Estudo analisou o custo da eletricidade residencial de 138 nações

Uma pesquisa do Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com o economista Daniel Duque, aponta que as tarifas de energia elétrica no Brasil estão entre as mais caras do mundo, superando as de 77 países. O estudo analisou o custo da eletricidade residencial em 138 nações.
O estudo concluiu que medidas como a retirada dos chamados “jabutis” legislativos, a revisão de subsídios, o combate às perdas no sistema elétrico e a redução da carga tributária poderiam diminuir as tarifas de energia em até 32%.
Embora o Brasil não tenha a tarifa nominal mais alta do mundo, o estudo mostra que, quando os valores são ajustados pela Paridade do Poder de Compra (PPC), a conta de luz brasileira chega a US$ 0,357 por kWh, superando a de 77 países.
Entre as nações com energia mais barata estão China, Canadá, Estados Unidos, Coreia do Sul, Índia, Rússia e Argentina. Já países como Serra Leoa, Ruanda, Cabo Verde, Guatemala e Quênia aparecem entre os que possuem as tarifas mais elevadas.
Mesmo com uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, formada por quase 90% de fontes hidrelétricas, eólicas e solares, em 2025, o consumidor brasileiro paga uma conta considerada elevada.
Por que a conta de luz é tão cara?
Segundo o economista, o custo da geração de energia representa apenas 30,4% do valor pago pelo consumidor. A maior parte da conta é composta por encargos setoriais, tributos e custos relacionados à distribuição de energia, que acabam reduzindo a vantagem de o país produzir eletricidade a um custo relativamente baixo.
Na avaliação do estudo, esse cenário impacta diretamente o consumo das famílias, reduz a competitividade das empresas e eleva os custos de bens e serviços em toda a economia.
O que aumenta o valor da tarifa
Entre os principais fatores que pressionam o preço da energia estão os subsídios cruzados, financiados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Em 2026, o fundo destinado a custear programas como a Tarifa Social, o Luz para Todos e incentivos às fontes renováveis soma R$ 52,7 bilhões.
O levantamento também aponta que as perdas na distribuição, incluindo furtos de energia, conhecidos como “gatos”, que correspondem a cerca de 14,3% da energia distribuída, e a elevada carga tributária contribuem para encarecer a conta de luz. Os impostos representam 18,1% do valor final da fatura, tendo o ICMS como principal componente.

















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