Lei cria Junho Vermelho para incentivar doação de sangue

Norma prevê ações de conscientização e iluminação de prédios públicos Agência Brasil Brasília © Hemorio/Divulgação Versão em áudio O mês de junho passará a integrar o calendário de ações de incentivo à doação de sangue. De acordo com a Lei 15.491/2026, o poder público produzirá materiais educativos e campanhas com foco no aumento dos estoques nos … Leia Mais


Anvisa suspende produtos de farmácias de manipulação irregulares

Medidas também atingem produtos à base de cannabis sem autorização e gases medicinais fabricados por empresa sem licença Por: Ravenna Alves  Rmcarvalho/Getty Images A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização e da propaganda de produtos de duas farmácias de manipulação após identificar irregularidades na forma como eram divulgados e vendidos. As medidas … Leia Mais


Amamentação reduz risco de doença cardíaca na mãe

Produção de leite libera hormônios que melhoram funções do coração Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro © Valter Campanato/Agência Brasil Versão em áudio A amamentação reduz em cerca de 11% a chance de a mulher desenvolver uma doença cardiovascular em relação a mulher que não amamenta, destaca a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A … Leia Mais


Campanha alerta sobre imunização contra vírus que causa bronquiolite

Vírus sincicial respiratório afeta principalmente menores de 2 anos Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Versão em áudio A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) lançou a campanha Todos contra o VSR – Proteção desde o Início. O objetivo é ampliar o conhecimento de gestantes e da … Leia Mais


Novo remédio contra Alzheimer pode reduzir declínio cognitivo em 50%

Medicamento experimental que atua sobre a proteína tau mostrou resultados promissores em pacientes com Alzheimer em grau leve Isabella França  Magnfic Uma nova terapia experimental para a doença de Alzheimer apresentou resultados promissores em um estudo internacional e deve avançar para a fase 3, considerada a última etapa antes de um possível pedido de aprovação pelas … Leia Mais


SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV


Farmanguinhos internaliza processo desde 2020 e aguarda aval da Anvisa

Tâmara Freire – Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro
dolutegravir usado no SUS contra o HIV. Foto: Agência de Notícias da Aids/ Divulgação
© Agência de Notícias da Aids/ Divulgação
Versão em áudio

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o principal remédio utilizado para o tratamento do HIV no Brasil, o antiretroviral dolutegravir, que é distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento no país.

O medicamento foi desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa para prevenção e tratamento para HIV pertencente à biofarmacêutica GSK. Em 2020, ambas assinaram um contrato com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz para nacionalizar progressivamente a produção do remédio e distribuí-lo ao SUS.

Desde então, Farmanguinhos vem realizando investimentos para adaptar sua planta fabril, adquirir novos equipamentos, capacitar seus profissionais e promover estruturação técnica, regulatória e operacional para garantir a internalização da produção. Este processo acaba de ser concluído, e o início do fornecimento ao SUS depende apenas da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Desde 2022, o instituto da Fiocruz já faz a distribuição para o SUS dos remédios produzidos em fábricas da GSK. Mais de 739 milhões de cápsulas já foram fornecidas para a saúde pública desta forma. Em 2025, Farmanguinhos também assumiu as análises laboratoriais de controle de qualidade do medicamento.

Três lotes do remédio já foram fabricados e validados pelo instituto e poderão ser distribuídos para o SUS, assim que a liberação da Anvisa for expedida. Paralelamente, o instituto trabalha na validação da metologia analítica do ingrediente farmacêutico ativo.

O acordo de transferência de tecnologia inclui mais uma etapa: a internalização da produção do dolutegravir em combinação com outra substância, a lamivudina. Esse formato também é distribuído pelo SUS. A expectativa é que essa produção comece a ser feita por Farmaguinhos no ano que vem.

Medicamento recomendado pela OMS

Dolutegravir é um dos principais medicamentos utilizados no tratamento para HIV em todo o mundo. Ele age inibindo a enzima integrase, o que impede a replicação do vírus dentro das células de defesa do organismo. Além de ser altamente eficaz, reduzindo a carga viral a níveis indetectáveis, ele melhora a imunidade e impede a progressão para a AIDS, com poucos efeitos colaterais.

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o medicamento como opção preferencial para tratamento de primeira e segunda linha em todas as populações, incluindo mulheres grávidas e pessoas com potencial para engravidar.

Edição: Vinicius Lisboa


Martagão realiza procedimento inédito para pacientes cardiológicos do hospital


O Hospital Martagão Gesteira realizou, em julho, um procedimento inédito para pacientes cardiológicos da instituição. Com a implantação da técnica de Fechamento Percutâneo de Comunicação Interatrial (CIA) e a ampliação da estrutura hospitalar, foi realizada a primeira intervenção em um adolescente de 14 anos diagnosticado com essa cardiopatia congênita, caracterizada por uma abertura no septo que separa os átrios do coração. A alteração provoca uma passagem anormal de sangue entre as câmaras cardíacas, causando sobrecarga de volume.

Segundo a coordenadora da cardiologia pediátrica do Martagão, Mila Simões, até então o tratamento era realizado por meio de cirurgia cardíaca aberta.

“Antes, para corrigir esse tipo de CIA, a criança precisava passar por uma cirurgia com abertura do tórax, submetendo-se aos riscos de um procedimento invasivo e à necessidade de internação em leito de UTI”, explica.

Com o Fechamento Percutâneo de CIA, a correção é feita de forma minimamente invasiva. “A médica hemodinamicista utiliza um cateter introduzido pela perna da criança até alcançar o coração, onde o orifício é fechado, sem necessidade de cirurgia aberta”, detalha Mila Simões. A recuperação também é mais rápida, permitindo que o paciente receba alta no mesmo dia.

A oferta do procedimento foi possível após a reestruturação do hospital nos últimos anos, que incluiu a implantação do setor de hemodinâmica. A nova estrutura ampliou a capacidade assistencial do Martagão e passou a viabilizar tratamentos que antes não eram realizados na instituição.

“É uma grande conquista para o Martagão poder oferecer esse tipo de tratamento aos seus pacientes. É tecnologia avançada que permitirá melhores resultados”, conclui a médica.

Hospital de alta complexidade e quaternário, o Martagão atende, há mais de 60 anos, crianças e adolescentes de toda a Bahia. Realiza atendimentos especializados, cirurgias de alta complexidade e exames. Dispõe de aproximadamente 239 leitos (dado no CNES), além de UTI, UTI neonatal e uma Unidade de Treinamento para Desospitalização (UTD).

De acordo com o DataSUS e considerando a faixa pediátrica, o Martagão foi responsável, em 2025, por cerca de 50% das cirurgias oncológicas feitas pelo SUS, 50% dos tratamentos oncológicos, 20% das cirurgias neurológicas e 30% das cirurgias cardíacas. O hospital fez 100% dos transplantes de medula óssea em crianças e adolescentes pelo SUS e, por ano, realiza em média 230 mil atendimentos em 27 especialidades médicas.


SUS oferta insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos


 

Mais moderno, remédio tem dose diária única

Agência Brasil
Brasília
SUS começa a oferta nacional de insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos em todo o país. Foto: MS/Divulgação
© MS/Divulgação
Versão em áudio

Ministério da Saúde está substituindo gradualmente a insulina NPH pela glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida beneficiará pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Até essa segunda-feira (13), o Ministério da Saúde já havia encaminhado mais de 254 mil tubetes de insulina glargina a 16 estados. Também foram distribuídas 52.350 canetas reutilizáveis para a aplicação do medicamento. Todas as unidades da Federação devem receber o medicamento até o fim de julho.

O acesso ao medicamento ocorrerá mediante avaliação clínica e prescrição médica, com oferta nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país.

Considerada opção terapêutica mais moderna, a insulina glargina tem ação prolongada e, na maioria dos casos, requer apenas uma aplicação diária.

Outros esquemas de tratamento podem exigir até três aplicações no mesmo período.

Segundo o ministério, o uso da insulina glargina proporiona controle mais estável da glicemia e reduz o risco de episódios de hipoglicemia.

A expectativa é que a mudança proporcione mais segurança e qualidade de vida aos pacientes atendidos pelo SUS.

Acesso

Para acessar a insulina glargina, o paciente deve procurar a UBS mais próxima de sua residência com a receita médica devidamente emitida e carimbada. 

No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores também podem pedir a substituição da insulina NPH pela nova opção terapêutica.

Os usuários serão atendidos por uma equipe multiprofissional, responsável por avaliar o quadro clínico e verificar a possibilidade de transição do tratamento.

Junto com a insulina glargina, será disponibilizada uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de três anos, além das agulhas necessárias para a administração do produto.

Edição: Talita Cavalcante


Perder fôlego ao subir escada pode ser sinal de insuficiência cardíaca


Dia nacional de alerta contra a doença é lembrado nesta quinta-feira

Tâmara Freire – Repórter da Agência BrasilRio de Janeiro
leito hospitalar
© Reuters/Direitos Reservados
Versão em áudio

Perder o fôlego ao subir uma escada pode não ser apenas falta de condicionamento físico. Nesta quinta-feira (09), a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) chama atenção para o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, doença que já afeta cerca de 1,7 milhão de brasileiros.

Os principais sintomas são comuns: dificuldade respiratória durante esforço, fadiga muscular e retenção de líquidos. Por isso, podem ser confundidos com os efeitos do sedentarismo ou do envelhecimento. Mas de acordo com o cardiologista Marcus Simões, membro da SBC, é importantíssimo consultar um especialista.

“Durante o esforço físico, o coração é mais requisitado. Quando você força a musculatura, ela tem que receber mais sangue, e aí o coração tem que bombear mais sangue. Então, é na hora do esforço que o coração usualmente demonstra que não está bem”

A condição é mais frequente em idosos e mulheres. Simões, que coordena a diretriz brasileira de insuficiência cardíaca da entidade, acrescenta que a condição se desenvolve a partir de alguma outra doença cardíaca, como sequela de um infarto, por exemplo.

“Também pode se manifestar quando uma válvula do coração está doente, ou por doenças crônico-degenerativas, como diabetes e a hipertensão, que vão lesando lentamente o músculo do coração. Temos também algumas doenças regionais, como a doença de Chagas”, complementa o médico.

Em decorrência, “o coração não consegue fazer o trabalho adequado de receber o sangue e bombeá-lo, para levar o sangue para diferentes tecidos do corpo”. Neste momento é que começam os sintomas, explica o médico.

Portanto, a insuficiência pode ser a primeira manifestação de diversas doenças graves. “O paciente pode ter múltiplas internações hospitalares, porque ele descompensa e tem um risco de mortalidade de 30% a 50% ao longo de 5 anos”, alerta Marcus Simões.

O diagnóstico é feito principalmente a partir do exame clínico do médico, confirmado por exames simples. “Para obter uma diferenciação e fechar o diagnóstico, a gente pode lançar mão do raio-x de tórax, ecocardiograma, ultrasson do coração e exames de sangue, com biomarcadores.”

Além disso, a insuficiência cardíaca pode ser controlada com remédios.Os principais medicamentos são distribuídos pelo Sistema Único de Saúde. No entanto, quando os pacientes não seguem o tratamento, podem desenvolver um quadro agudo, que geralmente exige internação.

De acordo com a SBC, cerca de 1/4 dos casos de descompensação ocorrem pela interrupção do tratamento. A piora do quadro também pode ser causada por infecções, arritmias, hipertensão, infarto e miocardite.

Outra medida essencial para o controle da doença é a reabilitação física: “Tanto o coração quanto a musculatura esquelética precisam de atividade física. A ideia é aliviar os sintomas, tratar a insuficiência cardíaca, tratar a doença de base que levou à insuficiência, para permitir que o paciente faça exercícios graduados e progressivos, para reassumir sua qualidade de vida.”

Essas orientações devem constar na nova diretriz brasileira para o tratamento da insuficiência cardíaca, que será lançada em outubro.

O documento vai reunir as evidências científicas mais atuais para orientar a prática clínica dos médicos do país e será apresentado durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro.

Edição: Maria Claudia


Vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV é prorrogada


Agora o programa de imunização vai até dezembro

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
Brasília
Brasília - Alunas do Centro de Ensino Fundamental 25, em Ceilândia, são vacinadas contra o papiloma vírus humano - HPV (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Versão em áudio

O Ministério da Saúde prorrogou a vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV até 31 de dezembro deste ano. A estratégia de resgate vacinal de jovens que não receberam a dose na idade recomendada seria encerrada este mês.

Em ofício, a pasta reforçou a importância do resgate vacinal para a ampliação do acesso de adolescentes ainda não imunizados e reafirmou a necessidade de estados e municípios intensificarem as ações voltadas para a vacinação desses jovens.

“O monitoramento dessa vacinação de resgate apresenta avanços, mas os dados ainda são insuficientes para alcançarmos os mais de 600 mil adolescentes contemplados, necessitando, portanto, o incremento de estratégias voltadas para ações extramuros, como nas escolas, universidades e outros locais”, destacou o ministério.

No documento, a pasta citou ainda a importância de parcerias com sociedades científicas, órgãos de classe, organizações não governamentais, igrejas e mídias, com o objetivo de ampliar a divulgação para a sociedade sobre a segurança e efetividade da vacina.

Dados coletados até junho deste ano indicam que 287.647 adolescentes com idade entre 15 e 19 anos foram imunizados contra o HPV, sendo 124.172 do sexo feminino e 163.502 do sexo masculino.

Esquema vacinal

A vacina contra o HPV faz parte da rotina do calendário nacional para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Desde 2024, o Brasil adotou o esquema de dose única, substituindo o modelo anterior de duas doses e simplificando o acesso à imunização.

Para pessoas imunocomprometidas, como as que vivem com HIV/aids e pacientes oncológicos e transplantados, o esquema vacinal permanece com três doses.

A mesma recomendação se aplica a usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP) entre 15 e 45 anos e a vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.

Análise

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, lembra que o HPV é o principal vírus causador de diversos tipos de câncer, sobretudo o de colo de útero, mas também está relacionado ao câncer anal, câncer de boca, de cabeça, de pescoço, de ânus, de vulva e de vagina.

“São diversos tipos de câncer que partem do princípio de uma infecção prévia pelo vírus. Ele promove uma alteração na mucosa desses locais e indivíduos que não conseguem eliminá-lo após a exposição persistem com essa infecção por tempo prolongado, levando à uma diferenciação dessas células, causando, no futuro ou na persistência dessa infecção, esses tipos de câncer,” explicou Kfouri.

Segundo ele, o objetivo da imunização é evitar que mulheres e homens, ao se exporem ao HPV, se infectem e fiquem com o vírus de forma persistente. “A vacinação de adolescentes foi demonstrada, em diversos locais do mundo, a idade mais eficaz – não só no desempenho da vacina, mas também pelo momento.”

“Ao vacinar antes da exposição ao vírus, já que é um vírus de transmissão basicamente sexual, você evita e consegue obter o melhor desempenho da vacina., que é proteger contra todos os tipos contidos na dose”, completou.

O médico destacou ainda que a estratégia de imunizar meninos e meninas amplia o poder de proteção por meio da redução da transmissão do vírus e que países que adotaram a ação obtiveram reduções expressivas em verrugas genitais, cânceres de vagina e vulva e, principalmente, no câncer de colo de útero.

“É uma vacina extremamente segura e altamente eficaz. Uma das mais eficazes que nós já desenvolvemos no mundo. Ao ponto da Organização Mundial da Saúde falar hoje em eliminar o câncer de colo de útero”, concluiu Kfouri.