A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMT) intensificou, durante o mês de julho, às ações de infraestrutura viária com a implantação de 44 redutores de velocidade em diferentes regiões de Alagoinhas. O número representa um marco para a autarquia, sendo uma das maiores ações concentradas de implantação de redutores já realizadas em um único … Leia Mais
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abriu chamada pública para subsidiar pesquisas científicas e o desenvolvimento de tecnologias e produtos inovadores para endometriose, dor pélvica e saúde menstrual, com foco em soluções aplicáveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Interessados podem se inscrever até 12 de agosto.
As propostas selecionadas serão financiadas por meio de investimento de R$ 50 milhões provenientes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, além de R$ 10 milhões ofertados pelo grupo Alana, para criar uma rede nacional estruturante, cuja composição terá como ponto de partida os projetos apoiados.
Conforme a chamada pública, as propostas devem se encaixar em um dos seguintes eixos temáticos: causa e prevenção; diagnóstico; tratamento; biorrepositório (reservatório de materiais biológicos, utilizado em pesquisas específicas); e impacto social.
“A linha temática dedicada ao impacto social é um dos diferenciais da chamada e amplia o escopo das pesquisas para além dos aspectos biológicos e clínicos da endometriose e da saúde menstrual”, avaliou o grupo Alana em nota.
Ainda de acordo com a chamada pública, o responsável pela apresentação da proposta deve ter título de doutor, ser coordenador do projeto e ter vínculo formal com a instituição de execução do projeto. Os resultados serão divulgados em 2 de dezembro.
Números
Pesquisa divulgada em 2026 pelo Alana e pelo Instituto Equidade.info mostra que seis em cada dez estudantes dos ensinos fundamental e médio que menstruam relatam cólicas fortes ou moderadas, que atrapalham a rotina e exigem uso de medicação.
“Mais do que um desconforto, a dor menstrual tem impacto direto na vida escolar: quatro em cada dez alunas faltam às aulas mensalmente por esse motivo”, destacou o grupo no comunicado.
Os dados mostram que, além dos prejuízos à saúde física e mental, as cólicas fortes — principal sintoma da endometriose — podem levar mulheres a perder até 10,8 horas de trabalho por semana.
O mercado financeiro teve desempenho misto nesta segunda-feira (6). O dólar caiu pela terceira sessão consecutiva e fechou no menor nível em quase três semanas, mas a bolsa recuou, descolando-se das bolsas estadunidenses. O movimento ocorreu em um dia de agenda econômica esvaziada, com investidores ajustando posições e acompanhando o cenário internacional.
O dólar comercial encerrou esta segunda vendido a R$ 5,132, menor fechamento desde 17 de junho. O Ibovespa, principal índice da B3, caiu 0,93%, aos 172.447,58 pontos, devolvendo parte dos ganhos acumulados na semana passada.
Câmbio recua
Sem indicadores econômicos relevantes no Brasil, o mercado de câmbio foi influenciado principalmente pelo ambiente externo e pela valorização de commodities (bens primários com cotação internacional) exportadas pelo país, como soja e minério de ferro, além do recorde recente nas exportações de carne. Esses fatores que favorecem a entrada de dólares na economia brasileira.
Ao longo do dia, a moeda americana também perdeu força no exterior, o que contribuiu para ampliar os ganhos do real. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, terminou praticamente estável, após oscilar durante a sessão.
Com o resultado, o dólar acumula queda de 0,60% nos primeiros pregões de julho e desvalorização de 6,50% frente ao real em 2026.
Os investidores também aguardam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, prevista para quarta-feira (8). O documento poderá trazer novas indicações sobre o rumo dos juros na maior economia do mundo.
Ibovespa cai
Na bolsa brasileira, o movimento foi diferente. O Ibovespa recuou mesmo com o desempenho positivo de Wall Street, onde os índices encerraram em alta, impulsionados principalmente pelas empresas ligadas à inteligência artificial e ao setor de tecnologia.
O fluxo de recursos estrangeiros continua favorecendo ações desse segmento nos Estados Unidos, reduzindo o interesse por mercados emergentes, como o Brasil.
No cenário doméstico, a proximidade das eleições de 2026, as preocupações com a política fiscal após 2027 e o início da audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre práticas comerciais brasileiras contribuíram para aumentar a cautela dos investidores.
Além da ata do Fed, os investidores voltam as atenções para a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, na sexta-feira (10). Os indicadores podem influenciar as expectativas para a trajetória dos juros no Brasil e nos Estados Unidos.
Petróleo recua
No mercado internacional, os preços do petróleo fecharam em leve queda, pressionados pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de elevar a produção a partir de agosto e pela normalização do tráfego de navios no Estreito de Ormuz.
O barril do petróleo Brent, referência internacional, caiu 0,18%, para US$ 71,99. O barril do tipo WTI, do Texas, recuou 0,20%, encerrando cotado a US$ 68,55. Também contribuíram para o movimento as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e o aumento das exportações russas de petróleo.
Este sábado, 4 de julho, marca o período de 90 dias que antecede o primeiro turno das eleições à Presidência da República e, mais uma vez, deve manter o cenário de polarização visto em 2022, entre Lula (PT) e um representante da família Bolsonaro — desta vez, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Contudo, a três meses do pleito, desta vez o panorama parece ser diferente daquele visto em 2022, quando Lula e o então presidente Jair Bolsonaro (PL) fizeram uma das eleições mais disputadas desde a retomada do período democrático no país, em 1985.
Muito disso se deve, especialmente, aos desgastes sofridos pela candidatura de Flávio Bolsonaro, desde o âmbito político até questões dentro da própria família.
Ainda que tenha um forte apelo nas redes sociais, o envolvimento dele com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, trouxe danos ao seu projeto de chegar à Presidência da República. Isso se reflete, inclusive, na última pesquisa AtlasIntel.
Flávio, que chegou a estar em empate técnico com Lula, há alguns meses, agora aparece quase 11 pontos percentuais atrás do petista, em um dos cenários avaliados pelo levantamento divulgado há três dias.
Neste, por exemplo, Lula aparece com 47,2% das intenções de voto, contra 36,35% de Flávio Bolsonaro.
Segundo turno
Já quando se analisam as intenções de voto para o segundo turno, o prejuízo a Flávio também é evidente. Se entre fevereiro e abril deste ano, o liberal estava empatado com o petista, o cenário de junho já foi diferente.
Segundo os dados, Lula tem 48,8% das intenções de voto, contra 42,3% do adversário — em março, Flávio tinha 48% contra 47% do petista.
Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro – Foto: Reprodução/Instagram
O racha familiar — mais um envolvendo Michelle e os filhos do ex-presidente — fez com que Flávio tentasse colocar panos quentes na história, chegando a afirmar que “quem manda é a mulherada”, durante um evento político.No entanto, desta vez, parece que a situação é irreversível. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, teve de retornar dos Estados Unidos — onde estava acompanhando os jogos da Copa do Mundo — para o Brasil para tentar sanar a situação. Porém, teria ouvido de Michelle que não faria qualquer participação na campanha do enteado.
E o Lula?
Enquanto isso, o presidente Lula (PT), ainda que com dificuldades na relação com o Congresso Nacional — mais especificamente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) — manteve, até a última sexta-feira, 3, uma extensa agenda de entregas, pelo país, antes do início das proibições previstas pela legislação eleitoral.
Presidente Lula (PT) durante discurso na Bahia – Foto: Feijão Almeida/GOVBA
No âmbito político, na capital federal, apesar do revés com a negativa do Senado ao nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), teve conquistas importantes no Congresso, como a aprovação do aumento da isenção do Imposto de Renda, no final de 2025.
Além disso, há a expectativa pela aprovação, no Senado — o texto já passou pela Câmara —, do Projeto de Emenda à Constituição que acaba com a Escala 6×1. Mesmo com os embates com Davi Alcolumbre, a base de oposição na Casa, espera-se que a matéria seja aprovada antes das eleições, o que poderia turbinar, ainda mais, a reeleição do petista ao Palácio do Planalto.
A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (29) a parcela de junho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9.
O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 677,66. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 19,34 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,08 bilhões.
Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Pagamento unificado
Os beneficiários de 207 cidades de oito estados receberam o pagamento no último dia 17, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Paraíba (31), Paraná (10), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (1), Roraima (6) e Sergipe (5).
Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
Regra de proteção
Cerca de 2,26 milhões de famílias estão na regra de proteção em junho, com benefício médio de R$ 369,27. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até um ano, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Neste mês, 140 mil novas famílias aumentaram a renda e ingressaram na regra de proteção.
Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.
A norma está vinculada à iniciativa prevista na Medida Provisória nº 1.349, de 2026, que trata do mesmo tipo de apoio ao combustível.
O crédito extraordinário é um instrumento previsto na Constituição para atender despesas urgentes e imprevisíveis. Nesse caso, o valor será aplicado em âmbito nacional para subsidiar a importação de diesel, com o objetivo de viabilizar o abastecimento e mitigar impactos no mercado.
Segundo a medida provisória, a integralidade dos recursos — classificados como despesas primárias do orçamento fiscal — será direcionada para essa finalidade.