Aberta chamada pública para pesquisas sobre endometriose

Inscrições vão até 12 agosto, diz CNPq Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Brasília © Frame/TV Brasil Versão em áudio O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abriu chamada pública para subsidiar pesquisas científicas e o desenvolvimento de tecnologias e produtos inovadores para endometriose, dor pélvica e saúde menstrual, com foco em … Leia Mais


Dólar cai a R$ 5,13, e bolsa recua em dia de ajuste no mercado

Câmbio registra terceira queda seguida; Ibovespa perde 0,93% Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil* Brasília © Valter Campanato/Agência Brasil Versão em áudio O mercado financeiro teve desempenho misto nesta segunda-feira (6). O dólar caiu pela terceira sessão consecutiva e fechou no menor nível em quase três semanas, mas a bolsa recuou, descolando-se das bolsas estadunidenses. O … Leia Mais


A 90 dias da eleição, Lula dispara em meio a racha na direita

Cenário eleitoral à Presidência vive cenário diferente ao ocorrido em 2022 Por Yuri Abreu Este sábado, 4 de julho, marca o período de 90 dias que antecede o primeiro turno das eleições à Presidência da República e, mais uma vez, deve manter o cenário de polarização visto em 2022, entre Lula (PT) e um representante da família Bolsonaro — … Leia Mais


Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9

Com adicionais, valor médio do benefício está em R$ 677,66 Agência Brasil Brasília © Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo Versão em áudio A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (29) a parcela de junho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas … Leia Mais


Governo abre crédito de R$ 550 milhões para subsidiar diesel

Medida provisória destina recursos ao Ministério de Minas e Energia Agência Brasil Brasília © Rovena Rosa/Agência Brasil Versão em áudio O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 550 milhões para subsidiar a importação de óleo diesel de uso rodoviário. A medida provisória publicada nesta segunda-feira (29) destina-se ao Ministério de Minas e Energia, com execução pela Agência Nacional do Petróleo, Gás … Leia Mais


Mercado eleva projeção de inflação e vê Selic em 14% ao ano em 2026


Preços dos alimentos pressionou a inflação em maio

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
Brasília
Edifício-Sede do Banco Central em Brasília
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,3% para 5,33% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Mesmo após o anúncio de acordo para o fim da guerra no Oriente Médio, que vem pressionando o preço dos combustíveis e de alimentos, a previsão para o IPCA até o fim deste ano foi elevada pela décima quinta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 4,1% para 4,15%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,7% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela terceira vez seguida, apesar das tensões em torno do fim da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom iniciou o corte dos juros em março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificultou a queda da taxa em ritmo mais elevado.

Nessa reunião, o Copom apontou a permanência de incertezas sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados e as consequências dos efeitos já materializados como determinantes para a decisão de reduzir a Selic. O comitê informou ainda que o tamanho total do ajuste dos juros dependerá dos próximos dados econômicos, com o objetivo de garantir que a inflação volte à meta.

Nesta edição do Focus, os analistas de mercado elevaram a estimativa para a taxa básica até o fim de 2026, de 13,75% ao ano para 14% ao ano. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 4 e 5 de agosto, quando, para o mercado, deverá ocorrer a última redução do juro no ano.

Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.

Quando o juro sobe ou fica alto por muito tempo, o crédito encarece, ficando mais caro para quem compra no cartão, nas parcelas de produtos e no financiamento de imóveis, levando a uma perda de força no consumo. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,96% para 1,98%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ​1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,27.

Edição: Valéria Aguiar

 


Alagoinhas se destaca nacionalmente no segundo ano consecutivo com seleção de experiência exitosa em Educação de Tempo Integral



O Ministério da Educação (MEC) divulgou o resultado final do Edital nº 1/2026 de Experiências Inspiradoras de Gestão e de Projetos Pedagógicos de Educação Integral em Tempo Integral. Entre as 1.081 práticas selecionadas em todo o território nacional, o município de Alagoinhas voltou a ser destaque com as políticas públicas voltadas à rede municipal de ensino.

A cidade foi representada pela Escola Municipal Dr. Jairo Azi, com o projeto Pérola Negra, que visa o fortalecimento da identidade, autoestima e o protagonismo juvenil, escolhido pelo Governo Federal como uma referência técnica e prática capaz de inspirar outras redes de ensino ao redor do país.

“A seleção no edital nacional do MEC premia o esforço do corpo docente e administrativo da unidade e valida o compromisso da gestão com um modelo de educação que vai além da ampliação da carga horária. O projeto da Escola Municipal Dr. Jairo Azi reflete o investimento em inovação curricular, acolhimento estudantil e elevação da qualidade do ensino municipal”, explica a secretaria de Educação, Rita Bastos.

O prefeito de Alagoinhas, Gustavo Carmo, celebrou o resultado e destacou o impacto desse reconhecimento. “Ver a Escola Jairo Azi ser escolhida pelo MEC como uma das experiências mais inspiradoras do Brasil é motivo de muito orgulho para todos nós. Isso prova que estamos no caminho certo, investindo no tempo integral como uma ferramenta real de transformação social, equidade e excelência no aprendizado. Esse mérito é de toda a comunidade escolar, dos nossos professores, coordenadores pedagógicos e de cada funcionário que se dedica diariamente a construir o futuro das nossas crianças”, afirmou o prefeito.

Projeto Pérola Negra
A experiência pedagógica desenvolvida no Colégio Municipal Dr. Jairo Azi desde 2022 é voltada à valorização da cultura afro-brasileira e africana, ao fortalecimento da identidade negra e ao enfrentamento do racismo. O projeto envolve estudantes do Ensino Fundamental (anos finais), EJA e turmas de tempo integral, por meio de pesquisas, debates, oficinas, produções artísticas, apresentações culturais e ensaios fotográficos inspirados na estética e simbologia africana.

A cada ano um tema orienta as atividades desenvolvidas pelas turmas, promovendo reflexões sobre identidade, pertencimento, diversidade cultural e protagonismo estudantil. A culminância acontece em um evento cultural aberto à comunidade escolar, com exposições, apresentações e mostra fotográfica.

“A seleção do projeto no edital nacional de Experiências Inspiradoras de Educação Integral em Tempo Integral, promovido pelo Ministério da Educação, representa um importante reconhecimento da relevância pedagógica e social da iniciativa, destacando o trabalho da escola como referência em práticas de educação antirracista, valorização das identidades e fortalecimento da educação pública de qualidade”, comentou a coordenadora Pedagógica, Alexandra da Cruz.

De acordo com as diretrizes do edital, as experiências selecionadas comporão um banco de práticas nacional a ser amplamente disseminado a partir do segundo semestre deste ano. O objetivo é fazer com que estas iniciativas sirvam de estímulo e modelo para que outros estados e municípios aperfeiçoem a implementação do Programa Escola em Tempo Integral.

 

 

 

 


TCU cobra ajustes em plano de recuperação dos Correios


Segundo o órgão, reestruturação da empresa traz risco fiscal

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
Brasília
Brasília (DF) 29/12/2025 - Edifício sede dos Correios. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou o governo federal sobre possíveis problemas no plano de reestruturação financeira dos Correios e advertiu que o modelo adotado pode ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) caso não sejam feitas correções. 

Apesar das críticas, a Corte deu prazo para que o governo ajuste o processo e reforce os mecanismos de controle sobre os recursos envolvidos.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (27), em julgamento de processos relacionados ao empréstimo de R$ 12 bilhões contratado pelos Correios no fim do ano passado com garantia da União. Na prática, isso significa que, se a estatal não conseguir pagar a dívida, o governo federal poderá ser obrigado a assumir os pagamentos.

O que o TCU questiona

O principal ponto levantado pelo TCU é que o plano de recuperação financeira dos Correios teria sido aprovado sem análises técnicas consideradas suficientes para medir os riscos da operação.

Segundo o relator do caso, ministro Benjamin Zymler, o governo aceitou as projeções financeiras apresentadas pela estatal sem uma avaliação detalhada sobre a viabilidade das metas e estimativas de receita previstas no plano.

O ministro afirmou que órgãos do governo, como o Tesouro Nacional, o Ministério da Fazenda, o Ministério das Comunicações e a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), fizeram análises superficiais.

De acordo com o TCU, isso pode representar descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige planejamento, transparência e avaliação prévia de riscos em operações que possam afetar as contas públicas.

Empréstimo bilionário

Autorizado no fim de 2025, o empréstimo de R$ 12 bilhões integra o plano para tentar recuperar financeiramente os Correios. Em dificuldades financeiras, a estatal aparece desde 2024 na lista de alto risco do TCU.

Além da operação de crédito, o contrato prevê novos aportes de recursos na estatal. O governo ainda precisará garantir pelo menos mais R$ 6 bilhões até 2027 para manter o plano em funcionamento.

O TCU demonstrou preocupação com a possibilidade de os Correios não conseguirem cumprir as obrigações financeiras previstas. Nesse cenário, a União poderia ter de assumir novos custos para evitar o colapso da operação.

Risco para União

Os ministros do tribunal alertaram que o risco não fica restrito aos Correios, mas pode atingir diretamente as contas públicas.

Isso acontece porque a União entrou como garantidora da dívida. Assim, caso a estatal deixe de pagar parcelas do empréstimo, o Tesouro Nacional pode ser acionado pelos bancos credores.

O tribunal também apontou que o governo não avaliou adequadamente a real capacidade de pagamento dos Correios antes de autorizar a garantia federal.

Para o TCU, houve demora do governo em agir diante da crise financeira da estatal, mesmo após alertas anteriores sobre a deterioração das contas da empresa.

Monitoramento exigido

Apesar das críticas, o tribunal não anulou o plano de reestruturação. Em vez disso, determinou uma série de medidas de acompanhamento e controle.

O governo terá 120 dias para criar mecanismos de monitoramento sobre os aportes previstos aos Correios e sobre os riscos fiscais da operação.

Os Correios também deverão apresentar relatórios periódicos mais detalhados, mostrando:

  • O andamento das medidas de recuperação
  • Metas e indicadores de desempenho
  • Resultados financeiros
  • Riscos do plano
  • Alternativas caso a reestruturação não funcione

Segundo o TCU, o objetivo é aumentar a transparência e permitir acompanhamento contínuo da situação da estatal.

Investigação continua

Além do monitoramento, o tribunal decidiu abrir um processo separadamente para investigar possíveis responsabilidades de servidores públicos envolvidos na aprovação do plano e da garantia concedida pelo Tesouro Nacional.

A análise poderá avaliar se houve falhas técnicas, omissões ou irregularidades na condução do processo.

Dependendo das conclusões, servidores poderão ser responsabilizados individualmente.

Situação dos Correios

Empresa pública federal responsável pelos serviços postais no país, os Correios não dependem oficialmente de recursos do orçamento da União para funcionar. No entanto, a estatal enfrenta dificuldades financeiras nos últimos anos.

O TCU destacou que a empresa acumula passivos elevados e problemas contábeis considerados relevantes.

Um dos pontos criticados pelo tribunal é justamente o fato de os Correios continuarem classificados como estatal “não dependente”, mesmo precisando de empréstimos garantidos pelo governo federal para manter suas operações e executar o plano de recuperação financeira.

Edição: Aline Leal


Deolane Bezerra foi monitorada pela Interpol na Itália antes da prisão


Advogada foi presa na última quinta-feira, 21

Advogada foi presa na quinta-feira, 21
Advogada foi presa na quinta-feira, 21 – Foto: Reprodução | Redes Sociais

A operação que resultou na prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra já estava em andamento enquanto ela ainda passava uma temporada de mais de 20 dias em Roma, na Itália.

Ela foi presa em meio à investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que aponta supostas ligações dela com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A influenciadora foi presa preventivamente em um condomínio em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, na última quinta-feira, 21, sob suspeita de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e de integrar a facção criminosa. Ela funcionava como um “caixa” do grupo criminoso.

Quando ainda estava na Itália, a advogada já estava sendo observada pelas autoridades brasileiras e pela Interpol. Ela estava hospedada em um prédio de luxo na região da Piazza di Spagna, onde as diárias ultrapassam R$ 15, e publicava rotineiramente vídeos de sua viagem nas redes sociais.

A polícia chegou a planejar prender Deolane em território italiano, mas a influenciadora acabou retornando ao Brasil na véspera da deflagração da operação, sendo detida logo ao chegar a São Paulo.

Dinheiro ilícito

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya disse, ao Fantástico, da Globo, que os investigados utilizam pessoas com grande número de seguidores para pulverizar e ocultar o dinheiro ilícito.

Um relatório de peritos da área financeira da polícia indica que R$ 13,6 milhões circularam pelas contas pessoais de Deolane entre 2018 e 2022, enquanto outros R$ 14 milhões passaram por três de suas empresas.

A operação atual é o desdobramento de uma investigação iniciada em 2019, após a apreensão de bilhetes manuscritos em uma cela de Presidente Venceslau.

As mensagens continham ordens das lideranças da facção: os irmãos Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Alejandro Camacho Júnior, o Marcolinha.

As pistas levaram a polícia a uma transportadora que funcionava ao lado da penitenciária para lavar dinheiro do PCC e apoiar o tráfico internacional de cocaína.

Em dezembro de 2021, uma operação apreendeu celulares na casa de Ciro César Lemos e de sua esposa, que apareciam oficialmente como os donos da empresa.

O que diz a defesa de Deolane

Ao Fantástico, a defesa de Deolane Bezerra, representada pelo advogado Aury Lopes Jr., afirmou que a influenciadora não possui qualquer vínculo com a referida transportadora ou seus proprietários, tampouco conhecimento sobre eles.

Durante a audiência de custódia, Deolane declarou que os valores recebidos eram pagamentos legítimos por serviços prestados na época em que exercia a advocacia criminal. Após a prisão, ela foi transferida para o presídio feminino de Tupi, no interior de São Paulo.


Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 5


Com adicionais, valor médio do benefício está em R$ 678,01

Agência Brasil
Brasília
Iasmin da Silva (mãe) e Rafael de Jesus (filho) - Família Beneficiária do Programa Bolsa Família - CRAS de Sobradinho 1 - Brasília (DF). Na foto eles seguram o cartão do programa Bolsa Família.
Fotos: Lyon Santos/ MDS
© Lyon Santos/ MDS
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A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (22) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 5.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 19,08 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,9 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até 6 meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Pagamento unificado

Os beneficiários de 217 cidades de nove estados receberam o pagamento na segunda-feira (18), independentemente do NIS. A medida atendeu aos moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (três), Pará (uma), Paraíba (31), Paraná (16), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (três), Roraima (seis) e Sergipe (seis).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,26 milhões de famílias estão na regra de proteção em maio. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Em maio, 159.248 novas famílias aumentaram a renda e ingressaram na regra de proteção.

Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Calendário de pagamentos do Bolsa Família 2026
Calendário de pagamentos do Bolsa Família 2026 – Arte EBC
Edição:  Juliana Andrade