Saiba o que foi feito com os US$ 14 mil apreendidos com Bolsonaro

Os investigadores ainda apuram a origem do montante Por Redação Bolsonaro está em prisão domiciliar – Foto: Mauro Pimentel | AFP Os US$ 14 mil apreendidos na casa de Jair Bolsonaro (PL) durante operação realizada em julho continuam sob custódia da Polícia Federal (PF). Os investigadores ainda apuram a origem do montante. Parte do valor, US$ 7,4 … Leia Mais




PF monta cela especial para possível prisão de Bolsonaro

Sala segue modelo utilizado com Lula e Collor, com banheiro privativo e cama Por Redação Julgamento de Jair Bolsonaro está previsto para o dia 2 de setembro – Foto: Tânia Rego/Agência Brasil/Arquivo A Polícia Federal possui, desde os últimos meses, uma área adaptada para situações de custódia individual de autoridades, incluindo o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). Localizada … Leia Mais


Concurso 2.902 da Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 65 milhões

Agência Brasil Brasília © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/ARQUIVO Versão em áudio O sorteio do Concurso 2.902 da Mega-Sena foi realizado na noite desse sábado (16), em São Paulo, e não registrou nenhuma aposta vencedora. O prêmio acumulado para o próximo sorteio está estimado em R$ 65 milhões.  As seis dezenas sorteadas foram: 08-21-22-42-45-48. Foram registrados 70 … Leia Mais


STF confirma direito de recusar transfusão de sangue por religião


Tribunal rejeitou recurso do CFM, que buscava reverter decisão

Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil
Brasília
Campanha de doação de sangue no Hemorio, centro do Rio de Janeiro
© Tomaz Silva/Agência Brasil
Versão em áudio

O Supremo Tribuna Federal (STF) formou maioria para reafirmar o direito de negar transfusões de sangue por motivos religiosos, rejeitando recurso do Conselho Federal de Medicina, que buscava reverter a decisão favorável ao grupo Testemunhas de Jeová.

O julgamento dos embargos ocorre no plenário virtual, em sessão prevista para durar até as 23h59 desta segunda-feira (18). Votaram por negar o recurso o relator, ministro Gilmar Mendes, e os ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, André Mendonça e Dias Toffoli.

A maioria será confirmada caso não haja pedido de vista (mais tempo de análise) ou destaque (remessa ao plenário físico). A decisão tem repercussão geral, devendo ser observada por todos os tribunais do país. 

Em setembro de 2024, o plenário do Supremo decidiu por unanimidade que os cidadãos têm o direito de recusar a realização de procedimentos médicos por motivos religiosos. Esse é o caso, por exemplo, das testemunhas de Jeová, cuja fé não permite as transfusões de sangue.

“A recusa a tratamento de saúde por razões religiosas é condicionada à decisão inequívoca, livre, informada e esclarecida do paciente, inclusive quando veiculada por meio de diretivas antecipadas de vontade”, diz a tese estabelecida na ocasião.

A tese vencedora também estabeleceu a possibilidade da realização de procedimento alternativo, sem a transfusão de sangue, “caso haja viabilidade técnico-científica de sucesso, anuência da equipe médica com a sua realização e decisão inequívoca, livre, informada e esclarecida do paciente”.

A CFM recorreu da decisão alegando haver omissões na medida, pois o Supremo não teria esclarecido o que fazer em cenários nos quais o consentimento esclarecido do paciente não seria possível, ou em casos com risco de morte iminente.

Dois casos concretos serviram de base para a decisão. Um dizia respeito a uma mulher de Maceió que se recusou a fazer uma transfusão para a realização de uma cirurgia cardíaca. O outro tratava de uma paciente do Amazonas que exigia o custeio pela União de uma cirurgia de artroplastia total em outro estado, em que poderia ser feita sem a transfusão de sangue. 

No voto seguido pela maioria, em que rejeitou o recurso da CFM, o relator Gilmar Mendes escreveu que, ao contrário do argumentado, os pontos de omissão foram levantados e esclarecidos no julgamento.

“Em situações nas quais a vida do paciente esteja em risco, o profissional de saúde deve atuar com zelo, adotando todas as técnicas e procedimentos disponíveis e compatíveis com a crença professada pelo paciente”, reiterou o ministro.

Edição: Graça Adjuto


Primeira Unidade Básica de Saúde do Novo PAC é inaugurada na Bahia


O governador Jerônimo Rodrigues inaugurou neste sábado (9), a primeira Unidade Básica de Saúde (UBS) entregue pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), na Bahia. A obra teve investimento de R$ 1,4 milhão e marca o início das entregas do programa lançado pelo presidente Lula e pelo Ministro da Casa Civil, Rui Costa. “Essa é a primeira de muitas outras virão. É o resultado da parceria Bahia – Brasil, Jerônimo e Lula. Aqui as pessoas terão atendimento médico, farão procedimentos de prevenção e terão todo o carinho que merecem”, comemorou o governador.

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou simplesmente Postos de Saúde são a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), responsáveis por oferecer atendimento médico inicial, preventivo e básico, vacinação, pré-natal, acompanhamento de doenças crônicas e outros serviços essenciais que aproximam a saúde da população.

Ao todo, a Bahia teve aprovadas 279 novas UBS no Novo PAC, somando investimentos de R$ 581,8 milhões. Na primeira etapa, são 165 unidades — todas já em construção. Já na segunda etapa, foram autorizadas mais 114 unidades, cujas obras ainda não foram iniciadas. Os valores variam de R$ 1,8 milhão para as de menor porte até R$ 5 milhões para as de maior porte.
Fotos: Thuane Maria e Adriel Francisco.


Homem é preso por importunação sexual dentro de metrô em Salvador


Suspeito foi flagrado por agentes de segurança na Estação Bom Juá e levado à delegacia

Por Luan Julião

Metrô de Salvador
Metrô de Salvador – 

Um homem foi detido na tarde de sábado, 9, na Estação de Metrô Bom Juá, em Salvador, suspeito de cometer o crime de importunação sexual contra passageiras. Segundo a Polícia Militar, agentes da 23ª Companhia Independente (CIPM) foram acionados para atender a ocorrência e encontraram o suspeito já contido por seguranças da concessionária.

Ainda de acordo com a PM, as vítimas estavam no local e todos os envolvidos foram encaminhados à Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente, onde foram adotadas as medidas cabíveis.

Em nota, a CCR Metrô Bahia informou que os Agentes de Atendimento e Segurança acolheram uma passageira e acionaram a polícia após receberem a denúncia.

A empresa disse repudiar qualquer tipo de assédio e destacou que, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), mantém espaços exclusivos para atendimento a mulheres vítimas de assédio e violência — as “Salas Elas à Frente”, localizadas nas Estações Pirajá e Rodoviária, com apoio psicológico e social.

O caso segue sob investigação.


Carrefour se manifesta após sanção contra venda de cigarro eletrônico


A Senacon notificou o Carrefour e a Enjoei para retirar anúncios de venda e publicidade de cigarros eletrônicos das respectivas plataformas

Viviane Moos/Corbis via Getty Images
Imagem de loja do Carrefour - Metrópoles

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Grupo Carrefour Brasil se manifestou, nesta quinta-feira (24/7), após a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, determinar a suspensão da venda e a remoção de anúncios de cigarros eletrônicos, acessórios e dispositivos similares veiculados nas próprias plataformas.

Ao Metrópoles, a rede varejista informou que “atua em total observância à legislação e que os apontamentos recebidos estão sendo devidamente analisados”.

O que diz a Senacon

A determinação atende a um despacho que destaca que a comercialização, fornecimento e a publicidade dos cigarros eletrônicos são proibidas no Brasil, conforme resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), datada de 2009.

Além do Carrefour, a plataforma Enjoei foi notificada pela Senacon.

“Com o objetivo de suspender, de forma imediata, a comercialização de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), inclusive cigarros eletrônicos e seus acessórios, independentemente da modalidade ou nomenclatura comercial utilizada (como descartáveis, recarregáveis, pods, sistemas abertos ou fechados, refis, essências, entre outros)”, destaca o órgão em trecho do despacho.

Dessa forma, as empresas têm 24 horas para remover integralmente os conteúdos irregulares, sob risco de pena de multa diária de R$ 50 mil, conforme despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira.

O Carrefour e a Enjoei terão o prazo de cinco dias úteis corridos para apresentar a comprovação da renovação dos anúncios e as justificativas para uma eventual permanência dos anúncios nos sites.

As empresas também deverão indicar como monitoram os anúncios e indicar detalhes dos contratos com anunciantes, em especial sobre regras relativas a punições por vender produtos proibidos no Brasil.

A Senacon diz que o eventual descumprimento da medida poderá ocasionar a adoção de outras “sanções administrativas cabíveis”, como novas medidas cautelares e aplicação de penalidades previstas na legislação de defesa do consumidor.

A secretaria ainda pede que a Anvisa avalie a necessidade de adotar medidas regulatórias e, se for o caso, implementar ações de fiscalização, interdição, recolhimento de produtos ou aplicação das sanções administrativas.


Fux diverge, mas Primeira Turma confirma tornozeleira para Bolsonaro


Ministro do STF foi o único a discordar

Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil
Brasília
Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal - STF
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
Versão em áudio

Por maioria de 4 a 1, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter as medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Último a votar, o ministro Luiz Fux foi o único a discordar.

Para Fux, a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) não apontaram “provas novas e concretas nos autos de qualquer tentativa de fuga empreendida ou planejada pelo ex-presidente”. Por esse motivo, impor medidas restritivas a Bolsonaro seria uma atitude desproporcional, votou o ministro.

O voto de Fux entrou no sistema menos de uma hora antes do fim da sessão virtual extraordinária da Primeira Turma, que começou às 12h de sexta-feira (19) e terminou às 23h59 de segunda-feira (21).

Em outro trecho, Fux reconhece pressões que tentam intimidar o Supremo, mas afirmou que o STF tem conseguido demonstrar de “forma inequívoca a sua independência e a sua impermeabilidade às pressões dos setores que manifestam desagrado com as suas decisões”, assinalou. 

Maioria

Os demais quatro ministros do colegiado – além do próprio Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia – votaram por manter as cautelares, diante do risco de fuga de Bolsonaro e para que ele interrompa o que seria uma tentativa de intimidar o Supremo Tribunal Federal a arquivar a ação penal sobre uma trama golpista da qual é réu.

Além da tornozeleira, as medidas incluem o recolhimento noturno e nos fins de semana e a proibição de se comunicar com o filho Eduardo Bolsonaro, bem como de se manifestar nas redes sociais.

Ao impor as medidas, o ministro Alexandre de Moraes atendeu pedidos da PF e da PGR, e apontou para diversas postagens de Bolsonaro e Eduardo, e também para entrevistas dos dois a canais de TV e da internet, em que defendem, por exemplo, sanções do governo dos Estados Unidos contra autoridades brasileiros e o próprio Brasil.

Moraes entendeu que os dois fazem um “flagrante confissão” do cometimento de crimes como coação no curso do processo, obstrução de justiça e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito. Em outro trecho da decisão, o ministro cita ainda um possível atentado à soberania nacional.

Ação penal

O esforço para mobilizar o governo dos EUA a intimidar a justiça brasileira se intensifica à medida que avança no Supremo a ação penal sobre uma tentativa de golpe de Estado que teria sido liderada por Bolsonaro, segundo denúncia da PGR. 

Nesta segunda-feira (21), Moraes deu 24 horas para que a defesa de Bolsonaro explique – “sob pena de decretação imediata da prisão do réu” – o descumprimento de algumas das medidas cautelares desde que foram impostas. Mais cedo, o ministro publicou despacho para esclarecer que entrevistas concedidas pelo ex-presidente não podem ser retransmitidas nas redes sociais, por exemplo.

Confira as medidas determinadas contra Bolsonaro

Uso de tornozeleira eletrônica;

Recolhimento domiciliar noturno entre 19h e 6h, de segunda a sexta-feira, e integral nos fins de semana e feriados;

Proibição de aproximação e de acesso a embaixadas e consulados de países estrangeiros;

Proibição de manter contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras;

Proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros;

Proibição de manter contato com Eduardo Bolsonaro e investigados dos quatro núcleos da trama golpista.

Edição: Kleber Sampaio