Estados Unidos: Gorilas são diagnosticados com Covid-19 em zoológico

Equipe responsável pelos gorilas ordenou os testes após perceber tosse, secreção nasal e pequenas mudanças no apetite dos animais Foto: Divulgação/Zoo Atlanta Por: Geovana Oliveira  Por: Geovana Oliveira  O zoológico de Atlanta, nos Estados Unidos, informou que gorilas que vivem no local foram diagnosticados com a Covid-19. O comunicado foi divulgado no portal da instituição na última sexta-feira … Leia Mais


Itamaraty recebe queixas contra carne e soja brasileiras

Reclamações foram enviadas através de telegramas por China e Rússia Foto : Wilson Dias / Agência Brasil Por Gabriel Amorim  Problemas em alimentos exportados pelo Brasil foram assunto de telegramas enviados ao Itamaraty pelas embaixadas do Brasil na China e na Rússia.  Segundo diplomatas, as autoridades dos países cobraram soluções e chegaram a se queixar de … Leia Mais


Ilha do Caribe estremece com maior explosão vulcânica de sua história

La Soufriere entrou em erupção, após décadas de inatividade Por Robertson S. Henry e Kate Chappell – Repórteres da Reuters – Kingstown (São Vicente e Granadinas) Rios de lava quente, fragmentos de rocha e gás escorreram pelos flancos do vulcão La Soufriere, na pequenina ilha caribenha de São Vicente, nessa segunda-feira (12), após a maior explosão … Leia Mais


Mais de 70% dos japoneses não desejam realização das Olimpíadas neste moment

Maioria da população japonesa deseja adiamento ou cancelamento dos jogos  Foto : Divulgação/COI Por Gabriel Amorim  Um levantamento feito por uma agência de notícias japonesa aponta que mais de 70% do povo japonês quer que a Olimpíada de Tóquio seja cancelada ou adiada para depois da pandemia. A pesquisa foi feita pela agência de notícias Kyodo … Leia Mais



Governo Trump pressionou Brasil a recusar vacina russa Sputnik V


A informação consta em um relatório publicado pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA em 17 de janeiro, três dias antes da posse de Joe Biden

Foto : Reprodução/Twitter

Por Stephanie Suerdieck

Segundo consta em um relatório publicado pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA em 17 de janeiro, três dias antes da posse de Joe Biden, o governo americano pressionou o Brasil a rejeitar a compra da Sputnik V, vacina russa contra a Covid-19. O documento é um balanço anual sobre as atividades do departamento no ano de 2020, período com atuação do governo do ex-presidente Donald Trump.

Na página 48, assinada pelo então secretário de Saúde Alex Azar, há um trecho que diz que os EUA usaram relações diplomáticas para dificultar as negociações de países como a Rússia, classificados como “mal-intencionados”, na comercialização dos imunizantes. “Os exemplos incluem o uso do escritório do Adido de Saúde do OGA [Escritório de Assuntos Globais do Departamento de Saúde dos EUA, na sigla em inglês] para persuadir o Brasil a rejeitar a vacina russa contra a Covid-19”, afirma o texto divulgado pelo próprio governo americano.

Na manhã de hoje (15), o perfil oficial da Sputnik V no Twitter chamou atenção para o relatório e fez críticas à atitude americana, dizendo que os países devem trabalhar juntos “para salvar vidas”. “Os esforços para minar as vacinas são antiéticos e estão custando vidas”, diz a postagem. Diante do cenário de escassez de vacinas no Brasil e da ineficiência do governo Jair Bolsonaro em adquirir as doses, na semana passada os governadores do Nordeste tomaram a iniciativa de negociar por conta própria e assinaram um contrato com o Fundo Russo de Investimento Direto para a compra de 37 milhões de doses da Sputnik V, que devem chegar ao Brasil entre abril e julho.

Um dia após a movimentação dos governadores, o Ministério da Saúde do Brasil assinou um contrato de 10 milhões de doses da vacina, que ainda não tem aval da Anvisa para uso emergencial. A Sputnik V teve eficácia de 91,6% contra a Covid-19, segundo resultados preliminares publicados na “The Lancet”, uma das mais prestigiosas revistas científicas do mundo.


Reguladora europeia diz que benefícios da AstraZeneca superam riscos; OMS pede que países não pausem a vacinação


Foto : Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket/Getty Images

Por Stephanie Suerdieck

A vacinação com o imunizante da AstraZeneca/Oxford não deve ser paralisada nos países que usam a vacina contra a Covid-19, segundo recomendaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a European Medicines Agency (EMA), que regula as vacinas na União Europeia. As instituições se manifestaram hoje (15) após uma série de países europeus suspender a aplicação da vacina em meio às dúvidas de que o imunizante possa ter causado coágulos em pacientes. Alemanha, Itália e França foram os mais recentes a suspender a aplicação por “precaução”.

No entanto, o que as entidades afirmam é que não há evidências, até então, de que os potenciais efeitos, registrados somente em uma dezena de pacientes na Europa, possam ter sido gerados pela vacina. “A EMA segue sendo da visão que os benefícios da vacina da AstraZeneca em prevenir a covid-19, com seu risco associado de hospitalização e mortes, superam os riscos de efeitos colaterais”, disse a reguladora europeia em comunicado nesta segunda-feira.

A agência europeia afirmou, ainda, seguir investigando junto aos órgãos reguladores nos países onde a vacina está sendo aplicada para entender os motivos dos sintomas em alguns pacientes. O comitê de segurança da agência se reúne amanhã (16), para discutir o caso, e disse que anunciará mais detalhes nos próximos dias.

A Organização Mundial da Saúde também recomendou que a vacinação com o imunizante não seja pausada e reforçou o fato de ainda não ter evidências que justifiquem a medida. “Até o momento, não há evidência que os incidentes são causados pela vacina e é importante que as campanhas de vacinação continuem para que possamos salvar vidas e evitar os problemas graves causados pelo vírus”, disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier.