Advogada foi presa na última quinta-feira, 21

A operação que resultou na prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra já estava em andamento enquanto ela ainda passava uma temporada de mais de 20 dias em Roma, na Itália.
Ela foi presa em meio à investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que aponta supostas ligações dela com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A influenciadora foi presa preventivamente em um condomínio em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, na última quinta-feira, 21, sob suspeita de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e de integrar a facção criminosa. Ela funcionava como um “caixa” do grupo criminoso.
Quando ainda estava na Itália, a advogada já estava sendo observada pelas autoridades brasileiras e pela Interpol. Ela estava hospedada em um prédio de luxo na região da Piazza di Spagna, onde as diárias ultrapassam R$ 15, e publicava rotineiramente vídeos de sua viagem nas redes sociais.
A polícia chegou a planejar prender Deolane em território italiano, mas a influenciadora acabou retornando ao Brasil na véspera da deflagração da operação, sendo detida logo ao chegar a São Paulo.
Dinheiro ilícito
O promotor de Justiça Lincoln Gakiya disse, ao Fantástico, da Globo, que os investigados utilizam pessoas com grande número de seguidores para pulverizar e ocultar o dinheiro ilícito.
Um relatório de peritos da área financeira da polícia indica que R$ 13,6 milhões circularam pelas contas pessoais de Deolane entre 2018 e 2022, enquanto outros R$ 14 milhões passaram por três de suas empresas.
A operação atual é o desdobramento de uma investigação iniciada em 2019, após a apreensão de bilhetes manuscritos em uma cela de Presidente Venceslau.
As mensagens continham ordens das lideranças da facção: os irmãos Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Alejandro Camacho Júnior, o Marcolinha.
As pistas levaram a polícia a uma transportadora que funcionava ao lado da penitenciária para lavar dinheiro do PCC e apoiar o tráfico internacional de cocaína.
Em dezembro de 2021, uma operação apreendeu celulares na casa de Ciro César Lemos e de sua esposa, que apareciam oficialmente como os donos da empresa.
O que diz a defesa de Deolane
Ao Fantástico, a defesa de Deolane Bezerra, representada pelo advogado Aury Lopes Jr., afirmou que a influenciadora não possui qualquer vínculo com a referida transportadora ou seus proprietários, tampouco conhecimento sobre eles.
Durante a audiência de custódia, Deolane declarou que os valores recebidos eram pagamentos legítimos por serviços prestados na época em que exercia a advocacia criminal. Após a prisão, ela foi transferida para o presídio feminino de Tupi, no interior de São Paulo.
















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