Uso de Mounjaro levanta alerta sobre inflamação grave no pâncreas

Remédios populares para emagrecer são associados a casos graves de pancreatite Por Victoria Isabel   Mounjaro – Foto: Divulgação A agência reguladora de medicamentos do Reino Unido emitiu um alerta após a notificação de casos graves de pancreatite em pacientes que utilizam as famosas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Wegovy, indicados para o tratamento do diabetes tipo 2.Em parte dos registros, a … Leia Mais


Mobilização para produzir vacina contra covid deixou legado para o SUS

Bio-Manguinhos/Fiocruz aproveita tecnologia em outras pesquisas Tâmara Freire – repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro © Tânia Rêgo/Agência Brasil Versão em áudio No dia 8 de dezembro de 2020, menos de 1 ano após a primeira comunicação oficial sobre as infecções causadas pelo coronavírus, a britânica Margaret Keenan se tornava a primeira pessoa vacinada … Leia Mais


A profissão de acupunturista está regulamentada no Brasil. Assinada pelo presidente Lula, a lei que assegura o exercício profissional desta terapia milenar da medicina chinesa foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira.13

Veja quais profissionais são autorizados a exercer terapia milenar Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil Brasília © KoreanMedicine/Pixabay Versão em áudio A profissão de acupunturista está regulamentada no Brasil. Assinada pelo presidente Lula, a lei que assegura o exercício profissional desta terapia milenar da medicina chinesa foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira. Definida … Leia Mais


Brasil terá novas regras para entrada de produtos agropecuários

Meta é impedir entrada de agentes causadores de doenças e pragas Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil Brasília © Fernando Frazão/Agência Brasil Versão em áudio A partir do dia 4 de fevereiro, o Brasil terá novas  regras para o transporte de produtos agropecuários nas bagagens de passageiros que estejam fazendo viagens internacionais. A medida … Leia Mais


Anvisa recolhe molho de tomate suspeito de conter pedaços de vidro

Lote teve comercialização, distribuição e consumo suspensos Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil São Paulo © Marcelo Camargo/Agência Brasil Versão em áudio A Agência Nacional de Vigilância Sanitária Anvisa) determinou, nessa quarta-feira (7), o recolhimento do lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia,, da marca Mastromauro Granoro. Com isso, o … Leia Mais


Janeiro Branco: Psicóloga destaca a importância dos cuidados com a saúde mental e emocional neste início de 2026


 

Campanha foi criada no Brasil em 2014 e desde então tem se expandido para outros países;

O mês de janeiro foi escolhido para a campanha devido ao simbolismo do início do ano, momento em que as pessoas muitas vezes fazem planos, metas e reflexões sobre suas vidas

O mês de janeiro é dedicado à conscientização para os cuidados com a saúde mental a fim de estimular a compreensão de que, igual ao físico, a mente também precisa de cuidados especiais. A campanha foi criada no Brasil em 2014 e desde então tem se expandido para outros países. O mês de janeiro foi escolhido para a campanha devido ao simbolismo do início do ano, momento em que as pessoas muitas vezes fazem planos, metas e reflexões sobre suas vidas.
 
Como aponta Organização Mundial da Saúde (OMS), com dados que apresentam o Brasil como o país com o maior número de pessoas ansiosas, sendo cerca de 9,3% da população.
 
A docente do curso de Psicologia da Faculdade Unime Anhanguera, Dra. Elidiane Queiroz, que é psicanalista, apresenta uma reflexão sobre o tema e indica alguns benefícios acerca desse cuidado. “A ideia principal é mostrar que todo mundo tem direito de cuidar do seu bem-estar emocional e psicológico. Em um contexto mais profundo, essa busca representa uma jornada intrínseca em direção ao autoconhecimento, visando harmonizar as complexidades das emoções internas e explorar, de maneira consciente, os limites pessoais”, pontua.
 
A campanha alerta para a importância de começar esse novo ciclo de forma mais saudável e tranquila. Cuidar das emoções deve ser o primeiro objetivo para o ano que se inicia, já que todas as outras conquistas dependem dessa estabilidade, que é a chave para alcançar uma vida plena e cheia de realizações.
 
“Quando um indivíduo se encontra em um estágio de desinteresse generalizado, por exemplo, é muito provável que haja um esgotamento psicológico, que é um estado de exaustão mental, emocional e física causado por estresse prolongado ou demandas excessivas. Esse esgotamento pode impactar significativamente a saúde mental e o bem-estar de um indivíduo. A sensação de desânimo pode afetar vários aspectos da vida, incluindo relacionamentos, trabalho e hobbies. Dessa forma, o indivíduo tem a sua percepção de mundo influenciada e esses fatores poder incorrer, inclusive, em alguns transtornos”.
A psicanalista Elidiane destaca os principais impactos:
  • Apresentar mudanças e alterações de humor, que poderão trazer prejuízo nos relacionamentos;
  • Perceber a mente confusa e/ou ter e esquecimentos de tarefas rotineiras;
  • Sentir a sensação de medo, angústia em grande amplitude, sem conseguir controle;
  • Sentir que não tem energia e condições para dar continuidade às atividades de vida diária;
  • Sentir que não tem esperanças positivas para o futuro;
  • Sentir dores no corpo, perder o apetite ou comer sem controle para compensar as frustrações do cotidiano;
  • Beber e/ou fumar de forma exagerada, ou fazer uso de substâncias como tentativa de buscar saídas que na verdade são destrutivas para as pessoas.
Elidiane dá ainda ainda 5 dicas para cuidar da sua saúde mental e emocional e ter um ano de 2026 positivo:
  1. Praticar atividades que contribuam para a integração mente e corpo como a meditação, atividades físicas ou artísticas;
  2. Buscar manter o autocuidado e preservar a saúde, sempre buscando a ajuda de um profissional quando não se sentir bem;
  3. Manter o equilíbrio na organização da rotina entre as responsabilidades do cotidiano e atividades de lazer;
  4. Reservar um momento para realizar atividades de interação com as pessoas e também realizar algo que gosta: assistir um bom filme, uma caminhada, passeio em família, a leitura de um livro, entre outros;
  5. Procurar alimentar-se de forma saudável, lembrando que momentos de refeição não podem ser usados como forma de compensação das frustrações;

Câncer: desnutrição afeta tratamento e eleva risco de morte


Quase 80% dos pacientes com câncer sofrem perda nutricional, condição que reduz tolerância às terapias e piora a sobrevida

Justin Paget/ Getty Images
Paciente comendo no hospital - Metrópoles

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A desnutrição é um dos problemas mais frequentes e menos percebidos no tratamento oncológico. Muitos pacientes com câncer desenvolvem algum grau de perda nutricional, que reduz a tolerância à quimioterapia e à radioterapia, piora o prognóstico e aumenta o risco de mortalidade.

Diversos fatores contribuem para o problema. Tumores localizados na cabeça, no pescoço ou no trato gastrointestinal podem dificultar a mastigação ou a deglutição. O impacto emocional da doença — como ansiedade, depressão, dor e períodos prolongados de internação — também tende a reduzir a ingestão alimentar.

“Alguns efeitos colaterais dos tratamentos também interferem, como náuseas, vômitos, mucosite [feridas na boca] e alterações no paladar, e podem levar a um gosto metálico na boca e distorção dos sabores, potencializando a percepção de salgado, doce, azedo e amargo”, conta a nutricionista Simone Spadaro Monteiro de Farias, coordenadora de nutrição clínica do Hospital Municipal Dr. Gilson de C. Marques de Carvalho (Vila Santa Catarina), unidade pública em São Paulo gerida pelo Einstein Hospital Israelita.

aumentando o consumo das reservas de energia e de proteínas do corpo. “Por causa desse quadro, entre 40% e 80% dos pacientes oncológicos apresentam desnutrição”, afirma a nutricionista Olívia Podesta, do comitê multidisciplinar da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).

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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença

A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido

A desnutrição é especialmente preocupante porque acelera a perda de massa muscular. Esse quadro reduz a tolerância à quimioterapia e à radioterapia, aumenta a ocorrência de efeitos colaterais e eleva a necessidade de internações. O resultado é um prognóstico menos favorável, com impacto direto na sobrevida e na qualidade de vida.

“Os músculos são um reservatório metabólico importante, que produz substâncias que protegem o organismo e mantêm o peso saudável”, relata Podesta. “Existem estudos que mostram que esses pacientes têm de duas a três vezes mais risco de morrer durante o tratamento”.

Por essa razão, o acompanhamento nutricional é essencial. “Os profissionais clínicos especializados em oncologia têm a capacidade de ajustar o cardápio do paciente visando a adequação nutricional e cuidando para que cada um receba uma refeição atrativa e individualizada, com a temperatura que a pessoa mais gosta e alimentos que tragam resgate emocional, o que contribui para a aceitação”, explica Farias.

O profissional também pode indicar o uso de um suplemento caso a ingestão alimentar esteja aquém do necessário ou recorrer a formas de alimentação parenteral (diretamente na corrente sanguínea) ou enteral (via sondas que levam nutrientes diretamente ao estômago ou intestino).

Mesmo indivíduos que aparentam estar com o peso ideal precisam ser avaliados, pois podem apresentar baixa massa muscular. “Com tantas formas que temos de evitar o quadro, não faz sentido deixarmos acontecer. Por isso, é muito importante a intervenção precoce dos nutricionistas e a prevenção”, alerta a nutricionista da SBOC.


Consumo de álcool nas festas de fim de ano aumenta riscos à saúde


“Bebida não pode ser a protagonista”, diz psiquiatra

Rafael Cardoso – repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro
Brasília (DF), 23/12/2024 - Mesa da ceia de natal. Foto: Senac/Divulgação
© Senac/Divulgação
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O consumo de bebidas alcoólicas tende a aumentar no período de festas de fim de ano, impulsionado por confraternizações e celebrações familiares. Para a psiquiatra Alessandra Diehl, membro do conselho consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abad), esse consumo potencializa os riscos à saúde física e mental e traz prejuízos para as relações sociais.

A especialista destaca que não existe consumo seguro de álcool. Ela lembra que documentos recentes, ratificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), reforçam que qualquer quantidade ingerida pode trazer prejuízos.

“Entre os principais problemas observados nesse período estão quedas, intoxicações e a redução da supervisão de crianças em ambientes com adultos alcoolizados”, diz.

“É muito comum que nessa época os pronto-atendimentos pediátricos recebam casos de crianças que ingerem bebida alcoólica porque os adultos não supervisionam adequadamente”, complementa.

A psiquiatra destaca ainda o aumento de episódios de agressividade e o risco da mistura com medicamentos.

“A pessoa vai perdendo o juízo crítico e acaba se colocando em situações de risco, como dirigir intoxicado, além do aumento da agressividade e de conflitos familiares”, diz Alessandra.

Para quem já enfrenta problemas com álcool, o fim de ano representa um período especialmente delicado, com maior risco de recaídas.

“É um período em que a bebida é ofertada grandemente, e a nossa cultura faz uma glamourização muito forte do álcool, o que aumenta a vulnerabilidade de quem está em recuperação”, alerta.

“A bebida não pode ser a protagonista das festas. Quando a gente glamouriza o álcool, isso pode ser um gatilho para pessoas emocionalmente vulneráveis”, complementa.

A psiquiatra também chama atenção para os impactos na saúde mental. Segundo ela, muitas pessoas recorrem ao álcool como forma de lidar com tristeza, ansiedade e frustrações comuns nessa época do ano.

“O álcool acaba sendo usado como uma anestesia para lidar com esse mal-estar, mas isso pode piorar sintomas de ansiedade e depressão já existentes”, diz Alessandra.

Álcool e juventude

Outro ponto de preocupação é o aumento do consumo entre adolescentes. Em setembro de 2025, foi divulgado o 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), feito em parceria pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Enquanto a proporção de adultos que bebem diminuiu em relação aos dados anteriores, o consumo entre adolescentes cresceu.

Na população adulta, a proporção de pessoas que bebem regularmente caiu de 47,7% em 2012 para 42,5% em 2023. O consumo pesado de álcool (60g ou mais em uma ocasião) aumentou entre os menores de idade, passando de 28,8% em 2012 para 34,4% em 2023.  

“Não existe ‘beber com moderação’ para adolescentes. Eles não podem beber, por lei, e têm um cérebro ainda em desenvolvimento, o que pode ser impactado pelo consumo de álcool”, diz Alessandra Diehl.

A psiquiatra critica a postura de famílias que permitem ou incentivam o consumo dentro de casa.

“Dizer que é melhor o adolescente beber sob supervisão é uma fala extremamente permissiva e equivocada. A prevenção passa por uma presença familiar mais ativa e por mensagens claras de que o álcool não deve ocupar o centro das celebrações”, diz Alessandra. “É possível dizer: aqui em casa a bebida não é o principal, e você, como adolescente, não vai beber”.


Jovens de 15 a 19 anos podem se vacinar contra HPV até junho de 2026


Ministério da Saúde quer vacinar cerca de 7 milhões de adolescentes

Brasília
São Paulo (SP), 04/04/2024 - Primeiro dia de vacinação contra dengue em crianças de 10 a 14 anos na Unidade Básica de Saúde - UBS Vila Jaguara, na região oeste. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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Os jovens de 15 a 19 anos que ainda não tomaram a vacina contra o HPV ganharam mais 6 meses para se imunizarem. O Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal (retomada da cobertura vacinal) para essa faixa etária.

O prazo para a imunização acabaria agora em dezembro. Segundo o Ministério da Saúde, a medida tem como objetivo reforçar a proteção desse público em todo o país.

A estratégia seguirá vigente até a próxima Campanha de Vacinação nas Escolas, permitindo que adolescentes e jovens que perderam a oportunidade de vacinar-se dos 9 aos 14 anos ainda possam garantir a imunização.

Meta

Segundo o Ministério da Saúde, a estimativa é alcançar cerca de 7 milhões de jovens nessa faixa etária que ainda não foram vacinados contra o papilomavírus humano (HPV).

Até dezembro deste ano, a estratégia de resgate aplicou 208,7 mil doses da vacina, dos quais 91 mil em meninas e 117,7 mil em meninos. De acordo com o ministério, a ampliação do prazo possibilita que adolescentes e jovens garantam a proteção individual e contribuam para reduzir a circulação do vírus na população.

Onde se vacinar

A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pode ser encontrada:

  •      nas Unidades Básicas de Saúde (UBS);
  •      em ações externas, como vacinação em escolas, universidades, ginásios esportivos e shoppings

As ações têm o apoio de estados e municípios para ampliar o alcance e facilitar o acesso do público-alvo.

A vacina é considerada segura e é fundamental na prevenção de diversos tipos de câncer associados ao HPV, como:

  •      câncer do colo do útero;
  •      câncer de vulva;
  •      câncer de pênis;
  •      câncer de garganta e pescoço.

A estratégia de resgate vale para todos os 5.569 municípios brasileiros e busca reduzir os impactos do vírus a longo prazo.

Esquema vacinal

A vacinação contra o HPV faz parte do calendário nacional de imunização para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Desde 2024, o Brasil passou a adotar o esquema de dose única, substituindo o modelo anterior de duas doses e facilitando o acesso à vacina.

Atenção a exceções

Para alguns grupos, o esquema continua sendo de três doses, como:

  •      pessoas imunocomprometidas (vivendo com HIV/Aids, pacientes oncológicos e transplantados);
  •      usuários de PrEP de 15 a 45 anos;
  •      vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.

Em caso de dúvida, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação e atualização da carteira de vacinação.


ALERTA PARA O VERÃO: Especialista alerta para os cuidados em caso de infecção pela Dengue; BA tem mais de 32 mil casos prováveis e 16 óbitos em 2025


 

Docente do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera Marcela Figueiredo Martins indica que os infectados devem estimular a hidratação oral e realizar repouso durante o tratamento;
A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se torna mais prevalente durante o verão devido às condições climáticas favoráveis para a proliferação do mosquito.

O Estado da Bahia, segundo Dados do Ministério da Saúde, tem 32.389 casos prováveis registrados de infecção pela Dengue neste 2025. Até o momento, foram 16 óbitos. Em todo o Nordeste, os quatro primeiros meses do ano já registraram 101.970 casos prováveis da arbovirose, com 63 mortes.
Segundo a docente do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, Marcela Figueiredo Martins, acerca dos cuidados com a saúde dos infectados, é preciso atentar-se, primeiramente, com as reações da doença, que podem ser confundidas com outras, haja vista que a febre é um dos sintomas.
“A dengue pode causar sintomas como febre alta, dores musculares, dores de cabeça, erupções cutâneas e fadiga. É essencial educar as pessoas sobre o tema, de forma que se sintam incentivadas a procurar assistência médica imediata a partir do momento em que apresentarem os sintomas, adotando medidas preventivas, garantindo o diagnóstico e tratamento da doença adequado, pois esses mesmos sintomas se assemelham com outros problemas”, alerta.
De acordo com Marcela, os principais sintomas da dengue podem variar de leves a graves, e incluem:

  • Febre alta
  • Dor de cabeça intensa
  • Dor atrás dos olhos
  • Dores musculares e nas articulações
  • Manchas vermelhas na pele (exantema)
  • Náuseas e vômitos
  • Fadiga e cansaço excessivo
  • Sangramentos (em casos graves)

“A prevenção é a melhor forma de combater a doença, através da eliminação de criadouros e proteção pessoal. Em caso de suspeita de dengue, é fundamental buscar atendimento médico e seguir as recomendações para o tratamento adequado. Com medidas preventivas eficazes, é possível reduzir significativamente o risco de transmissão”, ressalta.

O levantamento mostra ainda dados sobre Chikungunya e Zika em todo o Nordeste, doenças que também têm como vetor o mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 15.125 casos prováveis de Chikungunya, com um total de 4 mortes. Quanto ao Zika Vírus, até o momento foram registradas 1.753 notificações e 0 mortes..

 

Por fim, a especialista dá algumas dicas para evitar a proliferação do mosquito e evitar a doença. Confira:
Elimine água parada: Verificar se não há nenhum objeto que possa acumular água, como pneus, vasos de plantas, caixas d’água, cisternas, poças de água de chuva, canaletas, latas, bandejas de ar-condicionado, garrafas, baldes, entre outros, além de manter as calhas limpas e sem obstruções e verificando se não há vazamentos de água.
Instale telas de proteção: Instale telas nas janelas e portas para impedir a entrada do mosquito da dengue em sua casa.
Mantenha a piscina limpa: A piscina é um local comum para o acúmulo de água parada. Certifique-se de manter a água limpa e tratada com produtos químicos adequados.
Cooperar com as campanhas de prevenção: Participar de campanhas de prevenção promovidas pelo governo e por organizações locais é uma forma de ajudar a prevenir a proliferação do mosquito da dengue em sua comunidade.