Ação cumpriu oito mandados de busca e apreensão em cinco estados

Um grupo suspeito de planejar ataques durante as eleições de 2026 é alvo da Operação Rede Interrompida, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na manhã desta terça-feira, 5. A ação cumpriu oito mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
As investigações são conduzidas pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev), do Departamento de Inteligência da PCDF, com apoio das Polícias Civis dos estados envolvidos e do Ciberlab, laboratório da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Segundo a polícia, o inquérito foi aberto após um relatório técnico identificar comunicações entre os investigados com referências frequentes a Brasília como destino de uma mobilização prevista para o período eleitoral.
Durante as apurações, os policiais encontraram indícios de que o grupo discutia possíveis invasões a prédios públicos, definia alvos, recrutava participantes em diferentes estados e planejava estratégias de ocupação de edifícios na região central da capital federal. Também eram compartilhados mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios públicos.
De acordo com a PCDF, as investigações revelaram ainda a circulação de manuais para fabricação de artefatos explosivos entre os suspeitos. Um dos possíveis alvos mencionados pelo grupo seria o prédio onde está previsto um debate presidencial durante as eleições.
Os investigados têm entre 19 e 31 anos. Com o cumprimento dos mandados, a Polícia Civil busca apreender celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos para preservar provas digitais, identificar eventuais conexões ainda desconhecidas e esclarecer o nível de organização e o estágio de desenvolvimento das ações.
Até o momento, o inquérito apura, em tese, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e infrações previstas na legislação antirracismo. A PCDF ressaltou que, nesta fase das investigações, os fatos ainda não foram enquadrados na Lei de Terrorismo.
As investigações seguem sob sigilo, e a responsabilização individual dos suspeitos dependerá da análise pericial do material apreendido durante a operação.

















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