Tenente do Exército, coordenador da Funai fala em “meter fogo” em índios

Ameaça foi feita durante reunião em aldeia no Vale do Javari Foto: Carolina Antunes/PR Por: Metro1 O tenente da reserva do Exército Henry Charlles Lima da Silva, coordenador da Funai no Vale do Javari (AM),  encorajou líderes do povo marubo a disparar contra indígenas isolados caso sejam “importunados” por eles. “Eu vou entrar em contato com o … Leia Mais


Pazuello negociou Coronavac com intermediária e pelo triplo do preço, diz jornal

Demissão de Pazuello seria tornada pública por Bolsonaro quatro dias depois da reunião, em 15 de março Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados Por: Metro1 O ex-ministro Eduardo Pazuello (Saúde), quando ainda era titular da pasta, teria prometido a um grupo de intermediadores comprar 30 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac que foram formalmente oferecidas ao governo … Leia Mais


Bahia registra 4.947 novos casos de Covid-19 e mais 130 óbitos pela doença

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 4.947 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,5%) e 4.422 recuperados (+0,4%). O boletim epidemiológico desta quinta-feira (10) também registra 130 óbitos. Apesar de as mortes terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram realizados hoje. Dos 1.053.031 casos confirmados desde o início da … Leia Mais


Bolsonaro minimiza atos contra ele e diz que faltou maconha para manifestantes


Foto: Alan Santos/PR  

Por: Folhapress

Em sua primeira manifestação pública sobre os protestos que reuniram milhares de pessoas contra seu governo no sábado (29), o presidente Jair Bolsonaro minimizou nesta segunda-feira (31) o tamanho dos atos e disse que faltou maconha e dinheiro para os manifestantes.

“Você sabe por que teve pouca gente nessa manifestação da esquerda, agora, no último fim de semana? Porque a PF [Polícia Federal] e a PRF [Polícia Rodoviária Federal] estão apreendendo muita maconha pelo Brasil. Faltou erva para o movimento”, disse o presidente aos seus apoiadores.

Como mostra um vídeo publicado na internet por um apoiador, ao conversar com eleitores na porta do Palácio da Alvorada na manhã de segunda-feira, Bolsonaro afirmou que faltou dinheiro também para aqueles que se reuniram em atos nas capitais, com maiores concentrações em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Até esta segunda-feira, Bolsonaro não havia se manifestado sobre os protestos. Ao contrário das agitadas agendas dos últimos finais de semana, o presidente se encastelou no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente, em Brasília.

No sábado, dia dos protestos, o presidente fez uma publicação em rede social segurando uma camiseta com a mensagem “imorrível, imbroxável, incomível” -mesmos termos usados recentemente por ele quando atribuiu a Deus a exclusividade de poder tirá-lo do cargo. Nesta segunda, diante dos apoiadores, voltou a usar as mesmas expressões.

De acordo com relatos de aliados de Bolsonaro feitos à reportagem sob condição de anonimato, a estratégia do governo, já iniciada no final de semana, é tentar desqualificar os atos e manter a base bolsonarista radical unida. Para isso trabalham para ressuscitar o antipetismo.

​Dentro desta lógica, os governistas querem generalizar como petistas todos os que foram às ruas protestar contra Bolsonaro.

Aliados do governo também trabalham para distorcer o foco dos atos.

Em vez de reconhecer que as manifestações são pela falta de vacina e em desacordo com a condução do governo no enfrentamento à pandemia, levantam o discurso de que as passeatas tiveram viés eleitoral, em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em contrapartida, argumentam que os bolsonaristas que vão às ruas em apoio ao presidente são cristãos e patriotas.
Além disso, aliados do mandatário estão usando imagens de aglomeração nos atos contra ele para se blindar de críticas naqueles favoráveis ao presidente.

Durante evento organizado pela CNI (Confederação Nacional das Indústrias) na tarde desta segunda, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, afirmou que o Brasil vive “um momento político de antecipação”.

“Mas antecipação talvez seja importante para que os grandes temas nacionais sejam discutidos com profundidade.

Nós não podemos como país retroceder a uma agenda e a uma pauta corporativas asfixiantes que nos leva para trás e que nos afunda como âncora”, disse.

Marinho defendeu a continuidade das reformas e da “modernização do Estado brasileiro”.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que também participou do debate promovido pela CNI, avaliou que existe uma polarização política no Brasil e defendeu que ela não interfira na pauta do Congresso Nacional.

“Existe uma polarização política, mas que está num campo da discussão social, num campo da discussão política, e esta polarização não pode entrar no Congresso Nacional neste instante, sob pena de sacrificarmos a apreciação de projetos, de propostas de emenda à Constituição, de iniciativas que a sociedade espera de nós”, argumentou.
Pacheco afirmou que os parlamentares devem focar os trabalhos nas reformas, sem contribuir para o aumento da polarização.

“Em 2022 nós teremos uma eleição e cada qual se posicionará, porque somos todos políticos filiados a partidos políticos, teremos as nossas posições futuras, mas nesse momento nós temos que pensar um pouco além, um pouco acima e pensar no bem comum, e não calha nós permitirmos que essa polarização afete a harmonia entre os Poderes.”

A recomendação para a utilização de máscaras teve ampla adesão de manifestantes no sábado, mas houve aglomerações em diversos locais, em descumprimento às regras de distanciamento social sugeridas por especialistas para conter a disseminação da Covid-19.

Ao longo do fim de semana, aliados de Bolsonaro inflaram o discurso de polarização e miraram ataques a Lula. O ex-presidente, segundo a última pesquisa Datafolha, aparece com vantagem para a disputa pelo Palácio do Planalto em 2022.

Lula não foi aos protestos de sábado e manteve silêncio, mas em diversas cidades houve declarações de apoio ao petista. Ele readquiriu o direito de disputar a eleição após o STF (Supremo Tribunal Federal) anular condenações da Lava Jato.

Diante de um adversário com elevada rejeição e um cenário difícil inclusive na economia, a estratégia dos petistas é deixar que Bolsonaro se desgaste. A gestão da pandemia da Covid já é alvo de uma CPI no Senado.

Conforme o jornal Folha de S.Paulo publicou, o final de semana fez emergir entre os políticos a avaliação de que a eleição presidencial de 2022 foi antecipada. O mesmo diagnóstico é traçado por bolsonaristas e políticos de esquerda.


Número de policiais mortos por Covid-19 em 2020 é o triplo dos que foram assassinados


Por Camila Rodrigues da Silva, Felipe Grandin, Gabriela Caesar e Thiago Reis, G1

A Covid-19 provocou somente no ano passado a morte de 465 policiais no Brasil. É mais que o dobro do número de agentes assassinados nas ruas do país em 2020. A doença também tem afetado diretamente a rotina nas corporações. Um em cada quatro policiais brasileiros foi afastado das atividades em algum momento durante a pandemia por apresentar sintomas, fazer parte de algum grupo de risco ou ter de fato contraído o novo coronavírus.

Os dados, inéditos, fazem parte de um levantamento exclusivo do G1 com base em informações coletadas nas polícias Civil e Militar e nas secretarias da Segurança Pública dos 26 estados e do Distrito Federal.

Os números revelam que:

  • 465 policiais civis e militares da ativa morreram vítimas da Covid-19 em 2020, mais que o dobro do número de agentes assassinados no país (198)
  • Os estados com mais policiais mortos pela doença foram Rio de Janeiro (65), Amazonas (50) e Pará (49)
  • 126.154 policiais foram afastados da função em algum momento, o que representa 25% do total do efetivo no país (veja detalhes por estado mais abaixo)
  • Tocantins foi o estado com o maior percentual de afastamentos pela doença: 38% do total

Todas as unidades da federação tiveram ao menos um policial morto pela doença no ano passado.

Esse número hoje é certamente maior, já que não são levados em conta no dado os primeiros meses deste ano, quando a Covid-19 atingiu seu pico.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os pedidos foram feitos para as assessorias de imprensa das corporações e por meio da Lei de Acesso à Informação.

Impacto da Covid-19 nas polícias em 2020 — Foto: Élcio Horiuchi/G1

Impacto da Covid-19 nas polícias em 2020 — Foto: Élcio Horiuchi/G1

Para Bruno Paes Manso, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, e Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os números revelam o cenário de tragédia e medo que a gestão da pandemia ajudou a construir no Brasil.

“Gestão essa que parecia ignorar até menos de um mês atrás que uma quantidade significativa de profissionais de segurança pública trabalha em contato direto com a população e está em constante risco de contaminação e, ainda, de transmitir o vírus para seus familiares e amigos”, afirmam.

“Foi somente no fim de março que tais profissionais ganharam o direito de serem vacinados. Até então, fora da lista inicial dos grupos prioritários para a vacinação do Programa Nacional de Imunização (PNI), os policiais têm tido um papel central na gestão da crise sanitária, especialmente na garantia de medidas de distanciamento social e proteção de equipamentos de saúde pública.”

“Os números são, portanto, um alerta para que os policiais brasileiros parem de ser tratados como marionetes do jogo político, inclusive por representantes de suas próprias categorias. É preciso que os mecanismos de proteção, saúde e valorização do trabalho previstos na lei que criou o SUSP (Sistema Único de Segurança Pública) sejam efetivamente colocados em prática e não se transformem em letra morta ou normas esvaziadas” afirmam os especialistas.

Eles destacam, ainda, que “mudar a segurança pública implica em mudar a forma como governos, sociedade e polícias se relacionam entre si”. “A vida não pode ser menosprezada e/ou a morte banalizada.”

Combatendo o crime e a Covid-19

O sargento da PM do RJ Diógenes Moreno, de 43 anos, morreu após contrair a Covid-19. Enquanto estava internado no Hospital Central da Polícia Militar, no Centro do Rio, mandou uma mensagem a um amigo alertando sobre o perigo da doença.

“É uma situação complicada, né? A gente só acredita quando acontece com alguém próximo. Eu tô aí de exemplo. Então, o bagulho é sério”, disse Diógenes.

PM Diógenes Moreno morreu de Covid-19 no Rio de Janeiro — Foto: Reprodução

PM Diógenes Moreno morreu de Covid-19 no Rio de Janeiro — Foto: Reprodução

“Bagulho que eu nunca tive na minha vida. Convulsão, nunca tive isso. Aí, três em menos de 24 horas. Então, o que eu peço a vocês aí é: se cuidem! Se Deus quiser, daqui a uns dias eu tô saindo daqui…pra casa!” Dias depois, porém, o sargento Diógenes morreu por problemas respiratórios causados pela doença.

O soldado da Polícia Militar Jonathan Felipe Silva de Melo, de 28 anos, não conseguiu concluir o curso de formação da PM em Registro, no interior de São Paulo. Foi impedido pela Covid-19.

Jonathan foi um dos 64 contaminados em um surto de coronavírus no 14º Batalhão da Polícia Militar de SP. Foi internado antes da formatura por complicações da Covid-19 e morreu 10 dias depois de os colegas receberem o diploma. Ele era casado e tinha um filho de 9 anos.

O soldado da PM Jonathan Felipe Silva de Melo, de 28 anos, morreu de Covid-19 antes de concluir o curso de formação da PM em Registro, no interior de São Paulo — Foto: Reprodução

O soldado da PM Jonathan Felipe Silva de Melo, de 28 anos, morreu de Covid-19 antes de concluir o curso de formação da PM em Registro, no interior de São Paulo — Foto: Reprodução

Um dos colegas de farda do jovem, o soldado Tavares, de 29 anos, disse que o amigo era um exemplo de superação e sempre falava para todos que fazia tudo pelo filho, que era seu maior incentivo.

“No final do módulo básico, ele estava correndo o risco de não concluir o curso, pois não conseguia fazer o mínimo de barras fixas, então ele passou a se esforçar muito para conseguir. Treinava todos os dias quando chegava no quartel e após o expediente também”, disse.

“Antes de concluirmos o curso, o encontrei pelo quartel para passar no médico e ele já estava bem debilitado, mas me disse que era apenas um resfriado evoluindo para uma possível pneumonia. Ao passar pela triagem foi transferido imediatamente para o hospital. No primeiro dia, ele ainda mandou mensagem no grupo do pelotão, mas depois já foi induzido ao coma.”

Já o sargento da PM de SP Erico Rodrigo de Oliveira, 48 anos, sobreviveu à Covid-19 depois de ficar 16 dias intubado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Oswaldo Cruz, no bairro Vergueiro, Zona Sul de São Paulo. Quando teve alta, saiu com os rins paralisados e quase sem conseguir andar, com a musculatura atrofiada.

“Fiquei inconsciente e, quando acordei, não me recordava nem de como vim parar no hospital. Quando eu recobrei a consciência não sabia onde estava e o que aconteceu”, disse Erico.

O sargento da PM de SP Erico Rodrigo de Oliveira, 48 anos, sobreviveu à Covid-19 depois de ficar 16 dias na UTI — Foto: Reprodução

O sargento da PM de SP Erico Rodrigo de Oliveira, 48 anos, sobreviveu à Covid-19 depois de ficar 16 dias na UTI — Foto: Reprodução

“Os médicos e enfermeiras estavam muito surpresos com a minha recuperação e me disseram que eu quase morri. Em dado momento eu não apresentava melhora, cheguei a ser desenganado. Perdi 10 quilos. É um milagre de Deus eu estar aqui.”

Mudança de rotina nas corporações

A Covid-19 fez a rotina das polícias se transformar. O levantamento do G1 mostra que 126.154 policiais foram afastados das funções em algum momento no ano passado – o que representa 1/4 do efetivo total do país.

Se estiver em um computador, passe o mouse em cima do mapa para saber a informação sobre cada estado; se estiver no celular, clique no estado:

A PM de Pernambuco, por exemplo, publicou uma série de vídeos na internet para orientar seus policiais sobre as medidas de prevenção. As cinco gravações, estreladas por agentes da própria corporação, ensinam a forma correta de higienizar a viatura, colocar e tirar a máscara, fazer a higienização após uma abordagem, entre outras dicas.

Em Mato Grosso, logo no início da pandemia, o comandante-geral da Polícia Militar elaborou uma portaria estabelecendo medidas de prevenção à propagação do coronavírus.

Foram estabelecidos o uso de álcool e outras medidas de higienização pelos policiais nas ruas, suspensão de cumprimentos, ferramentas como WhatsApp como meio complementar de comunicados, a criação de uma Comissão Especial para Supervisão e Monitoramento, teletrabalho, revezamento e redução de expediente para parte do administrativo.

Já no Rio de Janeiro, houve críticas à Secretaria de Polícia Militar por não dar proteção aos policiais no começo da pandemia. Em abril de 2020, PMs reclamaram que precisavam comprar equipamentos de proteção contra a Covid-19 por conta própria e que o período de quarentena para contaminados estava sendo reduzido pela corporação.

Ministério Público do estado chegou a fazer recomendações para que as secretarias de Polícias Civil e Militar adotassem medidas para proteger os policiais durante a pandemia da Covid-19. A Secretaria de Polícia Militar afirmou depois que fez licitações de emergência para comprar máscaras PFF2, álcool líquido e álcool gel para os agentes e que apenas aqueles em condições de saúde estavam sendo escalados para trabalhar.

No Tocantins, estado com o maior percentual de policiais afastados, a Polícia Militar afirma que adquiriu Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para o uso da corporação. Além disso, diz que aplicou testes PCR (swab) diariamente e também fez mais de 5 mil testes rápidos. Em nota, acrescenta ainda que monitorou os policiais durante o tempo em que estavam com a doença e que 100% do “efetivo operacional” já foi vacinado.

Em São Paulo, estado com o maior efetivo de policiais (27.450 policiais militares e 1.643 policiais civis), foram distribuídos equipamentos para ajudar na proteção contra a Covid-19, como máscaras, face shield, luvas, álcool em gel, entre outros. A Polícia Militar de SP instalou também o TeleCovid, serviço online no qual uma equipe médica da corporação monitora policiais com suspeita ou confirmação da Covid-19 e oferece encaminhamento para hospitais caso necessário.

A corporação ressalta ainda que os profissionais de segurança e seus parentes são submetidos a testes para a detecção da doença. Em nota, afirma que os ambientes de trabalho, como carros e laboratórios, são higienizados e que a Delegacia Eletrônica foi ampliada. Segundo a corporação, 87% dos policiais foram vacinados no estado de SP até o dia 16 de abril.

Transparência

O levantamento do G1 durou mais de dois meses para ser concluído. Os dados foram solicitados via Lei de Acesso à Informação e também foram pedidos às assessorias de imprensa das secretarias da Segurança e das corporações, quando necessário.

Além da demora e da falta de padronização nas respostas, dois estados não enviaram as informações completas.

O Paraná não forneceu o número de policiais afastados (tanto civis quanto militares). A SSP diz que não informa os dados “por questões de segurança e também por se tratarem de dados de saúde dos integrantes”.

A Polícia Civil de Minas Gerais não repassou nenhum dado, alegando “questões estratégicas de segurança”. “O quantitativo de servidores afastados por apresentarem sintomas gripais e/ou respiratórios, bem como que tiveram confirmação da Covid-19, é ínfimo e não compromete a prestação de serviço pela instituição.”

Apesar da falta de transparência de alguns estados, outros adotaram, inclusive, portais com um raio X completo da doença. Santa Catarina, por exemplo, enviou não só os dados pedidos como informações sobre casos suspeitos, casos confirmados, casos recuperados e casos em monitoramento.

Monitor da Violência

Nesta quinta-feira (22), o Monitor da Violência mostrou que o número de policiais mortos aumentou 10% na comparação de 2019 com 2020 (passou de 180 para 198). Isso significa que um policial é assassinado a cada dois dias. O Piauí foi o estado com a maior taxa de policiais mortos (1 a cada mil policiais). Acre, Paraná, Rio Grande do Sul e Tocantins não tiveram mortes de policiais em 2020.

Por outro lado, houve uma ligeira queda de 3% nos dados de pessoas mortas pela polícia (de 5.829 em 2019 para 5.660 em 2020). Essa redução se deve, principalmente, pelo Rio de Janeiro, que registrou 575 mortes a menos. Uma decisão do STF suspendeu as operações policiais no estado do RJ durante a pandemia e foi crucial para essa queda.

Em 2020, 17 estados apresentaram alta nas mortes pela polícia. Os números são preocupantes: 16 pessoas são mortas pela polícia no país a cada dia.

O Amapá aparece como o estado com a maior taxa de letalidade policial em 2020: 12,8 por 100 mil habitantes. Já a taxa nacional foi de 2,7 por 100 mil. Distrito Federal teve a menor taxa: 0,4 a cada 100 mil.

Número de policiais mortos cresce em 2020; o de pessoas mortas em confrontos cai no Brasil

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Número de policiais mortos cresce em 2020; o de pessoas mortas em confrontos cai no Brasil


Brasil registra novo recorde na média móvel de mortes por covid: 3.125 óbitos diários


País registrou 1.738 mortes pela doença em 24 horas, totalizando 355 mil óbitos desde o início da pandemia

Foto : Carol Garcia/GOVBA

Por Adele Robichez

O Brasil atingiu um novo recorde da média móvel de mortes por coronavírus: 3.125 óbitos diários. Segundo boletim do consórcio de veículos de imprensa divulgado ontem (12), o país registrou 1.738 mortes pela Covid-19 em 24 horas, totalizando 355.031 óbitos desde o início da pandemia.

Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +15%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença. Já são 82 dias com a média acima da marca de 1 mil, 27 dias acima de 2 mil e 17, acima de 2,5 mil.

Em relação aos casos, o levantamento do consórcio indica que, em 24 horas, 38.866 pessoas foram diagnosticadas com o vírus. Desde o início da pandemia, o Brasil registrou 13.521.409 infecções confirmadas da doença.

Estão com alta nas mortes 11 estados e o Distrito Federal: AP, DF, ES, GO, MA, MG, MS, PE, PI, PR, RJ, SP.


Governo gastou R$ 125 milhões em compras de Tamiflu e pagou até 33% a mais na cápsula


Medicamento foi incluído na nota informativa com orientações para o chamado tratamento precoce contra a Covid-19

Foto : Pixabay

Por Metro1

O Ministério da Saúde gastou R$ 125 milhões com o Tamiflu, um medicamento contra a gripe que não tem eficácia para a Covid-19. Segundo levantamento da Folha, a pasta comprou 28 milhões de cápsulas e pagou até R$ 5,33 por dose. Antes da pandemia, o medicamento custava R$ 4, uma diferença de 33,2%.

A pasta decidiu apostar no medicamento argumentando que ele seria necessário para evitar superlotação de hospitais por síndromes respiratórias decorrentes do vírus da gripe e do H1N1.

O ministério, então, incluiu o Tamiflu (fosfato de oseltamivir) na nota informativa com orientações para o chamado tratamento precoce contra a Covid-19. A droga está ao lado de cloroquina, hidroxicloroquina e azitromicina, todas elas sem eficácia para a doença.

Segundo nota informativa do Ministério da Saúde de 30 de julho de 2020, o Tamiflu deve ser recomendado para crianças com sintomas leves, moderados e graves, com o propósito de “exclusão de influenza”. Essa nota, que baliza a recomendação do chamado “kit Covid”, com a cloroquina à frente, substituiu outros dois protocolos do tipo. O primeiro é de maio, e não previa Tamiflu.


Butantan entrega mais 1,5 milhão de doses da Coronavac ao Ministério da Saúde


Com novo lote, órgão chega a total de 39,7 milhões de vacinas contra Covid-19 enviadas ao governo federal

Foto : GovSP

Por Adele Robichez 

O Instituto Butantan enviou, na manhã de hoje (12), mais 1,5 milhão de doses da Coronavac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, ao Ministério da Saúde.

Com o novo lote, o Butantan chegou a um total de 39,7 milhões de vacinas entregues. Até o final deste mês, o órgão pretende entregar ao governo federal 46 milhões de doses do imunizante, chegando a 100 milhões até agosto.

Segundo o instituto, uma nova remessa do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), necessário para a produção das vacinas, chegará ao Brasil no dia 20 deste mês, viabilizando a produção das outras doses do contrato com o governo.