Planta rica em ferro e cálcio ganha espaço na alimentação saudável

Folha é fácil de cultivar e cresce sem nenhum esforço em vasos Por Victoria Isabel Ora-pro-nóbis – Foto: Reprodução A ora-pro-nóbis, considerada uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC), tem ganhado destaque na alimentação saudável por reunir nutrientes importantes e apresentar cultivo simples, inclusive em vasos dentro de casa. Muito comum em diferentes regiões do Brasil, a planta é … Leia Mais


Novo RG poderá incluir diabetes tipo 1: entenda o que muda

Projeto aprovado no Congresso prevê inclusão opcional da doença na identidade e amplia direitos de pacientes Por: Ravenna Alves Pessoas com diabetes tipo 1 poderão passar a incluir a condição de saúde na nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), modelo que substitui o antigo RG no país. A medida faz parte de um projeto aprovado pela Câmara dos … Leia Mais


SUS adota novo exame para rastrear câncer colorretal na população

Público-alvo abrange pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil Brasília © Câmara Municipal de Afonso Claudio/Divulgação Versão em áudio O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (21) a incorporação de um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). O Teste Imunoquímico … Leia Mais


Cursos de enfermagem têm novas diretrizes curriculares 

Formação deverá ser presencial e com duração de cinco anos Agência Brasil Brasília © Ingrid Anne/Prefeitura de Manaus Versão em áudio Os cursos de graduação em enfermagem de todo o país deverão ter formato presencial, duração de cinco anos e carga horária mínima de 4 mil horas. Além disso, o estágio supervisionado obrigatório deverá corresponder a 30% … Leia Mais


Governo anuncia R$ 2,2 bi para tratamentos contra o câncer pelo SUS

Valor é o maior já registrado na rede pública de saúde Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Brasília © Frame Canal GOV Versão em áudio O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciaram nesta sexta-feira (15) um pacote de R$ 2,2 bilhões para ampliar o acesso a … Leia Mais


Doenças respiratórias: veja dicas para proteger as crianças com a chegada do frio


A boy is sneeze into tissue and feeling sick on blue background.

Cuidados simples ajudam a evitar gripes, resfriados, bronquiolite, crises alérgicas e
outras condições comuns durante o outono e o inverno

São Paulo, 14 de maio de 2026 – Com a chegada dos dias frios de estações como o outono e o inverno, cresce a preocupação com as doenças respiratórias em crianças. As temperaturas mais baixas e o clima seco favorecem a circulação de vírus e agravam quadros como gripe, resfriado, bronquiolite, rinite, sinusite, asma, bronquite e até pneumonia.

Clique aqui para baixar a sugestão de imagem. Crédito: Magnific.

Segundo Roberta Ferreira, enfermeira do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP), as crianças são mais vulneráveis às doenças respiratórias porque ainda estão com o sistema imunológico em desenvolvimento, o que facilita a infecção por vírus e bactérias e pode agravar quadros alérgicos e respiratórios já existentes.
“Durante os meses mais frios, é comum observarmos um aumento nos casos de doenças respiratórias entre as crianças. As baixas temperaturas e o ar mais seco podem ressecar as vias aéreas e comprometer as defesas naturais do organismo, facilitando a entrada de vírus e outros agentes infecciosos. Mas com alguns cuidados simples no dia a dia, é possível reduzir bastante os riscos”, explica.
Entre as doenças mais comuns que costumam aparecer nessa época, estão:
Resfriado: infecção viral mais leve, com sintomas como coriza, espirros, tosse e congestão nasal;
Gripe: infecção viral que causa febre, tosse, dor no corpo, coriza e mal-estar. Em crianças, pode evoluir para complicações respiratórias;
Asma: doença inflamatória crônica das vias aéreas que provoca falta de ar, chiado no peito e tosse, podendo ser agravada no frio;
Bronquiolite: inflamação dos bronquíolos, comum em bebês e crianças pequenas, que pode causar chiado no peito, tosse e dificuldade para respirar;
Bronquite: inflamação dos brônquios, geralmente acompanhada de tosse, chiado e produção de secreção;
Rinite alérgica: inflamação da mucosa nasal causada por alergias, com sintomas como espirros, coriza e coceira no nariz;
Sinusite: inflamação dos seios da face, que pode causar nariz entupido, secreção, dor facial e tosse;
Pneumonia: infecção dos pulmões causada por vírus, bactérias ou fungos, com sintomas como febre alta, tosse e dificuldade respiratória.
DICAS PARA PREVENIR DOENÇAS RESPIRATÓRIAS EM CRIANÇAS
A profissional do BIS elenca, abaixo, medidas simples para que pais e responsáveis colaborem para manter longe as doenças oportunistas desse período.
Mantenha a vacinação da criança em dia: a vacina contra a gripe e os imunizantes previstos no calendário vacinal ajudam a prevenir infecções e complicações;
Ensine e incentive a higiene das mãos: oriente a criança a lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel com frequência, evitando a transmissão de vírus e bactérias;
Deixe os ambientes ventilados: mesmo em dias frios, é importante abrir janelas e permitir a circulação de ar;
Evite mudanças bruscas de temperatura: evite expor a criança a ambientes muito quentes, e logo depois a locais frios, isso favorece irritações respiratórias;
Incentive a hidratação: manter a criança hidratada ajuda a manter as vias respiratórias hidratadas e protegidas;
Ofereça alimentação equilibrada: frutas, legumes e alimentos ricos em nutrientes ajudam a fortalecer a imunidade;
Redobre os cuidados com a limpeza da casa: poeira, mofo, ácaros e pêlos de animais podem agravar alergias e doenças respiratórias;
Lave roupas e cobertores guardados: peças armazenadas por muito tempo acumulam poeira e podem causar crises alérgicas;
Evite exposição da criança à fumaça e cheiros fortes: cigarro, produtos de limpeza e perfumes intensos irritam as vias respiratórias;
Evite contato da criança com pessoas gripadas: isso reduz o risco de transmissão de vírus respiratórios;
No caso dos bebês, mantenha o aleitamento materno: o leite materno ajuda a proteger contra infecções.
PARCERIA FAMÍLIA E ESCOLA
A prevenção e o cuidado com doenças respiratórias infantis também dependem de uma atuação conjunta entre família e escola. Segundo Roberta, os pais e responsáveis devem estar atentos aos sintomas que exigem avaliação médica e comunicar a instituição de ensino sempre que a criança apresentar sinais de adoecimento.
“Febre persistente, chiado no peito, dificuldade para respirar, respiração acelerada, cansaço excessivo, recusa para comer ou beber e prostração são alguns sinais de alerta. Quando a criança apresenta dificuldade para respirar, a barriga ‘afundando’ ao respirar ou coloração arroxeada nos lábios, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente”, alerta.
No ambiente escolar, medidas preventivas ajudam a reduzir a disseminação dessas doenças, como a higienização frequente dos espaços, orientar as crianças sobre etiqueta respiratória, como cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, e o monitoramento de sintomas ao longo da rotina.
“Escola e família precisam caminhar juntas nesse processo. Enquanto a escola adota práticas de prevenção e acompanha o bem-estar dos alunos, os pais têm um papel essencial ao observar sintomas, buscar orientação médica quando necessário e manter a criança em casa durante a recuperação, evitando a transmissão para colegas e professores”, finaliza a enfermeira do Colégio BIS.
A especialista: Roberta Ferreira é enfermeira e atua há quase 14 anos no Brazilian International School, em São Paulo, com experiência em enfermagem escolar, promoção da saúde e cuidado diário dos alunos. 


Sobre a ISP – International Schools Partnership

A International Schools Partnership (ISP) é um grupo internacional presente em 25 países, com 109 escolas privadas e mais de 92.500 estudantes em todo o mundo. A ISP apoia e capacita as instituições de ensino, desenvolvendo novos padrões de excelência em educação, para transformar as escolas em referência em suas comunidades locais e no setor educacional global. O aluno da ISP está no centro da jornada de aprendizagem e é preparado para o futuro, tendo acesso a educadores apaixonados e experientes, e ferramentas para que adquira confiança, conhecimento e habilidades; e aprimore seu aprendizado acadêmico, pessoal, social e emocional em um ambiente seguro, acolhedor e inclusivo. Para mais informações, acesse o site.



Brasileiro morre e se torna primeira vítima do hantavírus no país


Homem de 46 anos apresentava histórico de contato com roedores silvestres

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Imagem ilustrativa de roedor silvestre
Imagem ilustrativa de roedor silvestre – Foto: Reprodução | Pexels

Um homem de 46 anos se tornou a primeira vítima do hantavírus no Brasil em 2026. O caso foi registrado na cidade de Carmo do Paranaíba-MG e a informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais.

O paciente, que apresentava histórico de contato com roedores silvestres, morreu em fevereiro deste ano. O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva dois animais infectados.

Nos últimos dias, um surto da doença foi registrado a bordo de um navio em Cabo Verde, na África, que seguiu para as Ilhas Canárias. Ao menos três mortes foram confirmadas entre passageiros do cruzeiro, enquanto outros seguem hospitalizados em estado grave.

De acordo com o Ministério da Saúde, casos confirmados de hantavírus no país não têm qualquer relação com a situação internacional atualmente monitorada pela Organização Mundial da Saúde. Contudo, o Brasil registrou 35 casos ano passado, além de mais sete em 2026.

Hantavírus

Quando infecta humanos, a a hantavirose pode causar aceleração dos batimentos cardíacos, dificuldade e aceleração na respiração, tosse seca e pressão baixa. Até então, não existem vacinas ou tratamentos específicos contra o vírus.

Aguda e de evolução rápida, a doença deve ser notificada em até 24h para as Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde e Ministério da Saúde, através da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS).


Estudantes de Medicina realizam intercâmbio em Boston


Primeira turma do Clerkship for Medical Students 2026 embarcou neste mês de maio

Além de conhecer uma nova cultura e praticar a língua inglesa, cinco alunos do curso de Medicina, da Universidade Tiradentes (Unit), embarcaram neste mês de maio para Boston, nos Estados Unidos, para realizar um internato médico, ou seja, intercâmbio acadêmico.

Os estudantes de Aracaju e Estância (SE) foram selecionados pelo Programa Clerkship for Medical Students, resultado da parceria entre a instituição e a rede de hospitais Cambridge Health Alliance (CHA). São seis semanas nas instalações hospitalares conveniadas ao programa.

O Programa já está consolidado ao ponto de os estudantes e suas famílias se prepararem, desde o início do curso, para sua participação. Para o diretor acadêmico da Unit, professor Marcos Wandir Lobão, está verticalizado. “O que eu estou dizendo é que alcança os alunos que estão entrando. Eles e suas famílias se preparam, porque apesar de academicamente ser muito importante essa imersão de seis semanas em Boston – dentro de um dos principais hospitais dos Estados Unidos -, tem uma preparação financeira, psicológica e a de vencer os desafios de estar em outra cultura, saber lidar com os sucessos e os pequenos desafios que vão surgir num lugar muito rico em conhecimento”, comenta o professor.

Uma das alunas do curso de Medicina Aracaju, cidade há pouco mais de 300 quilômetros da capital baiana, que irá embarcar no mês de maio para Boston é Maria Fernanda Santana Barroso. Para ela, o momento é de nervosismo, mas de realização de um sonho antigo. “Desde sempre eu quis fazer um programa de intercâmbio e como futura médica, acho que vai ser importante para os meus pacientes, porque vou ter uma nova bagagem que vem de fora, com uma nova visão. Então vai ser importante para minha formação médica mesmo”, diz.

“Escolher participar desse intercâmbio é poder trazer experiências novas para o tratamento e o convívio com nossos pacientes, e esse intercâmbio trará uma riqueza muito grande de informação por ser um centro de pesquisa renomado. Na área que eu quero, que é ortopedia e traumatologia, eu acho que vou estar muito bem servido, com muitos professores pesquisadores e companheiros, lado a lado. É uma experiência que, quem puder fazer, é irrecusável”, acredita o aluno do curso de Medicina em Estância, Lucas Nunes.

O Programa – Promovido desde 2021, pela Universidade Tiradentes (Unit), a partir de sua parceria com o Cambridge Health Alliance (CHA), o Programa Clerkship for Medical Students oferta seis semanas de atividades práticas na rede de hospitais do complexo de saúde, em Boston, nos Estados Unidos. Os interessados se inscrevem a partir do lançamento de edital ao longo dos semestres.

Ao todo, são oferecidas 15 vagas para o internato, divididas em três turmas que são enviadas a Boston ao longo do ano: a primeira entre 4 de maio e 12 de junho, a segunda entre 24 de agosto e 12 de outubro, e a terceira entre 26 de outubro e 2 de dezembro. Os estudantes selecionados ficam isentos de taxas na Instituição parceira e também serão contemplados com uma bolsa de apoio à mobilidade, no valor de R$ 7 mil.

Podem participar os estudantes de Medicina que estejam em seus dois últimos anos (do 9º ao 12º semestre), nos cursos da Unit no Campus Farolândia (Aracaju) e no Campus Estância. Na edição deste ano, pela primeira vez, a participação no programa também será aberta aos alunos da Faculdade Tiradentes de Goiana (Fits Goiana), em Pernambuco.

Foto: Asscom Unit


Anvisa suspende venda de xaropes com clobutinol


Substância aumenta risco de arritmias cardíacas

Agência Brasil
Brasília
Anvisa suspende venda de xarope por risco de arritmia grave.
Produtos com a substância clobutinol não podem ser comercializados no país. Foto: Original_Frank/ Pixabay
© Original_Frank/ Pixabay
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (27), a suspensão imediata da venda e do uso de todos os medicamentos que contenham a substância clobutinol. O componente é utilizado na formulação de diversos xaropes antitussígenos comercializados no mercado brasileiro.

A decisão fundamenta-se em um parecer técnico da Gerência de Farmacovigilância do órgão, que identificou um aumento significativo no risco de arritmias cardíacas graves em pacientes que utilizam a substância. Segundo a agência, a gravidade dos efeitos colaterais supera qualquer benefício terapêutico oferecido pelo fármaco.

resolução foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda (27) e já está em vigor.

Edição:  Lílian Beraldo


Doula: regulamentação reforça integração da categoria ao SUS


Medida é recebida como avanço pelas associações da classe

Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil
São Paulo
Doula
© Mariana Raphael/Arquivo-SES
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A recente regulação da profissão de doula, ocorrida na quarta-feira (8) da semana passada, permitiu um tratamento igual às profissionais em todo o país, incorporando conquistas que algumas redes estaduais e municipais alcançaram com legislações próprias. Ela trouxe, também, maior integração com o Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi bem recebida pelas associações de trabalhadoras.

O texto da lei define as atribuições das doulas, de uma forma ampla e com algum grau de indeterminação, não limitando sua atuação. Ela, porém, separa a atuação das profissionais em pré-parto, parto e pós-parto, e as posiciona em relação a outras profissões presentes na atenção às mães e bebês. Em relação às funções.

A lei define que não cabe à doula realizar procedimentos médicos, fisioterápicos e de enfermagem, assim como prescrever ou administrar substâncias farmacológicas, como medicamentos.

A limitação não enfraquece a profissão e, ao defini-la, permite uma atuação mais equilibrada e favorece a relação com os outros profissionais envolvidos, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, obstetras e enfermeiros-obstetras, técnicos e auxiliares de enfermagem, entre outros.

“A gente atua diretamente com as mulheres e entende que as doulas contribuem muito para esse cuidado mais humanizado e que no SUS assumem um papel de fortalecimento, principalmente para as mulheres que estão em uma situação de vulnerabilidade, para quem a presença das doulas se torna essencial”, explica Gislene Rossini, diretora da Associação das Doulas do Estado de São Paulo (Adosp) e diretora executiva da Federação Nacional de Doulas do Brasil (Fenadoulas).

O papel principal da doula, defende Rossini, está no acolhimento qualificado que a profissão promove, desenvolvendo um elo com a gestante, a família e a rede de apoio, desde os primeiros encontros, ainda no pré-natal.

“Isso modifica a vida daquela mulher e do seu ambiente familiar”, complementa. Esse apoio fortalece os vínculos em formação e apoia a tomada de consciência, por parte da mulher, acerca de seu papel de protagonismo no parto.

Essa atuação ocorre em relação de troca e fortalecimento dos outros profissionais do processo. Não há, afirma Rossini, uma disputa com outras profissões, mas uma possibilidade de construção conjunta em favor das mulheres.

Para a diretora da Adosp, a regulamentação é importante também neste sentido, pois reforça o papel das doulas e permite vencer resistências.

“No geral, a lei traz mais clareza para a população e o reconhecimento de que a profissão existe e o que ela é, e isso deve aumentar, observando os resultados que nosso trabalho traz para a população como um todo”, analisou.

“Ela vem somar com essa equipe, trazendo as mulheres muito mais preparadas para esse momento do parto. É uma presença que qualifica um cuidado que já existe”, completa Rossini, destacando que vê na ampliação do papel das doulas no SUS um caminho natural para os próximos anos, a partir do qual será possível ampliar o acesso aos direitos das mulheres, com atendimento gratuito e de qualidade.

A lei teve boa acolhida institucional. Além do reconhecimento pelo Executivo e pelo Legislativo outras profissões já buscam formas de integrar estas profissionais às equipes. É o caso da área de enfermagem, que inclui enfermeiros, obstetrizes, auxiliares e técnicos, cujo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), tem uma postura de acolhimento à profissão de doula.

“O Cofen vê essa regulamentação com equilíbrio e maturidade institucional. A presença da doula é positiva especialmente no acolhimento, no suporte emocional e no fortalecimento de uma experiência de parto mais humanizada”, diz à Agência Brasil o coordenador da Câmara Técnica de Saúde da Mulher no Cofen, Renne Cosmo da Costa.

“A enfermagem brasileira tem compromisso histórico com a humanização do parto e com o respeito às escolhas das mulheres e o ideal é que essa integração aconteça de forma harmoniosa, com papéis bem definidos”, destaca.

“Consideramos positiva toda a iniciativa que fortalece o cuidado, preserva a segurança da assistência e respeita os limites da atuação de cada profissional”, completa.

Da Costa considera, ainda, que essa integração pode fortalecer a humanização no SUS, valorizando o processo de formação de vínculos dentro do papel de atenção multiprofissional que já é característico do nosso sistema de saúde.

“Não são ideias ou atuações opostas. Elas precisam caminhar juntas e quando cada atuação é respeitada dentro do seu campo quem ganha é a mulher, quem ganha é o sus, quem ganha é a qualidade da assistência e toda a sociedade”.

Presença é antes do parto

O pré-parto não é apenas o momento de planejar ter uma doula consigo, mas também o começo da atuação dessa profissional. Enquanto a lei posiciona a doulagem nesta fase como facilitadoras para o acesso à informação e incentivadoras do pré-natal, a importância da busca pelos caminhos que a família irá escolher para o parto são parte essencial e importante do processo. O posicionamento é de Maria Ribeiro, presidenta da Associação de Doulas da Bahia (Adoba).

“É atuar no acolhimento, na escuta ativa e no suporte emocional, é o amparo, é a indicação de profissionais que estejam alinhados com o que a família e a mulher desejam. Então a doula se torna uma grande orientadora durante o processo de gestação”, afirma.

Ribeiro considera positivo o caminho de construção e as possibilidades abertas a partir da aprovação da Lei Nº 15.381, pois facilitará vencer a resistência que ainda é vista pela categoria em muitas redes de saúde no país. Nelas, alguns profissionais ainda olham com ressalvas para as doulas, achando que irão interferir em condutas ou sugerir algo que esteja em desacordo com as melhores condutas técnicas.

“Infelizmente muitos profissionais ainda não entendem que somos aliadas”, diz a presidente da Adoba.

Hora do parto

“Durante o trabalho de parto, o papel da doula é o de oferecer suporte físico e emocional. Oferecemos técnicas de alívio da dor, que são maneiras não farmacológicas de trazer conforto”, explica Ribeiro.

“Também propomos posições e movimentos, mas muitas vezes é o olho no olho, são as palavras de afirmação e também orientamos a família para que durante o processo do trabalho de parto tome decisões e escolhas conscientes de acordo com aquilo que foi planejado”, completa.

O papel delas, e nisso concorda com Rossini, é o de estabelecer o diálogo entre equipe e família, num momento de cansaço e, para a parturiente, também no qual pode haver um grau considerável de vulnerabilidade. Essa troca, ressalta, pode ser facilitada pela confiança construída durante todo o processo, o que nem sempre é possível de construir com outros membros da equipe.

Para a diretora da Adosp, o perfil acolhedor da doula não é mera vocação ou qualquer sorte de dom natural. A técnica vem de formação contínua e atualização constantes, reforçadas nos encontros que as associações promovem. Assim como outras profissões de saúde que exigem o ensino médio e uma formação específica, a reciclagem é importante e estratégica para a categoria.

“Com a sanção [da lei] fixa-se um curso de pelo menos 120 horas, incluindo estudos e atuação. Hoje a gente tem essas orientações e a preocupação de ter doulas ensinando doulas. A federação tem um levantamento dos cursos existentes e de quais estão dentro do necessário, e entendemos que ser doula é um processo que envolve dedicação contínua”, reforça Rossini.

Pós-parto

 

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Pós-parto: papel  não se esgota com a saída da sala de cirurgia ou mesmo a alta hospitalar para mães e bebês. Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O papel destas profissionais não se esgota com a saída da sala de cirurgia ou mesmo a alta hospitalar para mães e bebês. A orientação da doula resgata o que foi conversado e mesmo treinado antes da hora e se estende ao auxílio com técnicas para facilitar a rotina, incluindo educação voltada para a amamentação, os cuidados na recuperação da mãe e na adaptação da criança, um momento de muitas dúvidas e inseguranças.

“Acompanhar esse processo é uma forma de torná-lo mais leve e tranquilo, em meio a uma série de novidades e adaptações”, defende Ribeiro.

Edição: Aécio Amado