Os irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima, Jerônimo Rodrigues, Larissa Moraes e Geraldo Jr.
Os irmãos Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima, principais lideranças do MDB no Estado, silenciaram sobre o aumento da pressão para que o vice-governador Geraldo Júnior, filiado à sigla, deixe a chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições deste ano.
O silêncio ocorre em meio ao crescimento das especulações sobre mudanças na composição da chapa governista, capitaneadas sobretudo pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e pelo senador Otto Alencar (PSD). Pela manhã, durante coletiva de imprensa, Jerônimo admitiu a possibilidade de alterações para contemplar o PSD.
“Conversamos com o senador Otto Alencar, nós temos um compromisso com ele, a lealdade dele ao projeto, a responsabilidade que ele tem. Ele terá direito na majoritária. Estamos fechando esse acordo”, afirmou o governador.
As especulações ganharam força após Geraldo Júnior compartilhar, na semana passada, em um grupo de WhatsApp com lideranças políticas, uma mensagem com críticas a Rui Costa. A publicação foi apagada pouco depois, mas gerou forte repercussão nos bastidores do governo. Rui chegou a mandar uma indireta para o vice-governador.
Dentro do Palácio de Ondina, aliados avaliam que a permanência do vice-governador na chapa se tornou cada vez mais difícil diante da pressão de partidos da base aliada. No domingo (8), Rui, Otto e o senador Jaques Wagner (PT), principal responsável pelo retorno dos emedebistas à base governista, em 2022, se reuniram para discutir o futuro da chapa e alternativas para a vice do PSD, incluindo a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Ivana Bastos (PSD).
A principal incógnita agora é o futuro do MDB dentro da coalizão governista. Nos bastidores, já circulam informações de que lideranças do partido estariam dialogando com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), sobre uma possível reaproximação com o grupo oposicionista.
O cenário político se tornou ainda mais turbulento após o senador Angelo Coronel anunciar recentemente a saída do PSD e do grupo governista, após perder espaço na chapa majoritária. O parlamentar estaria negociando filiação ao Podemos, legenda que ficou sem representantes na Assembleia e na Câmara dos Deputados logo no início da janela partidária.
Por Política Livre
















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