Novo remédio contra Alzheimer pode reduzir declínio cognitivo em 50%

Medicamento experimental que atua sobre a proteína tau mostrou resultados promissores em pacientes com Alzheimer em grau leve Isabella França  Magnfic Uma nova terapia experimental para a doença de Alzheimer apresentou resultados promissores em um estudo internacional e deve avançar para a fase 3, considerada a última etapa antes de um possível pedido de aprovação pelas … Leia Mais


SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

Farmanguinhos internaliza processo desde 2020 e aguarda aval da Anvisa Tâmara Freire – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro © Agência de Notícias da Aids/ Divulgação Versão em áudio A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o principal remédio utilizado para o tratamento do HIV no Brasil, o antiretroviral dolutegravir, … Leia Mais


Martagão realiza procedimento inédito para pacientes cardiológicos do hospital

O Hospital Martagão Gesteira realizou, em julho, um procedimento inédito para pacientes cardiológicos da instituição. Com a implantação da técnica de Fechamento Percutâneo de Comunicação Interatrial (CIA) e a ampliação da estrutura hospitalar, foi realizada a primeira intervenção em um adolescente de 14 anos diagnosticado com essa cardiopatia congênita, caracterizada por uma abertura no septo … Leia Mais


SUS oferta insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos

  Mais moderno, remédio tem dose diária única Agência Brasil Brasília © MS/Divulgação Versão em áudio O Ministério da Saúde está substituindo gradualmente a insulina NPH pela glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida beneficiará pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 … Leia Mais


Perder fôlego ao subir escada pode ser sinal de insuficiência cardíaca

Dia nacional de alerta contra a doença é lembrado nesta quinta-feira Tâmara Freire – Repórter da Agência BrasilRio de Janeiro © Reuters/Direitos Reservados Versão em áudio Perder o fôlego ao subir uma escada pode não ser apenas falta de condicionamento físico. Nesta quinta-feira (09), a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) chama atenção para o Dia … Leia Mais


Vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV é prorrogada


Agora o programa de imunização vai até dezembro

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
Brasília
Brasília - Alunas do Centro de Ensino Fundamental 25, em Ceilândia, são vacinadas contra o papiloma vírus humano - HPV (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Ministério da Saúde prorrogou a vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV até 31 de dezembro deste ano. A estratégia de resgate vacinal de jovens que não receberam a dose na idade recomendada seria encerrada este mês.

Em ofício, a pasta reforçou a importância do resgate vacinal para a ampliação do acesso de adolescentes ainda não imunizados e reafirmou a necessidade de estados e municípios intensificarem as ações voltadas para a vacinação desses jovens.

“O monitoramento dessa vacinação de resgate apresenta avanços, mas os dados ainda são insuficientes para alcançarmos os mais de 600 mil adolescentes contemplados, necessitando, portanto, o incremento de estratégias voltadas para ações extramuros, como nas escolas, universidades e outros locais”, destacou o ministério.

No documento, a pasta citou ainda a importância de parcerias com sociedades científicas, órgãos de classe, organizações não governamentais, igrejas e mídias, com o objetivo de ampliar a divulgação para a sociedade sobre a segurança e efetividade da vacina.

Dados coletados até junho deste ano indicam que 287.647 adolescentes com idade entre 15 e 19 anos foram imunizados contra o HPV, sendo 124.172 do sexo feminino e 163.502 do sexo masculino.

Esquema vacinal

A vacina contra o HPV faz parte da rotina do calendário nacional para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Desde 2024, o Brasil adotou o esquema de dose única, substituindo o modelo anterior de duas doses e simplificando o acesso à imunização.

Para pessoas imunocomprometidas, como as que vivem com HIV/aids e pacientes oncológicos e transplantados, o esquema vacinal permanece com três doses.

A mesma recomendação se aplica a usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP) entre 15 e 45 anos e a vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.

Análise

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, lembra que o HPV é o principal vírus causador de diversos tipos de câncer, sobretudo o de colo de útero, mas também está relacionado ao câncer anal, câncer de boca, de cabeça, de pescoço, de ânus, de vulva e de vagina.

“São diversos tipos de câncer que partem do princípio de uma infecção prévia pelo vírus. Ele promove uma alteração na mucosa desses locais e indivíduos que não conseguem eliminá-lo após a exposição persistem com essa infecção por tempo prolongado, levando à uma diferenciação dessas células, causando, no futuro ou na persistência dessa infecção, esses tipos de câncer,” explicou Kfouri.

Segundo ele, o objetivo da imunização é evitar que mulheres e homens, ao se exporem ao HPV, se infectem e fiquem com o vírus de forma persistente. “A vacinação de adolescentes foi demonstrada, em diversos locais do mundo, a idade mais eficaz – não só no desempenho da vacina, mas também pelo momento.”

“Ao vacinar antes da exposição ao vírus, já que é um vírus de transmissão basicamente sexual, você evita e consegue obter o melhor desempenho da vacina., que é proteger contra todos os tipos contidos na dose”, completou.

O médico destacou ainda que a estratégia de imunizar meninos e meninas amplia o poder de proteção por meio da redução da transmissão do vírus e que países que adotaram a ação obtiveram reduções expressivas em verrugas genitais, cânceres de vagina e vulva e, principalmente, no câncer de colo de útero.

“É uma vacina extremamente segura e altamente eficaz. Uma das mais eficazes que nós já desenvolvemos no mundo. Ao ponto da Organização Mundial da Saúde falar hoje em eliminar o câncer de colo de útero”, concluiu Kfouri.


Candidatos a residência médica e em saúde já podem se inscrever para o Enare 2026/2027


As inscrições para o Exame Nacional de Residência (Enare) 2026/2027 começaram nesta segunda (15/6). Processo seletivo unificado é destinado a programas de residência médica e residência em área profissional da saúde

 

Foto: Divulgação/HU Brasil

 

As inscrições para o Exame Nacional de Residência (Enare) 2026/2027 foram abertas nesta segunda-feira (15/6) pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da HU Brasil. O exame é o processo seletivo unificado de abrangência nacional destinado ao ingresso em programas de residência médica e de residência em área profissional da saúde, nas modalidades multiprofissional e uniprofissional. O objetivo é democratizar o acesso à residência médica e otimizar a ocupação de vagas.
As inscrições devem ser realizadas até o dia 29 de junho pelos estudantes de medicina para as especialidades com acesso direto. Já para as residências médicas que exijam pré-requisito, ano adicional e área de atuação e para a residência em área profissional da saúde (multiprofissional e uniprofissional), as inscrições poderão ser efetuadas até 15 de julho de 2026.
EDITAIS – Os editais de seleção podem ser acessados na página oficial do Enare e detalham todas as normas para participação no certame, incluindo orientações sobre inscrição, etapas de avaliação, critérios de classificação, documentação exigida, prazos e demais procedimentos necessários.
PROVAS – As provas serão aplicadas em 60 cidades brasileiras, com data prevista para 13 de setembro de 2026. As taxas de inscrição foram fixadas em R$ 330 para residência médica e R$ 220 para os programas de residência em área profissional da saúde.
NOVAS REGRAS – A Resolução CNRM nº 4/2026 atualiza regras relacionadas à seleção para programas de residência médica. A norma prevê que a prova do Enare poderá utilizar métodos de avaliação baseados em escala de proficiência, inclusive com aplicação da Teoria de Resposta ao Item (TRI), a mesma usada para correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
De forma simplificada, a TRI é uma metodologia que permite avaliar o desempenho dos candidatos considerando o nível de dificuldade das questões e o padrão das respostas. O modelo pode contribuir para uma avaliação mais padronizada. A norma também prevê que os processos seletivos para programas de residência médica de especialidades com pré-requisito, áreas de atuação ou anos adicionais poderão utilizar os resultados do Enare, conduzido pela HU Brasil, como etapa de avaliação cognitiva ou de conhecimentos teóricos.
ENAMED – Neste 15 de junho, também se iniciaram as inscrições para o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2026. O Enamed é obrigatório para estudantes concluintes dos cursos de graduação em medicina avaliados no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2026. Entretanto, o exame também poderá ser realizado de forma voluntária por médicos já graduados interessados em utilizar os resultados nos processos seletivos das especialidades médicas de acesso direto do Enare 2026/2027.
Leia mais – Enamed: inscrições abertas para edição de 2026

HU BRASIL – O Enare é conduzido pela HU Brasil e apoia instituições de todo o país na seleção de candidatos para programas de residência médica, multiprofissional e uniprofissional em saúde. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011, a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e às instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.

 

 

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


Dengue: Anvisa cria grupo para avaliar segurança da vacina do Butantan


Serão analisados eventos adversos, benefícios e riscos do imunizante

Agência Brasil
Brasília
09.02.2026 - SP inicia campanha de vacinação com a Butantan-DV e é primeiro estado a distribuir imunizante para todos os municípios - Para o início da campanha, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) enviou 99 mil doses ao estado. Foto: Governo de SP
© Governo de SP
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Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu nesta terça-feira (16) grupo de trabalho para aprofundar a avaliação da segurança da vacina contra a dengue Butantan-DV

De acordo com a Portaria nº 715/2026, cabe ao novo colegiado coordenar e dar suporte técnico às atividades de um painel de especialistas, responsável por analisar dados clínicos de eventos adversos notificados após a aplicação do imunizante.

Segundo a norma, o grupo de trabalho atuará na avaliação de informações complementares apresentadas pelo detentor do registro da vacina e na consolidação de dados necessários para revisar o perfil de risco e benefício do produto.

A iniciativa ocorre no contexto do monitoramento contínuo da segurança de vacinas, conhecido como farmacovigilância.

Composição

O grupo será formado por representantes de diferentes áreas da Anvisa, incluindo setores responsáveis por produtos biológicos, farmacovigilância, monitoramento de produtos e inspeção sanitária, além de diretorias da agência.

Há previsão de participação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, como convidado nas atividades.

O painel de especialistas terá caráter consultivo e será formado por profissionais externos à agência, escolhidos com base em critérios de qualificação técnica, experiência profissional e ausência de conflito de interesses. A participação será voluntária e não remunerada.

Decisão

A portaria estabelece que as conclusões do grupo de trabalho e do painel de especialistas servirão como subsídio técnico para decisões da Diretoria Colegiada da Anvisa, responsável pelas deliberações finais.

O grupo terá duração indeterminada e poderá permanecer em atividade enquanto houver necessidade de acompanhamento e análise relacionados à segurança da vacina.

Edição: Talita Cavalcante


Diagnosticar cardiopatias congênitas cedo aumenta qualidade de vida


Cerca de 30 mil crianças nascem por ano no Brasil com esse problema

Alana Gandra – repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro
Crianças brincando em cima do tapete. Brincadeira de Criança. Foto: visoot/ Adobe Stock
© visoot/ Adobe Stock
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Cerca de 30 mil crianças com algum tipo de malformação no coração nascem no Brasil a cada ano, segundo o Ministério da Saúde. Nesta sexta-feira (12), quando se celebra o Dia Nacional de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, a coordenadora da Divisão de Cardiologia da Criança e do Adolescente do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Renata Mattos, destaca que o acesso ao diagnóstico está aumentando no país.

“Aqui, na Região Sudeste, a gente tem mais acesso do que na Região Norte, por exemplo. Mas, de forma geral, a gente vê que o diagnóstico está sendo feito e o acesso ao tratamento está cada vez melhor”, avalia a cardiologista pediátrica, que é especialista em hemodinâmica de cardiopatias congênitas.

Considerada uma das principais causas de mortalidade infantil por malformações, a condição exige diagnóstico precoce e acompanhamento especializado para aumentar as chances de sobrevivência e a qualidade de vida dos pacientes.

A estimativa mundial é que em torno de 1% de todas as crianças nascidas vivas vão ter algum tipo de cardiopatia, sendo que, desse total, 30% precisam de atenção logo na primeira infância.

Renata Mattos explicou à Agência Brasil que o nome cardiopatia congênita engloba várias doenças, com diferentes níveis de gravidade.

“É qualquer malformação no coração da criança que acontece quando o bebê está se formando ainda dentro da barriga da mãe. Então, o coração se forma com algum tipo de estrutura errada”.

Diagnóstico fetal

A cardiologista pediátrica explica que, quando o problema é detectado ainda dentro da barriga da mãe, durante a gestação, é possível que haja cirurgias para corrigi-lo em alguns casos. Entretanto, é raro que haja indicação para tal.

“Na grande maioria das vezes, quando a gente faz o diagnóstico ainda dentro da barriga, no feto, isso serve principalmente para a gente planejar como vai ser o fim da gestação, como vai ser o parto”.

Se, por exemplo, se detecta um tipo de cardiopatia que pode precisar de tratamento assim que o bebê nascer, esse parto precisa ocorrer em um lugar que tenha uma UTI, para que seja realizada uma cirurgia ou cateterismo. Já se for uma doença menos grave, a mãe pode seguir a gestação normalmente e ter o parto como estava planejado.

Em algumas doenças muito graves, se não houver tratamento nos primeiros dias de vida, o bebê pode não sobreviver. Já as cardiopatias menos graves podem apresentar sintomas ou alguma repercussão mais tarde.

Atenção aos sinais

Quando o bebê não é diagnosticado com uma cardiopatia grave ao nascer, as famílias devem prestar atenção a alguns sinais que podem indicar problemas cardíacos.

Durante o acompanhamento com o pediatra, é preciso ver se a criança está crescendo e ganhando peso dentro da curva esperada para ela.

“Se houver muita dificuldade de ganhar peso, tem que investigar se não é alguma coisa cardíaca”, indica a cardiologista.

Também é preciso atenção ao bebê que não consegue mamar, que mama pouco e cansa ou que apresenta uma respiração muito acelerada ou cansada.

“São sinais de atenção para que os pais procurem atendimento cardiológico para o filho”.

Outro sintoma, no caso de problemas de oxigenação do sangue, é a criança ficar arroxeada, principalmente na ponta do nariz e nos lábios.

Já crianças mais velhas podem relatar, por exemplo, dor no peito ou sensação de palpitação, que pode ser causada por alguma arritmia.

Vida normal

É comum que as cardiopatias congênitas sejam solucionadas com um único procedimento. Mas, em outros casos, o paciente tem que fazer várias cirurgias em sequência, desde o nascimento até a vida adulta.

“Quando você diagnostica direitinho, a possibilidade de a pessoa ter uma vida normal é imensa”, afirmou Renata Mattos.

Os profissionais que tratam esses pacientes têm de ficar atentos porque, à medida que eles envelhecem, além da cardiopatia congênita, eles passam a ter “os problemas de adulto”, como hipertensão ou colesterol alto. A médica destaca que os pacientes com cardiopatias estão cada vez mais sobrevivendo, trabalhando e tendo uma vida normal, com acompanhamento médico.

“Antigamente, a gente achava que essas crianças não podiam fazer nada, não podiam fazer nenhum esporte, e isso não é verdade. Hoje em dia, a gente até estimula que esses pacientes façam exercícios”.

Três cirurgias

Nathan Senna Alves foi diagnosticado com cardiopatia congênita grave ao nascer. Sua tia, que era enfermeira, o levou ainda bebê para a instituição Pró Criança Cardíaca, que atende a crianças com esse problema de saúde há 30 anos.

“A doutora Rosa [fundadora da instituição] me acolheu desde que eu nasci. Fiz meu acompanhamento todo e, com 2 anos, tive que operar pela primeira vez. Sempre me tratei lá. Foi a minha segunda casa, desde que eu nasci”, disse Nathan Senna Alves, hoje com 30 anos, à Agência Brasil.

Aos 6 e aos 18 anos de idade, ele operou mais duas vezes, para trocar válvulas do coração. “Operei com 18 anos, no dia do meu aniversário, que é 19 de maio”.

Nathan é casado, tem um filho de 12 anos e não teve complicações depois da terceira cirurgia. Atualmente, ele se trata na Policlínica Piquet Carneiro, vinculada à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

A cardiologista pediátrica Rosa Célia, criadora do projeto, contou à Agência Brasil que histórias como a de Nathan mostram a importância do acesso à saúde.

“Quando há diagnóstico precoce e acesso ao tratamento adequado, a cardiopatia congênita não precisa definir os limites de uma vida”.

Ao longo dessas três décadas, a instituição atendeu mais de 16 mil crianças e adolescentes e realizou 130 mil atendimentos, garantindo cuidado completo e gratuito às famílias assistidas.

Acompanhamento no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acompanhamento integral às crianças com cardiopatia congênita, desde o ecocardiograma no pré-natal até cirurgias de alta complexidade.

Os principais pilares de atuação e prevenção no Brasil incluem:

  • Ecocardiograma Fetal: Exame recomendado pelo ⁠Ministério da Saúde para ser realizado entre a 24ª e 28ª semana de gestação para detectar anomalias antes do nascimento;
  • Teste do Coraçãozinho (Oximetria de Pulso): Triagem neonatal obrigatória realizada nos recém-nascidos ainda na maternidade, entre 24 e 48 horas de vida, para identificar precocemente cardiopatias críticas.
  • Linha de Cuidado do SUS: Pacientes diagnosticados são encaminhados para a rede especializada, onde podem receber tratamento clínico ou cirúrgico custeado integralmente pelo Sistema Único de Saúde.
  • Edição:Vinicius Lisboa

Anvisa anuncia recolhimento voluntário de lote da água Crystal sem gás


Laudo laboratorial feito pela empresa constatou presença de bactéria

Agência Brasil
Brasília
Brasília (DF), 03/06/2026 – Lote da água mineral Crystal sem gás tem recolhimento voluntário
Unidades do produto foram distribuídas nos estados de SP, GO, TO e DF.
Foto: Anvisa/Divulgação
© Anvisa/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (3) a Resolução 2.247/2026, na qual comunica o recolhimento voluntário do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da Água Mineral Natural sem Gás da marca Crystal. 

O produto é fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda (CNPJ: 07.245.544/0001-62), localizada em Luziânia, em Goiás. A própria empresa determinou o recolhimento após laudo laboratorial constatar contaminação pela bactéria Pseudomonas.

O lote é composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml e foi distribuído no Distrito Federal (230.443), em cidades vizinhas de Goiás (66.768), em Tocantins (1.439) e no interior de São Paulo (75.750). Ainda segundo a Mineração Bom Jesus, até o momento não há registro de reclamações de consumidores relacionadas a esse lote nos canais oficiais de atendimento.

Bactéria Pseudomonas

O recolhimento voluntário está sendo feito “após a emissão de laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostra do produto coletada durante ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do DF (Divisa/DF) para análise de alimentos”.

Segundo a empresa, a contraprova, que gerou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo, foi realizado conforme “previsão do Guia para Harmonização de Procedimentos no Âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, e o resultado confirmou a presença da bactéria na amostra analisada”. Diante do resultado, a Divisa/DF determinou a interdição do local e comunicou o caso à Anvisa.

Orientação ao consumidor

A Anvisa orienta os consumidores que verifiquem sem têm em casa unidades do lote LZ1 VAL 200127, fabricado em 20/1/2026 e com validade até 20/01/2027. “Caso tenham o produto em casa, não devem consumi-lo e precisam aguardar as orientações públicas da empresa sobre devolução e reembolso”.

“De acordo com as informações apresentadas pela empresa à Anvisa, o recolhimento do produto foi iniciado imediatamente em distribuidoras, e cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis nas prateleiras para compra pelo consumidor”.

A Anvisa comunicou ainda que a Mineração Bom Jesus protocolou documentos junto à Agência no qual demonstra a abertura de “investigação interna abrangente para avaliar a ocorrência e suas possíveis causas. Representantes da empresa se reuniram com a Agência, prestaram esclarecimentos e vêm cooperando com as autoridades sanitárias, adotando providências de forma diligente”.

“A investigação sobre o caso segue em andamento, com acompanhamento da Anvisa e das vigilâncias sanitárias envolvidas. Até o momento, as informações disponíveis, incluindo o laudo fiscal e as evidências apresentadas, indicam ocorrência restrita ao lote informado”, acrescentou.

Nota

A Mineração Bom Jesus  informa, por meio de nota à imprensa, que o lote, envasado em janeiro, tem “distribuição restrita e foi comercializado apenas no Distrito Federal, em municípios específicos do Tocantins (Arraias, Combinado e Novo Alegre), de Goiás (Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás e Cristalina, Formosa, Campos Belos, Alexânia, Abadiânia e Catalão) e nas cidades de Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí (SP)”.

Diz ainda que, desde a notificação da contaminação, foram feitas análises em mais de 300 amostras no processo e nos produtos, todas negativas para quaisquer microrganismos indicadores de contaminação.

A empresa reforça o “compromisso permanente com elevados padrões de qualidade e segurança, reconhecidos internacionalmente, e seguimos cooperando de forma técnica, responsável e transparente com as autoridades competentes”.

Ressalta que a comunicação se “refere exclusivamente ao lote mencionado, envasado pela Mineração Bom Jesus (MBJ), não havendo qualquer relação com outros lotes ou produtos da marca Crystal”.

A fabricante orienta consumidores que eventualmente tenham unidades do lote P 200126 (leia-se na embalagem LZ1 VAL 200127 3 P 200126) a contactarem o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para orientações sobre substituição ou reembolso. O contato pode ser feito pelo telefone: 0800 061 5000 ou pelo e-mail [email protected].

*Texto alterado às 10h59 para acréscimo de informação

Edição: Aécio Amado