Medidas também atingem produtos à base de cannabis sem autorização e gases medicinais fabricados por empresa sem licença

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização e da propaganda de produtos de duas farmácias de manipulação após identificar irregularidades na forma como eram divulgados e vendidos. As medidas foram publicadas nesta segunda-feira (3/8) no Diário Oficial da União (DO
As decisões envolvem a Puríssima Farmácia de Manipulação e a Citrus Farmácia de Manipulação. Além delas, a Anvisa proibiu a divulgação e a venda de produtos derivados de cannabis sem registro e determinou a apreensão de gases medicinais fabricados por uma empresa sem autorização de funcionamento.
Farmácias anunciavam produtos sem prescrição
No caso da Puríssima Farmácia de Manipulação, a Anvisa informou que foi comprovada a divulgação e a oferta do produto Puríssima Saúde Personalizada pela internet sem a exigência de prescrição por profissional habilitado.
Já a Citrus Farmácia de Manipulação foi alvo da medida por divulgar e comercializar medicamentos manipulados padronizados, e não preparados de forma individualizada para cada paciente, por meio do site e das redes sociais, também sem a devida prescrição.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e CiênciaSegundo a agência, esse tipo de prática contraria as regras que disciplinam a manipulação de medicamentos, que devem ser preparados de forma individualizada e mediante receita emitida por profissional habilitado.
Produtos de cannabis e gases medicinais
Outra resolução proíbe a comercialização e a propaganda de todos os produtos derivados de cannabis divulgados pela empresa Vitanabis Intermediação e Serviços Ltda., responsável pela plataforma Qura App.
De acordo com a Anvisa, os produtos eram anunciados em sites e redes sociais sem registro ou autorização da agência, o que motivou a proibição. A medida também se aplica a pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação que comercializem ou divulguem esses produtos.
A Anvisa também determinou a apreensão de todos os gases medicinais produzidos pela empresa C Alles Ribeiro Ltda. Segundo a agência, a fabricante não possui autorização de funcionamento para produzir medicamentos. Por esse motivo, ficaram proibidas a fabricação, a importação, a distribuição e o uso desses produtos.

















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