Novo Desenrola começa nesta terça com desconto médio de 65%


Detalhes do programa Novo Desenrola Brasil foram apresentados pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e pelo presidente Lula

Reprodução/Youtube
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programa Novo Desenrola Brasil, que visa a reduzir o endividamento recorde da populaçãom terá desconto médio de 65% nas dívidas. A afirmação é do ministro da FazendaDario Durigan, que apresenta o pacote de medidas nesta segunda-feira (4/5) no Palácio do Planalto em Brasília, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O novo programa para reduzir o endividamento da população terá duração de 90 dias e começa a operar nesta terça-feira (5/5).

Os descontos para as operações de renegociação de dívida variam de 30% a até 90%, com taxa média deve ser de 65%, segundo informa o governo federal.

Regras
  • Pelas regras do programa, a dívida renegociada terá descontos que variam de 30% a 90%;
  • Taxa de juro máxima de 1,99% ao mês;
  • Até 48 meses de prazo;
  • Prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela;
  • Limite da nova dívida (após descontos) até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira;
  • Garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).

O Novo Desenrola Brasil prevê que o FGO vai garantir o crédito novo para que famílias renegociem dívidas atrasadas.

Além do aporte, está previsto que haja a utilização dos recursos não resgatados disponíveis na tesouraria do sistema financeiro (SVR), podendo mobilizar de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões.

O programa também prevê a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com regras mais restritivas. Pelas diretrizes anunciadas, os recursos só poderão ser usados para a quitação total das dívidas, e não para pagamentos parciais ou uso livre pelo trabalhador.

Endividamento das famílias

O pacote do governo é lançado em um contexto de alto nível de endividamento das famílias brasileiras. Dados recentes do Banco Central (BC) mostram que a parcela da renda comprometida com dívidas segue elevada, pressionada principalmente pelos juros altos em modalidades como cartão de crédito e cheque especial.

A taxa de inadimplência também permanece relevante, o que limita o consumo das famílias e dificulta uma retomada mais consistente da atividade econômica.

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