Perder fôlego ao subir escada pode ser sinal de insuficiência cardíaca

Dia nacional de alerta contra a doença é lembrado nesta quinta-feira Tâmara Freire – Repórter da Agência BrasilRio de Janeiro © Reuters/Direitos Reservados Versão em áudio Perder o fôlego ao subir uma escada pode não ser apenas falta de condicionamento físico. Nesta quinta-feira (09), a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) chama atenção para o Dia … Leia Mais


Vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV é prorrogada

Agora o programa de imunização vai até dezembro Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Brasília © Marcelo Camargo/Agência Brasil Versão em áudio O Ministério da Saúde prorrogou a vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV até 31 de dezembro deste ano. A estratégia de resgate vacinal de jovens que não … Leia Mais


Candidatos a residência médica e em saúde já podem se inscrever para o Enare 2026/2027

As inscrições para o Exame Nacional de Residência (Enare) 2026/2027 começaram nesta segunda (15/6). Processo seletivo unificado é destinado a programas de residência médica e residência em área profissional da saúde   Foto: Divulgação/HU Brasil   As inscrições para o Exame Nacional de Residência (Enare) 2026/2027 foram abertas nesta segunda-feira (15/6) pelo Ministério da Educação (MEC), por … Leia Mais


Dengue: Anvisa cria grupo para avaliar segurança da vacina do Butantan

Serão analisados eventos adversos, benefícios e riscos do imunizante Agência Brasil Brasília © Governo de SP Versão em áudio A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu nesta terça-feira (16) grupo de trabalho para aprofundar a avaliação da segurança da vacina contra a dengue Butantan-DV.  De acordo com a Portaria nº 715/2026, cabe ao novo colegiado coordenar e dar … Leia Mais


Diagnosticar cardiopatias congênitas cedo aumenta qualidade de vida

Cerca de 30 mil crianças nascem por ano no Brasil com esse problema Alana Gandra – repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro © visoot/ Adobe Stock Versão em áudio Cerca de 30 mil crianças com algum tipo de malformação no coração nascem no Brasil a cada ano, segundo o Ministério da Saúde. Nesta sexta-feira (12), … Leia Mais


Anvisa anuncia recolhimento voluntário de lote da água Crystal sem gás


Laudo laboratorial feito pela empresa constatou presença de bactéria

Agência Brasil
Brasília
Brasília (DF), 03/06/2026 – Lote da água mineral Crystal sem gás tem recolhimento voluntário
Unidades do produto foram distribuídas nos estados de SP, GO, TO e DF.
Foto: Anvisa/Divulgação
© Anvisa/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (3) a Resolução 2.247/2026, na qual comunica o recolhimento voluntário do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da Água Mineral Natural sem Gás da marca Crystal. 

O produto é fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda (CNPJ: 07.245.544/0001-62), localizada em Luziânia, em Goiás. A própria empresa determinou o recolhimento após laudo laboratorial constatar contaminação pela bactéria Pseudomonas.

O lote é composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml e foi distribuído no Distrito Federal (230.443), em cidades vizinhas de Goiás (66.768), em Tocantins (1.439) e no interior de São Paulo (75.750). Ainda segundo a Mineração Bom Jesus, até o momento não há registro de reclamações de consumidores relacionadas a esse lote nos canais oficiais de atendimento.

Bactéria Pseudomonas

O recolhimento voluntário está sendo feito “após a emissão de laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostra do produto coletada durante ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do DF (Divisa/DF) para análise de alimentos”.

Segundo a empresa, a contraprova, que gerou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo, foi realizado conforme “previsão do Guia para Harmonização de Procedimentos no Âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, e o resultado confirmou a presença da bactéria na amostra analisada”. Diante do resultado, a Divisa/DF determinou a interdição do local e comunicou o caso à Anvisa.

Orientação ao consumidor

A Anvisa orienta os consumidores que verifiquem sem têm em casa unidades do lote LZ1 VAL 200127, fabricado em 20/1/2026 e com validade até 20/01/2027. “Caso tenham o produto em casa, não devem consumi-lo e precisam aguardar as orientações públicas da empresa sobre devolução e reembolso”.

“De acordo com as informações apresentadas pela empresa à Anvisa, o recolhimento do produto foi iniciado imediatamente em distribuidoras, e cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis nas prateleiras para compra pelo consumidor”.

A Anvisa comunicou ainda que a Mineração Bom Jesus protocolou documentos junto à Agência no qual demonstra a abertura de “investigação interna abrangente para avaliar a ocorrência e suas possíveis causas. Representantes da empresa se reuniram com a Agência, prestaram esclarecimentos e vêm cooperando com as autoridades sanitárias, adotando providências de forma diligente”.

“A investigação sobre o caso segue em andamento, com acompanhamento da Anvisa e das vigilâncias sanitárias envolvidas. Até o momento, as informações disponíveis, incluindo o laudo fiscal e as evidências apresentadas, indicam ocorrência restrita ao lote informado”, acrescentou.

Nota

A Mineração Bom Jesus  informa, por meio de nota à imprensa, que o lote, envasado em janeiro, tem “distribuição restrita e foi comercializado apenas no Distrito Federal, em municípios específicos do Tocantins (Arraias, Combinado e Novo Alegre), de Goiás (Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás e Cristalina, Formosa, Campos Belos, Alexânia, Abadiânia e Catalão) e nas cidades de Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí (SP)”.

Diz ainda que, desde a notificação da contaminação, foram feitas análises em mais de 300 amostras no processo e nos produtos, todas negativas para quaisquer microrganismos indicadores de contaminação.

A empresa reforça o “compromisso permanente com elevados padrões de qualidade e segurança, reconhecidos internacionalmente, e seguimos cooperando de forma técnica, responsável e transparente com as autoridades competentes”.

Ressalta que a comunicação se “refere exclusivamente ao lote mencionado, envasado pela Mineração Bom Jesus (MBJ), não havendo qualquer relação com outros lotes ou produtos da marca Crystal”.

A fabricante orienta consumidores que eventualmente tenham unidades do lote P 200126 (leia-se na embalagem LZ1 VAL 200127 3 P 200126) a contactarem o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para orientações sobre substituição ou reembolso. O contato pode ser feito pelo telefone: 0800 061 5000 ou pelo e-mail [email protected].

*Texto alterado às 10h59 para acréscimo de informação

Edição: Aécio Amado


Planta rica em ferro e cálcio ganha espaço na alimentação saudável


Folha é fácil de cultivar e cresce sem nenhum esforço em vasos

Ora-pro-nóbis
Ora-pro-nóbis – Foto: Reprodução

A ora-pro-nóbis, considerada uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC), tem ganhado destaque na alimentação saudável por reunir nutrientes importantes e apresentar cultivo simples, inclusive em vasos dentro de casa.

Muito comum em diferentes regiões do Brasil, a planta é conhecida pela alta concentração de ferro, cálcio, fibras e proteínas vegetais. Esses nutrientes contribuem para a saúde dos ossos e músculos, além de auxiliarem no funcionamento do organismo.

Tradicional na culinária mineira, a ora-pro-nóbis também contém vitamina C, zinco e compostos antioxidantes, que ajudam no fortalecimento do sistema imunológico. Segundo informações sobre a planta, o consumo regular pode contribuir para a prevenção da anemia e para a recuperação do organismo, já que os nutrientes participam da produção de hemoglobina e da regeneração celular.

Facilidade no cultivo

Além do valor nutritivo, a facilidade no cultivo também chama atenção. A planta é resistente, suporta períodos de seca e cresce rapidamente quando recebe luz solar direta.

Mesmo em apartamentos ou espaços pequenos, a ora-pro-nóbis pode ser cultivada em vasos fundos. Para o plantio, a recomendação é utilizar uma camada de drenagem no fundo do recipiente, misturar a terra com composto orgânico e areia, além de manter regas moderadas.

Outra orientação é deixar o vaso em locais com incidência de sol por algumas horas do dia. Pequenas podas nas pontas dos galhos ajudam a estimular novos brotos. Em cerca de dois a três meses, a planta já pode apresentar folhas prontas para consumo.

Apesar de exigir poucos cuidados, o excesso de água deve ser evitado para não prejudicar as raízes. A adubação orgânica também ajuda no desenvolvimento saudável da planta.

A ora-pro-nóbis possui espinhos, por isso o uso de luvas é indicado durante o manuseio e as podas.

Preparo

Na cozinha, as folhas podem ser usadas em refogados, omeletes, sopas, tortas, massas, farofas e saladas. Também podem ser adicionadas a sucos verdes ou transformadas em pó após desidratação.

A recomendação é acrescentar as folhas apenas nos minutos finais de preparos quentes para preservar melhor os nutrientes e a textura.


Novo RG poderá incluir diabetes tipo 1: entenda o que muda


Projeto aprovado no Congresso prevê inclusão opcional da doença na identidade e amplia direitos de pacientes

Foto colorida de dedo com gota de sangue - Metrópoles

Pessoas com diabetes tipo 1 poderão passar a incluir a condição de saúde na nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), modelo que substitui o antigo RG no país. A medida faz parte de um projeto aprovado pela Câmara dos Deputados e que agora segue para sanção presidencial.

A proposta também amplia direitos relacionados ao tratamento, ao acesso a medicamentos e à rotina em escolas e ambientes de trabalho.

Segundo o texto, a inclusão da informação no documento será opcional e poderá ser solicitada pelo próprio paciente. A ideia é facilitar o atendimento em situações de emergência e ajudar na identificação rápida da condição de saúde.

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O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune e sem cura. Nela, o organismo deixa de produzir insulina – hormônio responsável pelo controle da glicose no sanguePor isso, os pacientes precisam de acompanhamento contínuo, aplicação frequente de insulina e monitoramento diário da glicemia.

A doença costuma surgir ainda na infância ou adolescência e não está necessariamente ligada ao consumo de açúcar.

O que muda para pacientes?

Além da possibilidade de incluir o diagnóstico no novo RG, o projeto estabelece garantias relacionadas ao tratamento e ao dia a dia de quem convive com a doença.

O texto prevê acesso pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a medicamentos, insulina, sensores de glicose, glicosímetros e outros insumos necessários para controle do diabetes tipo 1, sem necessidade de avaliação biopsicossocial.

A proposta também determina que escolas e empregadores permitam o uso de dispositivos como bombas de insulina e monitores contínuos de glicose. Pacientes deverão ter direito a pausas para medir a glicemia, se alimentar ou aplicar insulina durante aulas, provas, concursos públicos e jornadas de trabalho.

Outro ponto previsto é a possibilidade de adaptações recomendadas por médicos para estudantes e trabalhadores com a doença crônica.

Pais de crianças diagnosticadas com o diabetes tipo 1 também poderão solicitar flexibilização da jornada de trabalho para acompanhar o tratamento dos filhos.

Novo RG poderá incluir diabetes tipo 1: entenda o que muda - destaque galeria

Projeto também prevê apoio psicológico

O texto aprovado ainda inclui o direito a apoio psicossocial e orientações sobre o manejo da doença, além de programas de capacitação oferecidos pelo SUS e pela saúde suplementar.

Conforme as estimativas discutidas durante a tramitação do projeto, o Brasil tem cerca de 600 mil pessoas com diabetes tipo 1, incluindo crianças e adolescentes.

O projeto também esclarece que o enquadramento de quem tem a doença será de pessoa com deficiência, a qual dependerá dos critérios já previstos no Estatuto da Pessoa com Deficiência, de acordo com a Lei Nº 13.146

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SUS adota novo exame para rastrear câncer colorretal na população


Público-alvo abrange pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos

Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil
Brasília
Brasília (DF) 04/08/2025 - Câncer colorretal. Foto: Câmara Municipal de Afonso Claudio/Divulgação
© Câmara Municipal de Afonso Claudio/Divulgação
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O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (21) a incorporação de um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). O Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos de idade. Segundo a pasta, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

A estratégia pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença, segundo o ministério.

Esse tipo de câncer é o segundo mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para cada ano do triênio 2026-2028 é de 53,8 mil novos casos.

Um estudo recente estimou um aumento de quase três vezes nas mortes por esse tipo de câncer até 2030. Uma das razões que explicam a grande mortalidade da doença é o fato de a maioria dos pacientes só descobrir o câncer em estágios avançados, justamente o que o rastreamento organizado quer impedir.

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O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste.

O paciente recebe um kit para coleta em casa. Depois, o material é enviado para análise laboratorial. Caso o resultado detecte sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares. A colonoscopia é considerada o padrão-ouro para avaliação do intestino porque permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.

O exame FIT não exige preparo intestinal, não precisa de dieta restritiva antes da coleta, pode ser feito com apenas uma amostra, é menos invasivo e tem maior adesão da população.

A diretriz com as orientações para essa nova testagem foi elaborada por especialistas e recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), em março deste ano.

Edição: Fernando Fraga


Cursos de enfermagem têm novas diretrizes curriculares 


Formação deverá ser presencial e com duração de cinco anos

Agência Brasil
Brasília
Enfermeiros, enfermagem
© Ingrid Anne/Prefeitura de Manaus
Versão em áudio

Os cursos de graduação em enfermagem de todo o país deverão ter formato presencial, duração de cinco anos e carga horária mínima de 4 mil horas. Além disso, o estágio supervisionado obrigatório deverá corresponder a 30% da carga horária total, no mínimo.

As mudanças estão previstas em resolução do Ministério da Educação publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (19) e servem para as modalidades bacharelado e licenciatura.

As instituições de ensino têm até 30 de junho de 2028 para se adaptar às novas regras.

A medida define princípios, estrutura curricular e critérios para a formação de profissionais da área em todo o país, alinhados aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na promoção da saúde, na redução de desigualdades e no respeito à diversidade.

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Entre os pontos principais, o texto destaca a integração entre ensino, pesquisa e extensão, além da articulação entre teoria e prática desde o início da graduação.

As novas diretrizes também detalham as competências esperadas dos profissionais, após a formação:

  • atuação no cuidado individual e coletivo,
  • gestão de serviços de saúde,
  • desenvolvimento de ações educativas e
  • participação na formulação de políticas públicas.

O currículo deve contemplar áreas como cuidado em saúde, gestão, pesquisa, desenvolvimento profissional e educação em saúde.

Para a formação em licenciatura, a norma prevê a atuação prioritária na educação profissional técnica de nível médio, com foco na formação de docentes para cursos técnicos em enfermagem.

O projeto pedagógico deverá seguir diretrizes específicas da formação docente e valorizar princípios como inclusão, democracia e compromisso com o SUS.

De acordo com a resolução, as mudanças buscam atualizar a formação em enfermagem diante das demandas contemporâneas da saúde e fortalecer a qualificação dos profissionais que atuam no sistema público e privado.

Edição: Talita Cavalcante