e nascido em São Luís (MA), Urquiza é formado em Direito pela Universidade de Fortaleza, com pós-graduações em Administração Pública pelo Ibmec e em Direito Ambiental pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Urquiza é também ex-aluno da Academia Nacional do FBI, em Quantico, Virgínia, Estados Unidos.
Na Polícia Federal, ele já ocupou a função de chefe da Divisão de Cooperação Jurídica Internacional da Polícia Federal do Brasil e Diretor-Assistente na Diretoria de Crimes Organizados e Emergentes na sede da Interpol, em Lyon, França.
O delegado liderou, ainda, o Escritório Central Nacional da Interpol, no Brasil; a Divisão de Cooperação Policial Internacional; a Divisão de Relações Internacionais e a Diretoria de Tecnologia da Informação da Polícia Federal.
Unidade da empresa já produziu mais de 215 milhões de inimigos naturais, reduzindo 90% da necessidade de controle de lagartas desfolhadoras
Foto: Acervo Bracell
A Bracell, líder global na produção de celulose solúvel, desenvolveu em sua biofábrica protocolos de alta eficiência para produção de inimigos naturais de lagartas desfolhadoras de eucalipto que podem causar grandes perdas econômicas, sendo consideradas como uma das principais pragas da cultura. A técnica de controle biológico desenvolvida pela empresa – que engloba estratégias de monitoramento, produção e dispersão dos agentes – permitiu reduzir em 90% as ocorrências de surtos de lagartas e a necessidade de pulverização de defensivos químicos.
“Além das vantagens ambientais, o uso do controle biológico de pragas tem se mostrado mais atrativo do ponto de vista de custo, permitindo manter o equilíbrio por mais tempo e reduzindo os surtos de pragas em nossos plantios”, destaca Leonardo Sarno, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento Florestal da Bracell.
Desde 2018, mais de 215 milhões de inimigos naturais já foram produzidos na biofábrica da Bracell, em Alagoinha (BA), sendo aproximadamente 83 milhões somente em 2023. Estes inimigos naturais foram liberados em uma área de 9,5 mil hectares de plantios, nas unidades florestais da empresa na Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
“Para se ter uma ideia, em 2018, quando a unidade da biofábrica iniciou sua produção e implantamos o controle biológico, ocorreu necessidade de controle de lagartas em aproximadamente 15 mil hectares. Em 2023, a área com surtos de lagartas reduziu 10 vezes. Até o momento, em 2024, em apenas 300 hectares houve necessidade de controle. Essa redução drástica nas ocorrências deste grupo de pragas trouxe vários impactos positivos, reduzindo os custos, a necessidade de controle emergencial, as perdas e, por consequência, os impactos ambientais”, salientou Reginaldo Mafia, gerente de Pesquisa em Manejo Florestal da Bracell.
Na biofábrica da Bracell são produzidas três espécies de inimigos naturais das pragas do eucalipto. O portfólio de produtos biológicos contempla uma espécie predadora de lagartas, denominada de Podisus nigrispinus, e as espécies Palmistichus elaeisis e Tetrastichus howardi, que são parasitoides. Enquanto a espécie predadora se alimenta diretamente das lagartas, os parasitoides utilizam as pupas das lagartas para a reprodução. Utilizando estes dois grupos de insetos é possível interromper o ciclo das lagartas, de forma efetiva.
“Os protocolos de produção de agentes de controle biológico desenvolvidos pela Bracell constituem um compilado técnico com diretrizes para multiplicação massal de insetos, baseado em informações da biologia e comportamento das espécies de interesse para o controle dos principais grupos de pragas da região. O documento é atualizado conforme os avanços científicos sobre o assunto. Nele, são descritas instruções detalhadas para o desenvolvimento das criações desde as condições ambientais, como temperatura, umidade e período de exposição luminosa, a composição da dieta e preparo da alimentação dos insetos, até o manuseio e as técnicas de reprodução, passando pela preparação dos insetos para a liberação em campo e a gestão das informações de produção”, informa Wagner Morais, pesquisador especialista no assunto.
Pioneirismo no setor florestal
A Bracell foi uma das pioneiras na instalação de biofábrica para produção de inimigos naturais de pragas. Ao longo dos últimos anos, investiu continuamente em pesquisa, desenvolvimento e no treinamento de uma equipe qualificada e totalmente dedicada para a biofábrica. A produção e o fornecimento destes agentes permitem controlar os focos iniciais de infestação de lagartas, em menor tempo possível. A celeridade desta ação é essencial para reduzir os riscos de dispersão e aumento da população das pragas. Além de produzir esses agentes para suas áreas de plantio, a Bracell mantém uma rede de cooperação com outras empresas do setor florestal, além de parceiros produtores de madeira.
Dispersão dos insetos
Para realizar a liberação dos agentes de controle biológico no campo, a empresa utiliza drones específicos, desenvolvidos em parceria com a empresa XFly, especialista nesse tipo de equipamento para uso agrícola. O modelo atual foi projetado para a dispersão de parasitoides, que são insetos de tamanho pequeno, permitindo a liberação de uma grande quantidade de indivíduos, de forma uniforme nas áreas de plantio.
“O uso do drone aumenta muito a eficiência da liberação, permitindo que uma área muito maior receba esses insetos em um curto espaço de tempo. Estudos iniciais demonstraram uma capacidade de liberação em até 100 hectares por hora, com um rendimento potencial diário de até 600 hectares”, salienta Morais.
Difusão do conhecimento
A difusão do conhecimento sobre as técnicas de produção de inimigos naturais é útil para as empresas do setor florestal, uma vez que fortalece as práticas de controle biológico, evitando a ocorrência frequente de surtos de pragas. Por conta disso, as informações sobre os protocolos desenvolvidos pela Bracell são constantemente compartilhadas com grupos de pesquisa, por meio de reuniões técnicas, publicação de artigos técnicos e científicos.
“Como se sabe, as pragas podem facilmente ser disseminadas de uma região para outras áreas. Portanto, é do interesse de todo o setor um manejo mais eficiente, independentemente da empresa florestal em que os surtos estejam presentes. Desta maneira, as ações de manejo integrado de pragas devem ser vistas como uma oportunidade de cooperação entre as empresas”, conclui Sarno.
A Bracell, líder global na produção de celulose solúvel e especial, se destaca por sua expertise no cultivo sustentável do eucalipto, que é a base para a produção de matéria-prima essencial na fabricação de celulose de alta qualidade. Atualmente a multinacional conta com mais de 11 mil colaboradores e duas principais operações no Brasil, sendo uma em Camaçari, na Bahia, e outra em Lençóis Paulista, em São Paulo. Além de suas operações no Brasil, a Bracell possui um escritório administrativo em Singapura e escritórios de vendas na Ásia, Europa e Estados Unidos. Para mais informações, acesse: www.bracell.com.