Homem é preso suspeito de matar esposa e jogar corpo em rio na Bahia

Corpo da vítima foi encontrado no Rio Jucuruçu, em Itamaraju Por Redação Segundo relatos, Adriana já havia sofrido agressões de Nilson – Foto: Reprodução | Redes Sociais Um homem identificado como Nilson de Jesus Rocha, de 35 anos, suspeito de matar Adriana Cunha da Silva, de 34, nesta sexta-feira (7), foi preso pela polícia. O corpo da vítima … Leia Mais


Polícia prende por extorsão homem que coagiu turistas a pintar o corpo

Pintura do corpo é associada a uma tradição da banda Timbalada Por Redação A banda Timbalada se apresentou na Barra nesta sexta; as pinturas corporais são associadas ao grupo – Foto: Reprodução | Infonet Na manhã de sexta-feira, 7, policiais do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) prenderam um homem suspeito de extorsão no bairro da Barra. A … Leia Mais


Delegada é afastada por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas

Maria Cecília Castro Dias era a delegada titular do 77º DP (Santa Cecília). Ela é acusada de envolvimento com quadrilha que desviava drogas Alfredo Henrique .São Paulo — A delegada titular do 77º DP (Santa Cecília), Maria Cecília Castro Dias, foi afastada de sua função, na tarde dessa sexta-feira (7/2), suspeita de envolvimento na quadrilha de policiais … Leia Mais



Policial federal preso na 2ª fase da Overcelan, Rogério Magno foi superintendente de Inteligência na SSP no governo de Rui Costa

Por Redação Foto: Divulgação / PM-BA O policial federal preso na Operação Overclean, que deteve quatro pessoas nesta segunda-feira (23), trata-se de Rogério Magno de Almeida Medeiros, ex-superintendente de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) nos governos de Jaques Wagner e Rui Costa (PT).   Na época em que atuava como superintendente da SSP … Leia Mais


51% dos brasileiros dizem ter mais medo da polícia do que confiança nela, segundo Datafolha


Por Isabella Menon | Folhapress

Foto: Ciete Silvério/GESP

Um total de 51% dos brasileiros acima de 16 anos disseram ter mais medo do que confiança na polícia, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (21).
O dado supera por pouco o de pessoas que afirmaram mais confiar na polícia do que temê-la: são 46%.

O instituto entrevistou 2.002 pessoas, de 16 anos ou mais, em 113 municípios de todo o país em 12 e 13 de dezembro deste ano. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O resultado é semelhante ao aferido na pesquisa anterior em que a mesma pergunta foi feita, em abril de 2019, em meio a gestão de Jair Bolsonaro (PL). Na época, 51% afirmaram ter mais medo, enquanto 47% tinham mais confiança.

O pesquisador Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirmou que o resultado do levantamento deve servir de alerta para os agentes de segurança mudarem sua forma de atuação.
“A população não se sente segura em relação à forma de trabalho da polícia, mas não é de hoje”, disse ele. “Há aqui um reconhecimento de que a forma com que elas têm atuado historicamente tem incomodado, porque não é uma forma que vê a segurança e o direito social para todos.”
Para Carolina Diniz, coordenadora de enfrentamento à violência institucional da Conectas Direitos Humanos, o medo da polícia é um fenômeno cíclico. “Não se trata de uma situação que acontece agora. Em São Paulo, a situação está longe do controle, mas temos visto dados alarmantes ao longo da história do Brasil.”

A pesquisa do Datafolha aponta que o temor tem dado parecido entre gêneros (56% entre mulheres 52% entre homens). Há, no entanto, diferenças entre pretos (59%, ante 45% entre brancos) e entre eleitores de Lula e de Bolsonaro no segundo turno de 2022 (58% no caso do primeiro e 40% no do segundo). As margens de erro nesses segmentos variam de 3 a 5 cinco pontos percentuais.
Segundo Diniz, os homens, geralmente, são os principais alvos da violência policial, mas são elas que cuidam dessas vítimas. “São as mulheres que sofrem essa violência, que não sabem se os filhos vão voltar para casa.”

No caso de quem tem mais confiança os agentes de segurança do que medo, as taxas mais altas estão entre homens (52%, ante 40% entre as mulheres), moradores da região Sul (57%), brancos (53%, ante 38% entre os pretos), e os eleitores de Bolsonaro no 2º turno da eleição presidencial de 2022 (58%, ante 38% entre os eleitores de Lula). As margens de erro nesses segmentos variam de três a seis pontos.
Nas últimas semanas, o estado de São Paulo enfrenta uma crise na segurança pública com casos em sequência de violência policial.
Em um deles, um soldado foi filmado jogando um homem em um córrego em Cidade Ademar, na zona sul da capital paulista. Em outro, um estudante de medicina foi morto com um tiro disparado por um PM dentro de um hotel na Vila Mariana, também na zona sul.
Noutro episódio, um soldado, que estava de folga, matou um rapaz de 26 anos com 11 tiros no Jardim Prudência, na zona sul. Ele foi atingido ao tentar fugir com produtos de limpeza furtados de um mercado.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse durante entrevista coletiva, no último dia 18, que o estado tem uma excelente polícia. “Infelizmente, há desvios de conduta que serão severamente punidos. Não vamos passar pano em nada. Tolerância zero de desvio de conduta.”
O Datafolha mostrou também que a maioria da população (63%) disse ter tomado conhecimento sobre os casos de violência policial em São Paulo, sendo que 34% responderam estar bem informados sobre o tema, 25%, mais ou menos informados, e 4%, mal informados. Uma parcela de 37% declarou não ter conhecimento acerca dos casos –entre os que têm 16 a 24 anos, o índice sobe para 56%.
Entre aqueles que tiveram conhecimento dos recentes casos, 55% afirmaram ter mais medo que confiança na polícia, e 42%, mais confiança que medo.
Para Lima, do Fórum, a falta de segurança em geral no país contribui para que parte da população se sinta compelida a apoiar discursos que acabam por apoiar a violência policial.
Ele cita como exemplo o atual secretário de Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite. Capitão reformado, Derrite foi questionado em um podcast, em maio de 2021, sobre os motivos que o levaram a deixar a Rota. “A real? Porque eu matei muito ladrão”, disse na ocasião.
Ainda segundo Lima, a pesquisa mostra que declarações desse tipo “vão afetando esse outro lado que é a legitimidade da polícia enquanto instituição reconhecida e responsável pelo provimento de segurança pública e ordem”.


Empresário preso em Alphaville respondia por planilha de R$ 170 milhões; mensagens têm até “esporro” em servidor de prefeitura de Salvador


 

Por Francis Juliano

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O empresário Carlos André, preso nesta segunda-feira (23), no condomínio de luxo Alphaville 1, seria responsável por uma planilha de R$ 170 milhões operada pela organização criminosa. A soma incluía entidades, pessoas vinculadas e possíveis contratos nos estados de São Paulo, Maranhão, Pará e Piauí.

 

Segundo as investigações, o empresário era citado pela sigla “CA”, em e teria recebido propina de mais de R$ 1,7 milhão através da BRA Teles, uma empresa fantasma usada pelo grupo criminoso. Só em agosto do ano passado, Carlos André recebeu depósito da mesma empresa no valor de R$ 150 mil. Ainda segundo informações, o empresário teria ainda influência sobre Antônio César Lima Costa, funcionário da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer do Município de Salvador. Em uma das situações, ao ser comunicado por um dos irmãos Parente que determinado contrato – que beneficiaria a entidade criminosa – iria se encerrar, Carlos André responde que era muita “ousadia” do servidor e que ele tomaria um “esporo”. Na decisão que autorizou a prisão preventiva de Carlos André na segunda fase da Overclean, a Justiça Federal afirma que o empresário “desempenha importante papel dentro da Organização Criminosa, na medida em que, além de destinatário de quantias com grande expressividade econômica, figura como responsável por contratos em diversas unidades da federação, com ingerência, ainda, em órgãos públicos, interferindo, inclusive, em decisões administrativas de encerramento de avenças que beneficiam os irmãos Parente”, diz trecho da sentença.  Além de empresário, Carlos André foi prefeito de Santa Cruz da Vitória, no Médio Sudoeste da Bahia.


PF deflagra ação contra esquema de desvios de recursos do SUS


Receita Federal e CGU também participam da operação

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
Brasília
Fortaleza- 06/12/2024 Operação Lavagem de Dinheiro Ceará
crédito: PF/Ceará
© PF/Ceará
Versão em áudio

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (17) operação para desarticular um grupo responsável pelo desvio de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) em municípios do Paraná. A Receita Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) também participam da ação, que é realizada em Curitiba e região metropolitana e nas cidades de São Paulo, Santa Isabel (SP) e Ribeirão Preto (SP).

Em nota, a corporação destacou que o objetivo é localizar bens ocultos pelos investigados, identificar agentes políticos envolvidos no esquema e aprofundar investigações sobre uma organização social contratada para gerir recursos públicos da saúde. O grupo, segundo a PF, utilizava empresas de fachada e laranjas para justificar contratos superfaturados, “permitindo o rateio ilícito de lucros entre empresários, diretores da organização social e agentes políticos”.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares como bloqueios de valores, sequestro de bens e a proibição de contratação com o poder público para empresários e empresas envolvidas. “As investigações apontam que o esquema envolvia a celebração de contratos de fachada e a contratação de empresas pertencentes ao mesmo núcleo empresarial para prestação de serviços médicos, principal objeto da terceirização.”

“Além disso, identificou-se a existência de mais de um contrato para o mesmo serviço, com valores superfaturados, permitindo o desvio de recursos. De acordo com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), apenas no município de Curitiba, o valor desviado até 2019 ultrapassou R$ 20 milhões.”

Ainda de acordo com a PF, a operação teve início a partir de denúncia anônima “corroborada com diligências policiais”. “Embora não seja um desdobramento direto de outra operação, dados obtidos na Operação Sépsis, da Polícia Federal em Sorocaba (SP), foram utilizados para embasar as investigações”.

Edição: Graça Adjuto


Liderança criminosa presa em Itambé integra facção de outro estado e pretendia comandar cidade da Bahia


 

Suspeito foi um dos primeiros a ser capturado nesta quinta-feira (12)  |   Bnews - Divulgação Divulgação | PCBA

por Silvânia Nascimento e Yuri Pastori

suspeito preso na manhã desta quinta-feira (12), na cidade de Itambé, no sudoeste baiano, durante a Operação Unum Corpus, e apontado como liderança criminosa, integra uma das facções mais perigosas do Brasil e pretendia assumir o controle do tráfico de drogas em cidades do interior da Bahia. A informação foi dada pela diretora do Departamento de Polícia do Interior (Depin), delegada Rogéria Araújo, durante uma entrevista coletiva à imprensa.

“Nós temos aqui um indivíduo oriundo do estado do Mato Grosso, que ocupava uma liderança do Comando Vermelho. Ele é uma pessoa perigosíssima que vinha com a intenção de assumir o controle do tráfico na região da coordenadoria de Itapetinga. Graças à ação da Polícia Civil da Bahia, conseguimos neutralizar uma pessoa de extrema periculosidade. Foram cumpridos, no momento da prisão, três mandados de prisão por crimes contra a vida e tráfico de drogas da comarca de Mato Grosso. Ele também foi autuado em flagrante, pois foi encontrado com uma arma de fogo”, explicou a delegada. Ainda segundo Rogéria, os suspeitos capturados durante a operação têm vasta atuação no mundo do crime. “São pessoas envolvidas em atividades criminosas, mas que não têm relação direta umas com as outras. Em alguns casos, como em Itabuna, há uma associação criminosa atuando dentro do presídio da cidade. Estamos cumprindo mandados de prisão e buscas nas celas, pois essas pessoas se associam para praticar tráfico de drogas e homicídios”, revelou. A delegada garantiu que a 14ª edição da Operação Unum Corpus reforça o compromisso da Polícia Civil em interromper a comunicação entre detentos e seus comparsas no ambiente externo. “Isso demonstra para a população que nossa atividade não se limita à conclusão de um inquérito policial. Continuamos monitorando a ação dessas pessoas dentro dos presídios, porque, com o apoio do Departamento de Inteligência, percebemos que as ordens para cometer crimes graves, como tráfico de drogas, homicídios, latrocínios, sequestros e roubos, vêm de dentro das unidades prisionais”, completou.


Saiba quem são os 10 presos da Operação Overclean custodiados no sistema penal baiano


Divulgação / SeapPresos cumprem medidas em unidades prisionais da Bahia e recebem atendimento padrão do sistema pena  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Seap

por Adelia Felix

A Operação Overclean, que revelou um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) na Bahia e com diversas prefeituras, resultou na prisão de 10 acusados que estão sob custódia no sistema penal baiano.

Nesta quarta-feira (11), os detidos passaram pelo Centro de Observação Penal (COP) antes de serem distribuídos entre diferentes unidades prisionais do estado administrados pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Conforme apurado pelo BNEWS, os presos estão recebendo atendimento jurídico normalmente, além disso, foram entregues para eles kits de higiene, fardamento, colchões e alimentação padrão das unidades. As refeições incluem café com pão e manteiga no café da manhã e arroz, feijão, salada, suco e proteína no almoço, variando entre carne, frango e ovo, dependendo do dia.

Custodiados no sistema penal baiano

  1. Alex Rezende Parente – Empresário e apontado como líder do esquema.
  2. Clebson Cruz de Oliveira – Ex-sócio de empresas ligadas ao esquema, como Allpha Pavimentações e Serviços de Construções Ltda.
  3. Evandro Balbino do Nascimento – Empresário do ramo de construção em Goiás, atuava como suporte logístico e operacional para a organização.
  4. Fábio Rezende Parente – Empresário e irmão de Alex Rezende Parente, também líder do grupo.
  5. Flávio Henrique de Lacerda Pimenta – Servidor da Secretaria Municipal de Educação, envolvido no esquema.
  6. Francisco Manoel do Nascimento Neto – Atuava no município de Campo Formoso, na Bahia.
  7. Geraldo Guedes de Santana Filho – Sócio da AG&M Agência de Turismo, funcionava como assistente direto de Alex Parente em diversas tarefas ilícitas.
  8. Iuri dos Santos Bezerra – Integrante da organização que operava no DNOCS, na Coordenadoria Estadual da Bahia.
  9. José Marcos de Moura – Empresário conhecido como “Rei do Lixo”, acusado de integrar a liderança da organização.
  10. Lucas Maciel Lobão Vieira – Ex-coordenador estadual do DNOCS na Bahia, apontado como figura central no esquema.

Até o momento, de acordo com a PF, 15 pessoas foram presas. As diligências ocorreram em Salvador, Lauro de Freitas, Jequie, Itapetinga, Campo Formoso, Mata de São João e Wagner. Além de São Paulo, Goiânia e Palmas.

O esquema
A Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal, Ministério Público Federal, Receita Federal e Controladoria-Geral da União, investiga fraudes licitatórias e desvios de recursos públicos que movimentaram cerca de R$ 1,4 bilhão. O grupo utilizava empresas fantasmas, superfaturava contratos e realizava pagamentos de propinas a servidores públicos.

O juiz federal Fábio Moreira Ramiro, da 2ª Vara Federal Criminal de Salvador, determinou as prisões e destacou que a medida foi necessária devido às tentativas de obstrução da Justiça.

Segundo a Polícia Federal (PF), os líderes da organização, incluindo os irmãos Alex e Fábio Rezende Parente, atuaram para apagar rastros, destruindo documentos e dados digitais com máquinas trituradoras.

As investigações também revelaram que os recursos desviados foram usados para adquirir bens de alto padrão, como aeronaves, barcos, imóveis de luxo e veículos. Até o momento, R$ 162 milhões foram sequestrados e oito servidores públicos afastados. A Operação Overclean cumpriu mandados de busca e apreensão em cinco estados: Bahia, Tocantins, São Paulo, Minas Gerais e Goiás, revelando a ampla rede de atuação do esquema criminoso.