Em meio à alta de casos de Covid-19, Obras Sociais Irmã Dulce suspende visitas

Pelos próximos dias, está proibida a circulação de pessoas nas dependências das unidades da Osid Foto: Divulgação/Osid Por: Metro1  Com a alta nos casos de Covid-19, as Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) suspenderam a visitação nas dependências de suas unidades. A medida foi anunciada na segunda-feira (17) e valerá por 15 dias. De acordo com a Osid, … Leia Mais



Assintomático, Caetano Veloso testa positivo para Covid-19 em Salvador

Foto: Fernando Young / Divulgação O cantor e compositor Caetano Veloso, de 79 anos de idade, testou positivo para Covid-19. A informação foi confirmada pela esposa do artista baiano, a empresária carioca Paula Lavigne, à CNN Brasil. Caetano, que já tomou três doses da vacina contra a Covid-19, está assintomático e cumpre isolamento domiciliar junto … Leia Mais


Preocupação com variante faz Salvador cancelar festa de réveillon


Aumento de casos de covid-19 na Europa também motivou cancelamento

Por Fernanda Cruz – São Paulo

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, anunciou nesta segunda-feira (29) o cancelamento da festa de Réveillon na capital baiana. Ele informou ter feito uma avaliação criteriosa a partir do surgimento da nova variante Ômicron e do aumento de casos de covid-19 em países da Europa. “Sei da importância do evento para a economia da nossa cidade, mas seguimos colocando a vida das pessoas em primeiro lugar”, disse em uma rede social.

Com relação aos festejos de Carnaval, considerados dos mais tradicionais do país, o prefeito declarou que irá tomar a decisão em conjunto com o governo estadual, “considerando toda segurança e cautela necessária para o momento”, disse.

Edição: Maria Claudia


Com filiação de Bolsonaro, PL não deve apoiar ACM Neto ao governo, diz jornal


Foto: Reprodução

Para garantir a filiação de Jair Bolsonaro ao PL, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, teria garantido a Bolsonaro que não apoiaria a candidatura de ACM Neto (DEM) ao Governo da Bahia em 2022.

Segundo o jornal O Globo, o encontro ocorreu na tarde de terça-feira (23), no Palácio do Planalto. Em seguida, o PL anunciou que a cerimônia de filiação ocorrerá no dia 30. Conforme a publicação, na conversa com Bolsonaro, o cacique do Centrão prometeu apoiar o ministro da Cidadania João Roma (Republicanos), ao governo.

Ainda de acordo com O Globo, o Republicanos não está certo de que irá lançar Roma na disputa, já que a sigla cogita uma eventual aliança com Neto. Roma estaria conversado com Valdemar Costa Neto e não descarta eventualmente se filiar ao PL.

A ida de Bolsonaro para o PL também inviabiliza a aliança com o PSDB em São Paulo já que Valdemar havia prometido ao governador João Doria apoiar a campanha de Rodrigo Garcia (PSDB), seu vice que deve concorrer ao governo do estado. Na Assembleia Legislativa, o PL é aliado dos tucanos.


Professor de colégio estadual é suspeito de assediar alunos em troca de pontos e dinheiro


Educador do Colégio Estadual Heitor Villa Lobos teria pedido para 37 alunos se beijarem

Foto: Divulgação / GOVBA

Por: Metro1

Um professor do Colégio Estadual Heitor Villa Lobos, no Cabula VI, em Salvador, é suspeito de obrigar 37 alunos do 6º ano a se beijarem em troca de pontos extras e dinheiro. O caso foi comunicado à Delegacia Especializada de Repressão a Crime Contra Criança e Adolescente (DERCA) e enviado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Ao Metro1, a Secretaria da Educação do Estado (SEC) informou que, ao tomar conhecimento do caso, afastou imediatamente o professor acusado e instaurou o processo administrativo para apurar as denúncias.

Segundo o jornal Correio, a mãe de um dos estudantes do Colégio, que atualmente cursa o 9º ano, afirmou que após as denúncias seu filho que a ação já era rotineira por parte do educador, principalmente nas turmas de 6º ano.


Salvador: Surto de Covid na emergência do Roberto Santos faz 9 pacientes serem transferidos


Foto: Ruan Melo / G1

Por:  Lula Bonfim

Um surto de Covid-19 foi registrado na última quinta-feira (18), na emergência do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador. No total, nove pacientes testaram positivo para a doença e foram transferidos para unidades de referência no tratamento de infectados pelo novo coronavírus.

Perguntada sobre trabalhadores do HGRS também terem se contaminado, a assessoria de comunicação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) apenas respondeu que “todas as medidas de contenção foram feitas para que não houvesse espalhamento do vírus nos demais setores do hospital”.

O Roberto Santos é o maior hospital público da Bahia, com 640 leitos. Nenhum deles está reservado para o tratamento de pacientes com Covid-19.

 


Possibilidade de mudança rápida de cenário da Covid traz riscos para definição do Carnaval de Salvador


Por: Jade Coelho / Gabriel Lopes

Prefeitura e governo vêm sendo pressionados pela definição a respeito da realização ou não do Carnaval em Salvador. De um lado os setores que dependem da realização da festa pensam sob o ponto de vista econômico. Do outro está a saúde e o fato de a crise sanitária causada pela Covid-19 ainda ser uma realidade. Do ponto de vista científico, a grande questão está no cenário de incertezas, mesmo que a data para a festa esteja relativamente próxima. O infectologista Adriano Oliveira argumenta que a situação epidemiológica pode mudar rapidamente.

“O grande problema é que o Carnaval exige meses de preparação e para um vírus que pode mutar daqui para ali é suficiente para o caos se estabelecer”, alertou o especialista ao sinalizar que atualmente o “estágio [é] de tranquilidade tal que permite sim fazer grandes eventos”. “Mas nenhuma atitude vai ser 100% segura, sempre vai correr riscos”, acrescentou.

Sob esse mesmo argumento de que os números podem ter variação em curto período de tempo, o infectologista Robson Reis ainda acrescenta que nesse intervalo de tempo até o Carnaval algumas ações podem vir a contribuir para aumento do número de casos da Covid-19. Ele cita como exemplo comportamentos típicos do período de fim e início de ano como aumento da frequência de pessoas nos centros de compras, festas de confraternização, festas de Natal e Réveillon, além da possibilidade de nesse período ainda haver flexibilização para um número maior de público nos eventos, e em relação ao uso de máscaras, como já vem ocorrendo em alguns municípios. “Entendemos que não é decisão simples, sabemos da importância econômica e social da festa, mas tem que pensar nos riscos que envolvem o Carnaval”, ponderou o médico.

O doutor em Virologia e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Gúbio Soares, adota um tom ainda mais cauteloso e sugere que o ideal é que eventos no patamar do Carnaval sejam realizados apenas em 2023. “Tem que focar ainda na vacinação, controles, uso de máscaras, esse ano e ano que vem, e deixar para fazer o Carnaval em 2023 porque a gente vai ter 2022 todo para ver como o Brasil funciona”, defendeu ao citar o novo repique de casos que a Europa vem enfrentando (entenda melhor aqui). Um dos exemplos citado pelo professor é a situação vivida na Alemanha, que nesta semana bateu recorde de 50 mil novos casos da infecção em um dia.

Em Salvador, a Comissão Especial de Acompanhamento da Retomada dos Eventos da Câmara Municipal (CMS) pediu para que o prefeito Bruno Reis (DEM) e o governador Rui Costa (PT) anunciem até o dia 15 de novembro de 2021 a decisão sobre a realização do Carnaval de 2022 (relembre aqui). O petista reforçou o posicionamento contrário ao anúncio da realização da festa (leia mais aqui). E o prefeito ainda não rechaça a ideia, mas admite a possibilidade de adiamento (veja aqui).

O secretário da Saúde de Salvador, Leo Prates, apontou incoerência na postura do governo estadual que autorizou a presença de 70% de público nos estádios e a venda e consumo de bebida alcóolica (leia mais aqui), enquanto o decreto permite eventos com até três mil pessoas. O gestor fez uma série de questionamentos à equipe técnica da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) (leia mais aqui).

Para Robson Reis, é necessário e importante aumentar capacidade de público nos eventos, mas uma série de pontos precisam ser observados para que isso aconteça de modo a minimizar os riscos. “O mais importante é avaliar não somente o quantitativo de pessoas naquele evento, mas se o evento reúne condições de, de certa forma, proporcionar condições para minimizar os riscos”, alertou o médico ao citar como exemplo a disposição de espaço para, caso a pessoa opte por isso, manter distanciamento, e também uso de máscara. “Se naquele local consegue manter distanciamento mínimo, isso muitas vezes é dificil, mas se optarem por isso, existir condições em termos de espaço é importante”, argumentou.

E SE RIO E SÃO PAULO FIZEREM CARNAVAL?

Ao defender diálogo com todos os setores envolvidos para a definição do Carnaval, Leo Prates argumentou que se a festa acontecer no Rio de Janeiro e em São Paulo, Salvador sofreria os impactos. Segundo ele, a capital baiana “pagaria a conta”.

Para Gúbio Soares e Robson Reis, caso Salvador decida por não fazer a festa, o risco diminui, mesmo que algumas pessoas daqui viajem para esses locais para curtir a folia momesca.

“Em relação a Salvador não realizar, pode ter sim aumento do número de casos, principalmente entre aqueles que decidiram curtir lá. Mas sem dúvida esse risco é muito menor do que uma festa em si realizada na cidade. Não estou dizendo que sou contra, estou dizendo que o impacto de uma festa aqui é muito maior do que uma realizada em outros estados”, afirmou Robson.

O infectologista Adriano Oliveira considera que é uma “via de mão dupla”. “Salvador só contribuiria para o caos porque do mesmo jeito que Rio e São Paulo vão prejudicar Salvador, se Salvador fizer vai potencializar essa atitude possivelmente trazendo o vírus para o Brasil que possa se espalhar inclusive para Rio de Janeiro e São Paulo. É uma via de mão dupla”, disse.

Um ponto que os três especialistas destacaram é a possibilidade de chegada de variantes do Sars-Cov-2, principalmente considerando atual cenário epidemiológico com nova escalada de casos vivido em alguns países.

“Vamos supor que a gente libere [a realização da festa] e surge lá na Tailândia uma variante resistente aos anticorpos produzidos pelas vacinas atuais – que não é uma coisa improvável – e que um viajante de lá traga o vírus: pronto, trouxe o caos”, ponderou Adriano Oliveira em um argumento repetido por Gúbio Soares e Robson Reis.