
Por Jonas Paulo
Participando de algumas das extraordinárias Plenárias do Programa de Governo Participativo (PGP), na entusiasmada e já vitoriosa pré-campanha do nosso governador Jerônimo Rodrigues, quando ouço dizer que tudo começou em 2006 — ano em que demos o tiro de misericórdia no carlismo e elegemos Jaques Wagner para o Governo da Bahia —, penso: não foi o começo. Foi, sim, o início da era dos governos do PT e a consolidação da hegemonia política das forças democráticas lideradas pelo nosso partido.
Vivemos tempos duros e difíceis nos anos 1980, ao lado dos desbravadores Edival Passos, Jorge Almeida, José Novais, Gabrielli, Geraldo Simões, Acácio Araújo, Geracina Aguiar, Ivanide Santa Bárbara, Luiz Alberto, Benito Brasileiro, Zé Maria e Jonas Paulo.
Botamos a cabeça de fora elegendo nosso primeiro deputado estadual, Alcides Modesto, em 1986, e conquistando a primeira prefeitura petista, com Osvaldo Morais, em Jaguaquara, em 1988.
Encantamos a Bahia em 1989 com a campanha Lula Lá, da Frente Brasil Popular (PT, PSB e PCdoB), sendo o estado decisivo para levar Lula ao segundo turno. Ali vivemos a primeira grande experiência de ampliação política na Bahia, incorporando PMDB, PSDB, PDT e PCB ao Movimento Lula Presidente, do qual tive a honra de ser coordenador estadual.
A partir daí, nos anos 1990, Itabuna e Vitória da Conquista, com experiências premiadas como o Orçamento Participativo, o Programa Médico da Família, a quebra do monopólio dos transportes e políticas de geração de renda, tornaram-se referências nacionais de governos populares e motivo de orgulho para o PT baiano.
Mas o PT só se consolidou como alternativa real de poder e liderança da oposição na Bahia em 1996, com Nelson Pelegrino disputando a Prefeitura de Salvador, e em 1998, com Zezéu Ribeiro disputando o Governo do Estado. Foi quando rivalizamos, palmo a palmo, com o carlismo, aplicando o primeiro grande susto à velha oligarquia e iniciando sua derrocada.
Nos anos 2000, consumou-se a nossa hegemonia.
Nesta semana realizamos um fantástico PGP no Território Velho Chico, o maior reduto de prefeituras do PT no estado, com fortíssima presença e tradição de luta da agricultura familiar, dos assentados, quilombolas, pescadores e comunidades de fundo e fecho de pasto. Por isso, o PGP foi militante, vermelho, vibrante e tão mobilizado que o espaço do evento ficou pequeno para tanta gente.
Foi um encontro histórico de trajetórias vitoriosas de um mesmo projeto transformador.
De um lado, nossos municípios com a história do PT: Ibotirama (1981), Oliveira dos Brejinhos (1983), Paratinga (1984), Morpará (1984), Carinhanha (1986) e Malhada (1986), que governamos por diversos mandatos. Somaram-se Barra, Igaporã e a parceira Bom Jesus da Lapa.
Todos juntos, ombro a ombro e coração a coração, no mesmo espaço, ao lado de lideranças estaduais petistas consagradas nacionalmente, como Jaques Wagner e Rui Costa, do aliado leal Otto Alencar e do novo líder carismático que assume, cada vez mais, a condução firme e inteligente do nosso projeto na Bahia: o professor e governador Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição, que vem transformando a Bahia, construindo o futuro do estado e colocando nossa terra no centro das decisões nacionais, ao lado do grande líder político nacional e internacional, o presidente Lula.
Os tempos são outros, e o PT já não é o mesmo de outrora. É verdade. Mas nossos sonhos libertários continuam guiando a nossa caminhada. Sabemos da responsabilidade histórica da Bahia em seguir sendo a retaguarda estratégica das vitórias presidenciais do nosso campo democrático, pelo significado da reeleição de Lula para a democracia, para a soberania do Brasil, para a integração latino-americana e para a construção de um mundo multipolar. Afinal, somos o “B” dos BRICS.
PT, saudações!
Jonas Paulo
Ex-presidente do PT Bahia
Filiado ao PT de Ibotirama desde 1981.

















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